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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Filosofia Moderna III - Empirismo

Empirismo


A seguir veremos o que essa corrente filosófica que se denomina empirismo, seus principais fundadores e a época em que surgiu.

O empirismo conta com dois nomes entre os seus principais fundadores: John Locke e David Hume. O primeiro era um inglês nascido em 1632 e morto em 1704, ardoroso defensor do liberalismo econômico. David Hume nasceu em Edimburgo no ano de 1711 e viveu até 1776. Além do empirismo radical, Hume também ficou conhecido pelo ceticismo filosófico.

O empirismo de caracteriza por ser uma corrente filosófica contrária ao Racionalismo, pois acredita que o conhecimento não parte do raciocínio logico e sim das experiências do ser humano com o mundo físico.

Segundo o empirismo, o ser humano nasce como uma folha em branco, que vai sendo preenchida de acordo com as experiências que ele tem na sua vida. A combinação de experiências vai gerando na mente do ser humano uma visão do mundo que aos poucos vai se tornando mais complexa e detalhada.

Hume também explicava que a experiência humana se baseia em dois tipos diferentes: as impressões e as ideias. As impressões são como que derivadas da experiência original e as ideias seriam recordações dessa sensação proveniente da experiência primaria.

Ainda de acordo com o Empirismo, todo o conhecimento gerado pelo ser humano em nossa mente é proveniente dos nossos sentidos. Com outras palavras, os nossos sentidos são as ferramentas usadas pelo corpo para a ocorrência das experiências que irão gerar conhecimento em nós.

Hume tinha a preocupação de examinar as ideias geradas pelos nossos sentidos pois o ser humano pode juntar experiências diversas e com elas criar a ideia complexa de algo que na realidade não existe. Sua análise consistia em descobrir se as ideias formadas têm ou não uma experiência correspondente para, a partir daí, determinar se elas são verdadeiras ou falsas.

De acordo com tal raciocínio, Hume afirmava que a ideia de Deus, por exemplo, é falsa, pois não existe nenhuma experiência sensível que comprova Sua existência.

De maneira sucinta, podemos dizer que o empirismo afirma que o ser humano nasce sem conhecimento algum e tudo o que ele aprende se dá através de experiências como o meio externo, que ocorrem através dos nossos sentidos.

A seguir, teremos uma visão resumida do que é o racionalismo para facilitar os estudos. Lembrando que o racionalismo foi tratado anteriormente nesse mesmo texto.

Para compreensão do racionalismo é necessário primeiro entender a mudança de estrutura que permitiu o surgimento de tal corrente filosófica. Uma dessas mudanças está na forma de pensar: enquanto o homem medieval acreditava num mundo onde Deus estava no centro de todas as coisas, o homem moderno crê no que chamamos de antropocentrismo, no qual o homem é o centro de tudo.

No racionalismo, a verdade está presente no raciocínio do próprio homem. Existem, porém outras teorias gnosiológicas (chamamos de gnosiologia o estudo da origem do conhecimento):

·         Dogmatismo: baseia-se na crença da verdade pela fé

·         Ceticismo: nega há possibilidade de se obter conhecimento

·         Relativismo: prega que não existem verdades universais, apenas verdades baseadas no ponto de vista das pessoas

·         Pragmatismo: toma como verdade aquilo que é útil no momento.

O racionalismo, que prega o conhecimento a partir da razão, afirma que existem duas formas de se obter o conhecimento: inatismo, que correspondem as ideias que nascem com o indivíduo; e o conhecimento a priori, derivada da razão e que não participa do conhecimento sensível.

O racionalismo cartesiano tem algumas características específicas, como por exemplo a divisão do método de estudo em 4 regras fundamentais: evidência, análise, síntese e enumeração. Tal método para Descartes deveria partir de princípios matemáticos.

Outra característica cartesiana importante para se guardar é a de que a existência do ser humano é provada pela capacidade de pensar (cogito, ergo sum).

Descartes também conclui que Deus existe a partir da ideia de um ser perfeito, capaz de conhecer todas as coisas, diferentemente do homem, que apesar de pensar não é capaz de conhecer tudo.


Filosofia Moderna: Empirismo e Iluminismo



Enquanto que no Racionalismo moderno, que teve com Descartes seu maior filósofo, o ponto de partida era o ser pensante, O empirismo nega toda essa ideia, afirmando que o conhecimento da verdade não parte do raciocínio interno das pessoas e sim da experiência sensível.

De uma maneira mais detalhada, tal experiência ocorreria de duas formas: a percepção do mundo externo através de nossos sentidos e o exame interno de nossas atividades mentais.

No iluminismo, temos Jean Jacques Rousseau como o seu maior filosofo. Ele nasceu na Genebra em 1712, mas na França que escreveu suas principais, entre elas O contrato Social e O discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens.

No contrato social, Rousseau descreve a maneira como um soberano deve comandar a nação, que segundo ele é de acordo com a vontade geral do povo. Já no Discurso, Rousseau valoriza os valores de uma vida natural e critica a corrupção.

De acordo com Rousseau, é a educação que vai determinar o caráter de um homem. Segundo ele, o homem nasce naturalmente e é corrompido pelo artificialismo da civilização.

Tal corrupção aconteceria pela pressão social exercida sobre o indivíduo desde o seu nascimento e pela corrupção que, se for malfeita, pode desvirtuar uma pessoa. De acordo com Rousseau, a natureza educa os sentidos enquanto que o ensino educa a mente e a experiência molda o comportamento.

Rousseau ainda dizia que o homem nasce acorrentado a normas e valores impostos pela civilização, sendo tarefa da filosofia dar liberdade ao homem fazendo-o voltar a sua instintividade natural. Rousseau acreditava que história da humanidade seria na realidade uma degeneração ao invés de evolução, e que a única vantagem da vida em sociedade era a união das forças individuais.

Na sua obra O contrato Social, ele defende a liberdade e o respeito as normas comuns, dizendo que as leis de tal contrato deveriam ser impessoais para garantir o direito de todos. Ainda na obra, Rousseau afirma que cada indivíduo deve renunciar à própria liberdade em prol da liberdade dos outros.

Ao longo da história da humanidade, os direitos naturais do ser humano vêm sendo ofuscados pela artificialidade da vida em sociedade. Direito natural corresponderia a um direito garantido pela natureza aos seres humanos e válido em qualquer lugar. Ao passo que os direitos civis regulariam as relações das pessoas em situação de equilíbrio.

O direito civil teria surgido para estabelecer mais justiça nas relações interpessoais e para que possa ter validade é necessário que haja igualdade e respeito entre os homens.

Rousseau dizia que a corrupção se inicia no momento em que o homem começa a viver numa solidão bucólica. E ainda de acordo com ele, um Estado maior e com mais eficiência seria o responsável por ter um povo maior e mais eficiente.


Por último, Rousseau dizia que a justiça somente seria possível com a participação popular, até mesmo para evitar o sufocamento da população com a soberania do Estado. E que as injustiças sociais derivam da tentativa de falsear a lei e a justiça.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Filosofia Moderna 1 - Rousseau

Os posts da seção Filosofia Moderna destinam-se a complementar os estudos sobre a matéria para estudantes do Ensino Médio e alguns cursos que tenham Filosofia Básica em sua grande curricular.

O presente artigo tem a finalidade de aprofundar os conhecimentos acerca de um dos mais importantes pensadores do período moderno. Antes de falarmos de Rousseau, porém, vamos recapitular um pouco sobre o racionalismo e o empirismo. O racionalismo, que teve René Descartes como seu maior expoente, prega que o ponto de partida conhecimento é o sujeito pensante. Já o empirismo nega tal afirmação e a existência de ideia inatas.

De acordo com o empirismo, o conhecimento depende da experiência sensível, e provem de duas fontes: a percepção do mundo exterior e o exame interno de nossa consciência.

Jean Jacques Rousseau nasceu em Genebra, Suíça, em 1712. Transferiu-se para a França em 1742, local de grande parte de suas obras, entre elas o famoso contrato social.

No contrato social, Rousseau afirma alguns preceitos para que o a população de uma nação viva com equidade e justiça. Entre esses preceitos, ele afirma que um soberano deve conduzir sua nação de acordo com a vontade geral do seu povo. Uma outra obra importante de Rousseau e que trata de tema parecido se chama O discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens.

Neste, Rousseau fala sobre a diferença entre a vida natural e a vida artificial. Para ele, a educação tanto pode ensinar valores corretos para o homem como também pode corrompe-lo. Por último, Rousseau acredita que a civilização é responsável por tornar a vida artificial, pois ela exerce pressão sobre a mente do indivíduo desde o seu nascimento.

Entre os ensinamentos de Rousseau, é constante o enfoque na educação, que tanto pode moldar o homem para o bem como para o mau. De acordo com o que acreditava, a natureza e a experiência seriam responsáveis por educar os sentidos e o comportamento, enquanto que a educação formaria a mente.

Em seu estado natural, o homem nasce livre. Dentro da sociedade, ele se acorrentado a normas, leis e valores morais. A filosofia tem a função de libertar o homem dessas correntes e trazer o homem de volta ao seu estado natural.

Rousseau desacreditava tanto na civilização que a história da humanidade não como uma evolução, mas sim como uma degeneração. Para ele a única vantagem de viver em sociedade é a possibilidade de unir as forças individuais.

Voltando na obra o contrato social, nela encontramos preceitos que garantem ao homem a liberdade, o respeito a igualdade ás normas estabelecidas. Entre tais preceitos, está a reciprocidade, que deve ser a base de uma sociedade. Também afirma a impessoalidade que deve ter as normas do contrato.
Rousseau também discute um pouco sobre os direitos naturais e os direitos civis. Para ele, o direito natural é constantemente sufocado pela artificialidade da sociedade ao longo da história.
Direito natural representa tudo aquilo que é permitido ao homem de acordo com a natureza e que em razão disso é válido em qualquer lugar.

Já o direito civil existe para regular as relações entre indivíduos que estão em situações de equilíbrio.
O direito é criado para permitir mais justiça nas relações entre as pessoas. E sua obediência somente se dá se for fundada na igualdade e respeito entre os pares.

A solidão bucólica é a causa da corrupção para Rousseau. Ele também acreditava que um Estado maior e mais eficiente terá uma população mais eficiente também.

A aplicação da lei e da justiça dependem primordialmente da participação popular. Também é com a participação popular que se evita o excesso de soberania do Estado. Finalmente, devemos saber que toda injustiça decorre da tentativa de falsear a justiça.


Poder


O poder é representado pelo direito de mandar ou agir. Também pode ser entendido como a capacidade, possibilidade ou autoridade de para fazer algo ou mandar, que impera mesmo sem a vontade de ambas as partes.

Resumindo, o poder é exercido sobre pessoas subordinadas e consiste em impor a vontade própria sobre os demais.

Poder e autoridade são conceitos diferentes e não devem ser confundidos. Enquanto o poder obriga a pessoas a agirem por dever, a autoridade influencia os outros a agirem espontaneamente.

O Estado é a organização que mais concentra poder atualmente. O poder dos Estado é dividido em três categorias: poder executivo, legislativo e judiciário.

Historicamente, o poder sempre esteve presente na humanidade, com variações ao longo do tempo. As formas de poder de antigamente são distintas das atuais.

Os agrupamentos sociais mais primitivos tinham seu poder baseado na força e na experiência. Já o poder das civilizações antigas até as atuais tem seu poder baseado na economia, ciência, religião ou família dominante.

Algumas das principais formas de poder encontradas atualmente: poder político, social, econômico e religioso. A seguir vamos estudar cada um deles detalhadamente.

O poder político é o poder do Estado. Conforme já foi dito, divide-se em três esferas e poder visar os interesses de todos ou de alguém particular que está no comando.

O poder político pode se manifestar de forma violenta, através de guerras, revoluções ou golpes de estado; ou de forma pacifica, por eleições ou plebiscitos. A forma violenta é característica de sociedade mais primitivas, atualmente há uma predominância pela democracia e sua forma pacífica de poder.

O Estado pode exercer diferentes gêneros de poder. O poder não dominante é um desses gêneros, e está presente em sociedade que não tem um estado consolidado. Por não ser coercitivo, esse poder não tem muito afirmação e rapidamente se desmancha.

O poder dominante é o mais utilizado nas nações. Caracteriza-se por ser imperativo e exclusivo, sem concorrentes. Utiliza-se de violência e é encontrado no poder político e no poder jurídico.
O poder social tem a função de controlar e conduzir as sociedades. Sua prerrogativa é de que é necessário, pois toda a sociedade pode ser comprometida com a imposição de interesses particulares sobre os interesses públicos.

O poder social só é exercido de maneira justa quando reconhece o interesse coletivo. Para Marx, o poder social atinge os resultados pretendidos quando está de acordo com as leis da sociedade.
Aliás, Karl Marx era um sociólogo alemão que publicou teorias importantes a respeito das formas de poder na sociedade.

O poder econômico se refere à capacidade de influenciar outras empresas ou nações a agirem conforme vontade própria através de especulação financeira. Está ligado a outras formas de poder, como o político.

Não é apenas o poder econômico que está ligado ao poder político. Historicamente também notamos a correlação poder e política em diversos momentos, como na Alemanha de Adolf Hitler e ou no poder religioso, como o vaticano e a igreja católica.

Através do IDH, índice de desenvolvimento econômico, é possível perceber que as nações com melhores qualidades de vida são as nações com maior poder econômico.

Empresas multinacionais são os maiores exemplos de poderio econômico. Uma empresa como o Wall Mart possui poder econômico maior que um país como o Brasil.