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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Fundamentos Básicos na Dança

Apoio do Movimento

Os movimentos se efetuando em:
Bipedestação sobre os dois pés resultando deslocamentos em várias posições;
Unipedestação – sobre um só pé deslocando o corpo sobre um pé ou de um pé para outro como nos saltos.

Famílias de Danças

Transferências – da reação força/peso;
Locomoções e deslocamentos (passando pelas posições e bases de apoios);
Voltas passa pelos movimentos de translação;
Giros com movimentos de rotação axial;
Saltos - afastamento do centro de massa do corpo do centro de massa da terra (perda de contato com o solo);
Quedas – aproximação do centro de massa do corpo do centro de massa da terra.

Em relação às leis da física o peso do movimento é a relação de ajuste do corpo do centro de gravidade do mesmo para manter o equilíbrio (estático ou dinâmico) e ou a relação de peso estabelecida pelo centro de leveza do corpo (esterno, caixa torácica) que concorrerão para dar a sensação de força ou leveza do movimento.

Peso se relaciona com os graus de tensão ou relaxamento resistência usados no movimento para dar acento, ênfase ou neutralidade à execução do movimento.

Fatores básicos do Movimento

Peso

Peso é a energia, força muscular usada na resistência do peso do corpo; segue a lei da gravidade, superada pela atuação dos nervos e músculos, sistemas de alavancas (músculos agonistas e antagonistas); pela superação das forças horizontais resultante do centro de gravidade do corpo e as forças verticais resultando da gravidade – centro de força da terra.

Fator – Peso

É uma ação básica de esforço do movimento ligado aos dois elementos fortes ou firmes e leves ou toques suaves referem-se à resistência do corpo pesado ou leve.

A atitude firme resulta movimentos vigorosos, com consistência de resistência ao peso e de uma sensação de movimentos pesados. Consiste na sensação de ir contra si mesmo ou contra alguma coisa, de concentrar poder do corpo, de concentrar energia de impor, pela participação clara do uso do centro de gravidade do corpo.

A atitude leve consiste no esforço de uma resistência fraca ao peso de uma sensação de movimento leve ou pela ausência de peso. Consiste na sensação do ser carregado pelo ar ao minimizar o peso corporal, ao tentar contrapor-se à gravidade tendo como base o centro de leveza do corpo.

Atividades

Movimentos de alternância entre as duas atitudes, experiências resultantes do uso dos contrastes como pisar leve ou vigoroso, socar e acariciar.

Tempo

É o elemento necessário à observação das ações corporais que se processam durante um período de tempo e podem ser medidos com exatidão pelos seguintes aspectos:
Velocidade rápida, normal, lenta e outros que surgem à medida que permite o movimento suceder.
Ritmo acelerado, retardado, ralentado, moderado, presto, prestíssimo em relação direta com as sequências de movimento.
Pausa é a retenção do movimento por um espaço de tempo como no movimento em potencial.
Acento é a conotação de ênfase dado à execução do movimento e se expressa na unidade de tempo.
Unidade de tempo é a distribuição das sequências de movimento pela divisão dos mesmos pelos compassos: binário, ternário e quaternário da unidade de tempo proposta.

Fator Tempo

Consiste em unir a ação de esforço de duração rápida ou longa resultando uma sensação súbita ou instantânea, refere-se à velocidade de duração na passagem do movimento.

O elemento de esforço súbito resulta uma atitude apressada momentânea onde o esforço se passa num espaço curto de tempo ou uma sensação de instantaneidade de urgência ou de necessidade imediata. O elemento do esforço sustentado consiste em uma velocidade lenta, prolongada; é o movimento executado com uma sensação de mudança gradual de atitude lenta, de longa duração, prolongada ou sensação sem fim.

Aspectos elementares necessários à Observação de Ações Corporais no fator tempo


Velocidade
Rápida
Normal
Lenta
(Unidades de tempo)
          ♪.          
1    1^(1/2)       2
♪.         
3     4     6
     ♩.     o
8     12    16
Tempo: (relativo à sequências de movimento)
Presto
Moderado
Lento

Atividades

Uso de movimentos em experiências de rapidez e súbitos que envolvem o corpo como um todo ou partido mesmo (saltos, piruetas, contrações e torções rápidas do tronco).

A exploração da qualidade lenta pode se processar através de encontros ou separação de partes do corpo (gestos lentos e movimentos integrados ao ritmo respiratórios).

Espaço

É o lugar que o corpo ocupa na base chão ou ar executando formas (angulares, torcidas, circulares) com seu contorno de massa e/ou a expansão dos movimentos nos planos, direções, extensão e sentidos.

O sistema de alavancas permite o corpo tomar lugar no espaço fazendo com o que o mesmo alcance a distância e extensão do corpo nos:
Planos do corpo em relação ao espaço frontal, sagital e horizontal;
Nas direções do espaço – direita, esquerda, frente, traz, lado e suas 20 combinações pelo espaço pessoal kinesférico e global eu em altura e profundidade.

Fator espaço

Consiste em uma ação de esforço onde a atitude pode ser indireta, flexível ou direta percorrendo um caminho em linha reta, refere-se à direção do movimento em expansão ou plasticidade.

O elemento de esforço de uma atitude direta se traduz em movimentos com linhas estendidas no espaço em várias direções em diversos pontos do espaço, como uma consciência corporal global.

O elemento do esforço flexível pode ser explicado pelos movimentos ondulantes, gestos que envolvem o espaço circundante ao corpo ou sensação de estar em toda parte.

Atividades exploradas deverão ser criadas evitando limitações ou movimentos estereotipados.

Aspectos elementares necessários à Observação de Ações Corporais no fator espaço

Direções
Esquerda frente
Esquerda
Esquerda trás
Frente



Trás
Direita frente
Direita
Direita trás
Planos

Alto
Médio
Baixo

Extensões
Perto
Pequena
Normal
Normal
Longe
Grande
Caminho
Direito
Angular
Curvo
Tabela IV – Domínio do Movimento. (          RUDOLFO Von LABAN 1978:86)

Fluência

É o controle ou expansão do movimento ou das partes do corpo pelos centros nervosos em relação à reação de estímulos internos e externos. A fluência do movimento depende de uma coordenação neuromuscular mais fina e requintada para responder com precisão e clareza à execução dos movimentos sequenciais.

Fator influência

Consiste na expressão do movimento que estabelece relação entre o esforço da corrente interna do movimento e a sua execução externa; está em relação direta com o grau de liberação produzido pelo movimento considerado, sob o ponto de vista de sua dualidade subjetiva ou dos contrastes de ser livre na e da fluência do movimento, resulta do fluxo livre e contido.

O fluxo livre fluente, incontrolável é reconhecido em uma ação difícil de ser interrompida subitamente como em rotações, saltos, rolamentos; consiste em um fluxo libertado e na sensação de fluidez do movimento.

O fluxo contido, de fluência controlada, organiza-se numa prontidão interna para parar a ação a qualquer movimento dado cuja fluência parece fluir para trás, ou seja, numa direção contrária e da ação.

Atividade

Certas experiências de esforço pela ativação pela libertação do fluxo ou fluir para fora, em sequencias que envolvem correr, rolar, saltar, crescer, encolher – sem pausa entre uma ação a outra ação total como ocorre no movimento de uma substância fluida.

Aspectos elementares necessários à Observação de Ações Corporais no fator fluência

Fluxo:
Indo
Interrompendo
Detendo
Ação:
Contínua
Aos trancos
Parada
Controle:
Normal
Intermitente
Completo
Corpo:
Movimento
Séries de posições
Posições
Tabela – O Domínio do Movimento (RUDOLFO Von LABAN 1978:86)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Abordagem dos Parâmetros da Dança

Movimento

A Dança possibilita uma perfeita educação corporal e permite educação do movimento transformando-os em ARTE.

Leis e Princípios do Movimento do Corpo
Mecânicas (alavancas, articulações, ossos).
Motoras (sinergias musculares, função – agonista e antagonista dos músculos).
Articulações – mobilidade articular
      o Tipos: diartrose – amplamente móvel (vértebra atlas sobre a áxis).
                           Anfiartrose – ligeiramente móvel (vértebras torácicas).
                           Sinartrose – imóvel (ísquio e púbis).
      o Função: flexão – extensão – hiperextensão
                              adução – abdução – circundação (Rasch e Burke, 1977)

Ação Muscular
A ação dos músculos agonistas e antagonistas geram contrações:
      o Estáticas e isométricas (movimento em potencial);
      o Concêntricas e excêntricas classificados pelos fisiologistas como contração isotônica (geradores do movimento liberado).
Preparação neuromuscular estimulados através de:
      o Sinergias musculares;
      o Músculos agonistas e antagonistas;
      o Exercícios isotônicos e isométricos;
      o Trabalhos de alongamento e encurtamento das fibras musculares;
      o Trabalho de mobilidade articular;
      o Trabalho de potência muscular.
Execução consciente dos movimentos evoluiu:
      o Do controle neuromuscular preliminar e básico para os complexos;
      o Do gesto oral (grosseiro) para o específico (refinado qualitativamente);
      o Do gesto vazio de conteúdo para o expressivo (emocional, sensível).

sábado, 5 de janeiro de 2019

Pacto entre o Corpo e a Alma – Uma Abordagem Fenomenológica Existencial

Meu corpo, um ser no mundo está integrando o sujeito que sou, mas, ao mesmo tempo, enveredando-se no mundo das coisas, “ele abre-me as portas do mundo ou ainda melhor em direção ao mundo e constitui meu ponto de vista nele” (Merleau-Ponty). O diálogo com o corpo é a fase inicial e fundamental da relação com o mundo, portanto, ao desfazer-se, o meu corpo rompe a relação com o mundo.

O corpo deve ser um ser – consciente – no mundo, pois o sujeito está mergulhado neste corpo e por este corpo ele se encontra envolvido no mundo. Este mundo, como um todo significativo se prende, pois, ao corpo, o qual, enquanto humano, indica o sujeito – “eis o homem como existência”.

Desse modo, o corpo “ser-no-mundo” fundamentado na fenomenologia existencial seria o despertar para a experiência do mundo através do corpo vivido em todas as suas dimensões enquanto o percebemos, o estar nele por ele assim como contato com o corpo e com o mundo. De que modo? O sujeito por ser o corpo-se-um-sujeito. Assim é que antes de qualquer juízo intelectual sobre o espaço já me orientei no espaço através da percepção do sentido visão... “É o sujeito pré-pessoal, anônimo, o corpo humano o corpo humano o qual já afirmou um pacto com o mundo, antes de completar o sujeito pessoal a sua existência”(Luijpen, 1973).

Esta é uma verdade profunda defendida pela psicanálise que se fundamenta na fenomenologia existencial:

O pacto entre o corpo e o mundo é também lugar de muitíssimas perturbações psíquicas. Muito pelo contrário do que se pensava antes, não são processos unilaterais e determinantes oriundos de estímulo, do mundo exterior e nem são entendidas como exteriorizações de uma desorganização no “mundo interior”. São antes uma ruptura entre o corpo e o mundo, de caráter emocional, afetivo, cuja reestruturação não implica um esforço pessoal de ordem intelectual ou volitivo, mas sim através de uma janela do corpo para o mundo e os outros. A Educação psicomotora pela dança possibilitaria esta abertura através de um trabalho com o corpo tônico veiculado pelo jogo simbólico uma vez que o jogo simbólico permita trabalhar o corpo, destituindo-o de estereótipos motores e, portanto, de movimentos racionais evolutivos a fim de reintegrar o corpo imaginário, ideal ao real, instrumental e redescobrir funções que se julgava puramente corporais no sentido dialético da existência do ser. Através desta experiência que posso ver o seu corpo conscientemente e imaginar o meu corpo pelo corpo do outro.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

A Relação Sujeito X Objeto X Mundo à Luz da Filosofia (Interação entre Filosofia e Ciência)

Filosofia e ciência estão sempre engajadas. Não há conhecimento científico que não esteja envolvido em uma filosofia, parte dela ou se completa nela.

Engajar a ciência à filosofia e partir de uma opção filosófica para uma seleção de valores é consequentemente ter uma atitude filosófica ou postura axiológica.

A postura axiológica através da percepção de valores aponta os caminhos que a ciência deve atingir, pois está normativa e descritiva enquanto que a ciência é especulativa.

A abordagem em tela é o da relação da subjetividade histórica do corpo consigo mesmo, com o outro, com o objeto, com o mundo. É com este enfoque que tentaremos fazer um gancho com a filosofia.

“O conhecimento é o acordo entre a realidade interna e a realidade externa; acordo entre o que eu penso e a realidade externa”. (Maia, N. A., 1989)

O mundo é dividido em:
Sujeito – consciente
Objeto – foco de conhecimento
Relação – conceito intelectual – conhecimento

A proposta em tela - A estruturação das dimensões corporais e suas relações afetivas – uma proposta para Dança/Educação se ajusta perfeitamente ao esquema anterior uma vez que a proposta do trabalho é levar o educando a mudanças comportamentais através das relações afetivas consigo, com os objetos, com o mundo, através do conhecimento.

Ora, o ser através da corporeidade se conhece através de seu reflexo no corpo do outro e desta inter-relação surge a relação afetiva entre os mesmos, pois a relação entre os seres não é intelectual, mas afetiva.

O valor decorre de uma relação entre dois seres do quais pelo menos um é consciente e que exprime o sentido que um tem do outro.

Analisamos antes os tipos de seres diferentes.

Os seres ideias que são as ideias da representação, parte da realidade.

Os seres reais, possíveis de experimentação, se revelam como fenômeno.

O valor que não é real e subjetivo mas não tem a característica da existência real.

Sendo a relação das ideias quer torna o mundo inelegível para nós, podemos inferir que através das relações afetivas que entendemos o outro, o mundo, os objetos e o próprio “eu”. Nesta relação o meu corpo entrar em contato com as “coisas” ou “entes” e nesta inter-relação o meu corpo depende de suas características para se situar no tempo, espaço, de modo particular, individual, a partir de um princípio para chegar através de mudanças a um determinado fim, pois estes têm:
Lugar específico
Tempo determinado
Princípio e começo
Mudam – são passageiras
Acabam – tem um fim

Esta conotação foi lembrada para explicar a possibilidade através destas características das mudanças comportamentais do educando quando através de suas relações passam a dar um determinado sentido valorizado à sua vida.

A marcha para a aprendizagem valorizada seria portanto a incorporação na estrutura das personalidades veiculadas no caso em pauta.

Justificativa do Trabalho

A relevância do presente trabalho, a Dança e os parâmetros de estruturação das dimensões corporais e suas relações afetivas – uma proposta para a Dança/Educação tem como aporte a visão de uma consciência crítica da subjetividade histórica corporal e suas implicações socioculturais que advém de um corpo não só biológico, político, social e cultural.

O redimensionar do corpo em toda sua plenitude e abrangência do ser tem sido uma constante na trajetória de nossa atuação acadêmica assim como os propósitos de buscar os enfoques científicos ou práticos que melhor possam responder as necessidades físicas, emocionais e socioculturais do educando; direcionar, de forma mais consistente a proposta e estar em sintonia com a realidade presente.

Este campo da educação, ao mesmo tempo desafiador e tentador, reclama propostas e soluções arrojadas e urgentes, ao mesmo tempo que transformações profundas a médio e a longo prazo.

O aporte do trabalho se caracterizou por um cuidadoso repensar de enfoques psicopedagógicos em pauta embasados em linhas filosóficas que puderam reforçar os anos de estudos e de nossa atuação acadêmica e que melhor respondessem à aplicação e atualização do conhecimento científico ao conteúdo da proposta, embasar e veicular a sua aplicabilidade prática no campo da Dança/Educação.

O motivo que nos lançou ao desafio para prosseguir na busca de subsídios que viessem respaldar e direcionar de forma mais consciente o trabalho foi a intenção de tentar proporcionar a massificação da dança nas escolas de 1° grau no Rio de Janeiro. A percepção da riqueza e variedade de ritmo e de movimento do brasileiro, seria uma característica básica para o trabalho uma vez que este é um povo dançante por natureza.

À Dança veiculada por uma conotação mais afetiva e menos mecanicista viria atender a estas necessidades e possibilitaria uma ação mais afetiva no campo da Educação aplicada às escolas da rede Municipal.

O gancho teórico com a filosofia através de suas implicações e limites, viria redimensionar o ser pelo discurso filosófico pois possibilitaria interrogar sobre o sentido do ser e sua relação com o outro, com o mundo ao problematizar as questões do corpo vivido, sua capacidade e temporalidade.

Partindo para análise crítica das concepções filosóficas ou de nossa visão de mundo que respaldaram o corpo teórico da mesma passamos à análise e à crítica das linhas filosóficas que nortearam o trabalho em foco.

Movidos por uma justificativa empírica que quer nos parecer que aquilo que buscamos surgiu repentinamente para orientar-nos a busca dos parâmetros das dimensões corporais, delimitar as dimensões do corpo real, físico, aparente e instrumental através das teorias metafísicas, e uma dimensão inconsciente, ideal, psicológica, imaginária e simbólica que se projeta, inter-relaciona e interpenetra uma sobre a outra, através da psicopedagogia. O corpo deverá ser trabalhado, portanto, com perspectivas abrangentes, buscando uma base sólida em conhecimentos científicos sob enfoques diversos e respaldados na filosofia que sob o aspecto especulativo, prescritivo ou crítico.

A partir dessa premissa passamos a investigações as correntes filosóficas tentando configurar grande parte das afirmações factuais de nossas concepções, auxiliados pelas ciências do comportamento sem, contudo, deixar de reavaliá-las, redimensioná-la e tentar renová-la.

Partindo do fato de que não podemos tratar qualquer assunto de forma isolado mas sim em sua globalidade, abrangência e especificidade pelo conhecimento operante passaremos a analisar o que significa existir, pensar, agir, saber, avaliar e questionar “as coisas” em geral. Apesar do peso ter sido dado ao enfoque psicológico, usamos como respaldo outras áreas do conhecimento.

Há, portanto, uma inter-penetrabilidade dos ramos do conhecimento humano no sentido de se sedimentarem, completarem e auxiliarem e redimensionar uns aos outros na busca da verdade, motivados pela descoberta do seu significado em diferentes contextos.

Os conhecimentos empíricos, por exemplo, ao lado dos outros conhecimentos, traça um caminho para a compreensão da realidade a partir da premissa que todas as correntes filosóficas têm pontos comuns, o que a janela da compreensão do fenômeno educativo e meios de situá-los de forma mais eficaz sob os aspectos qualitativos e quantitativos, portanto, em abrangência e amplitude.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

A Educação do Movimento

Constante, Ordenado, Padronizado, Rítmico

Interligado: harmonia:
o Espacial
o Temporal

Movimento Humano

Relação da atitude interna com as formas externas transformando o símbolo de emoções (ação dramática, gesto e dança) em ações através de padrões motores coordenados e ritmados com o universo.

Finalidades
Desenvolver o vocabulário expressivo;
Estabelecer relações;
Utilizar a preparação para desenvolver estágio individual (desenvolvimento pessoal).

Objetivo
Ação motora da criança visa: prazer de viver seu corpo e com ele estabelecer relação com o mundo pelo espaço, tempo, objetos e outros através de situações espontâneas e naturais.

Vocabulário
Aquisição pelo estabelecimento das estruturas sensório-motoras.

Domínio Motor

Comportamento Humano Provoca
Crescimento (mudanças anatômicas e diferenciações estruturais – internas).
Desenvolvimento (progresso e facilidade de funcionamento);
Maturação (mudanças e facilidades de funcionamento). (Herkowits, 1984)

Crescimento, desenvolvimento
Maturação possibilita integração dos domínios do comportamento humano, pois:
Possibilita estabelecer objetivos, conteúdos, métodos de ensino coerentes;
Permite através de observação e avaliação do comportamento acompanhar mudanças;
Possibilita a interpretação do real significado do movimento permeado para ciclo de vida do ser humano.

A visão sistêmica e integrada do comportamento humano (inter-relacionada dos domínios).
Estabelece princípios:
o Totalidade (introdução-domínios)
o Especificidade (predominância de um domínio sobre outros)
Permite análise do significado real;
Favorece melhor atuação do Professor de Dança;
Possibilita eficaz aprendizado motor para o Educando.

Fatores Desencadeadores da Variabilidade da Aprendizagem Motora (fase inicial)

Situações relacionadas a estabelecer indicadores do balanço psicomotor:
Organização espacial;
Estruturação espaço-temporal;
Coordenação óculo-manual;
Conhecimento do próprio corpo:
o Esquema
o Imagem
o Ego
Corporal
Coordenação dinâmica;
Estruturação ritmo-dinâmica
Estruturação e controle corporal (equilíbrio) (Le Boulch & Wayer)

Utilização dos Contrastes pedagógicos:
Da diretividade partindo para liberdade (indiretividade);
De implicação e retirada (grupo assume autonomia real);
De segurança e insegurança (conduz à independência após proteção).

Educação Física – Parte do Esquema Adaptativo do Homem (Lazer, Trabalho e Esporte)

Corpo X Sociedade

O corpo é ao mesmo tempo instrumento de manifestação (relação meio ambiente) e ao mesmo tempo reflexo da estrutura social (contexto determina padrões).

As questões sociais vitais do prazer (sexualidade) energia (agressividade, alegria lúdico) fazem parte da essência do homem e são fomentadas pela sociedade através de valores racionalizados.

Os movimentos retirados das práticas racionais ondes estes fenômenos ocorrem em função de facilitar a possibilidade de comunicação com o mundo exterior:
O corpo age-interfere nos padrões de relações sociais;
O corpo percebe influências da sociedade:
o Herança cultural
o Evolução filogenética
o Arquétipos
Habilidade e criatividade do indivíduo

Portanto, a Atividade Física está ligada:
Ao contexto evolucionário;
A relação de dependência entre passado e presente (estudo da habilidade e padrões motores);
Conceito de Plasticidade e Adaptabilidade do homem;
Observação dos aspectos étnicos.

Aspectos evolucionários relevantes
Aquisição da postura vertical;
Percepção do mundo na linha horizontal (olhos);
A Locomoção Bípede (percepção, habilidade motora);
Interação sinérgica da evolução cultural e biológica (lupedismo);
Preensão seletiva (destreza manual, atitude social, cultura).

Hipótese biológica das atividades físicas (método Dedutivo):
Sobrevivência da espécie (meio agressivo) informações das células germinativas (DNA);
Prazer, satisfação pela atividade física (centro do prazer-hipotálamo);
Controle do SNC no corpo aquoso do fluxo de estímulos e reações (pensamento, sonho, criatividade) – músculo 40% do corpo.

Dimensão Pedagógica da Educação do Movimento

Abrir progressivamente a dimensão vertical através da descoberta e criatividade em situações estruturais de liberdade e espontaneidade onde a criança:

Descobre, utiliza e orienta suas potencialidades e possibilidades individuais relacionadas às coisas;
Parte do estado de dependência que se liberta encontrando a evolução de seu próprio desejo: Pulsão de Vida.

Parâmetros das Dimensões Estruturais
Princípio – corpo em relação com objetos (mundo);
Pele-limites-Espaço-Tempo: objetos (transicionais);
Pele-Espaço contido (lugar dos acontecimentos):
o EU – Interior
o Objeto X Exterior
        Ex.: Fantasia = Espaço “Dentro da Cabeça”
Limites – Fechamento do Espaço – Limites Próprios
o Individualidade;
o Socialização;
o Propriedade.
Espaço-limites entre o EU e os OBJETOS (vertical-horizontal-profundidade)
Tempo-limite do Espaço entre EU e os OBJETOS
Objeto Transicional-Estruturação
o Para limites da pele perceber o espaço;
o Para Espaço perceber os limites;
o Para limites perceber o outro;
o Para percepção do outro usa (objeto transicional) para perceber-se:
        Ex.: chupeta, bruxinha, professora primária/profissão ideal.

Parâmetros das percepções corporais

O esquema corporal
Origem termo – Henry Head, 1911.
Estrutura-sensório-motora (córtex organização do sistema nervoso);
Percepção
o Diagrama
o Mapa

(Desenvolvimento conforme experiências)
o Todo ou Partes
Orientação - coordenação

Consciência Corporal
Estrutura perceptiva-motor (conceituação, cognição);
Componentes:
o Internos
Atenção Visual
Dimensão espaciais    | Lateralidade
Dominância-lateral            | Esquerda-direita
Identificação espaço/temporal
o Externas
Imitação
Direcionalidade
Orientação espaço/temporal

Imagem corporal
Conceito: Introdução (L’Hermite)
o Dimensionou à noção (Schilder, 1935);
o Aprofundamento da noção (Head) esquema corporal, modelo postural, vida afetiva, relação corpo sob emoção modifica valor e modelo postural através do valor relativo;
o Escola Kleiniana imagem corporal em relação aos fantasmas primitivos leva a esboço imaginário (imagem libidinais);
o Concepção Lacaniana – “Imagem em espelho” (perspectiva da teoria, M. Klein).

Esquema Corporal X Imagem Corporal
Reflexos da Realidade Objetiva suporte para representação mental-estrutural da Imagem Real;
O tipo “Alucinatório” ou Fantasmas relação com a parte substantiva (Delírio). (Le Boulch, 1983)

Ego corporal (imagem Interna)
Percepção do corpo com:
o Qualidade
      o Fraco
      o Forte
o Características
      o Magro
      o gordo

Aplicabilidade à Educação do Movimento
O corpo percebido corresponderia à organização do esquema corporal possibilitada pela consciência corporal que efetivaria conquista do equilíbrio adquirido pelas experiências.

O corpo vivido experimentado a nível de identificação (primeira imagem) como seu próprio EU. Uma coisa estaria ligada a outra não existindo, portanto, o corpo físico e outro ESPIRITUAL-METAFÍSICA. (Lapierre & Aucouturie, 1966)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Consciência Corporal e Dimensão Existencial


A descoberta do “eu” interior, de um ser único, individual e criativo é indispensável ao exercício da Dança enquanto forma de expressão da comunidade humana. Isto porque o nosso corpo possui a dimensão existencial (dúvidas, questionamentos, suposições, etc.) que nascem da relação deste com o mundo exterior.

Como em todo processo de ensino-aprendizagem, também na dança é fundamental considerar a relação mundo-eu. A partir desta dinâmica (relação eu-mundo) que emergem as singularidades e particularidades pessoais do ser. É quando o “eu” interior desabrocha impulsionado pelo “eu” Social = Forma de Relação com o Mundo exterior. Isto valoriza a consciência de nossa existência cotidiana e faculta o processo de autoconhecimento – o encontro do “ser consigo mesmo”.

A capacidade energética da relação homem-mundo e canalizada pelo nosso corpo. Este possui uma capacidade energético-vital que potencializa todas as relações e todas as proporções universais nas infinidades de atributos, funções e possibilidades do nosso corpo. Fluxo desta energia é analisada pelo processo criativo de Dança. Seria uma forma de nossa existência revelar a presença de nossa dimensão transcendental de forma materializada pela energia vital.

Em Dança-Educação o Ensino-Aprendizagem, canalizado por um processo criativo poderá potencializar e canalizar esta energia de forma positiva para o encontro do ser com ele mesmo, com o mundo e com o universo. É a revitalização da onipotência do homem através de sua potência cuja base seria o fluxo de energia vital pelo movimento vivido intensamente, expresso em comunicação consigo, com o mundo, com o universo. Desta forma, o homem se insere no universo como também atua como síntese deste universo.

À medida que esta energia vital cresce, uma consciência corporal torna-se mais presente. Quanto mais presente em mim mesmo eu estiver, maior poderá ser a minha produção e conceituação de energia vital para o movimento expressivo da Dança.

A percepção dos espaços interiores (eu-corpo), de localização do fluxo vital é que eu posso ter uma consciência corporal mais intensa. A consciência corporal amplamente dimensionada em suas várias estruturadas me possibilita expressar-me e comunicar-me melhor através da Dança.

Um programa substancial e equilíbrio em nível de necessidades e interesses contextuais de respeito às possibilidades psicogenéticas do educando e a aplicação de estratégias pedagógicas adequadas polarizará efetivamente o processo educativo através da Dança.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Consciência Corporal – Estágios Operacionais em Dança


1° estágio – consciência das partes do corpo.
2° estágio – consciência das articulações, ligamentos e grupo musculares – aparelho locomotor.
3° estágio – consciência dos principais fluxos energéticos (plexo solar, externo, outros).
4° estágio – consciência da dinâmica de movimento – concentração de energia para produção do movimento com qualidades, nuances, vibrantes.

Graduações – forte, fraco, intensos, vigorosos.
Alternâncias – dinâmicos, brandos, diluídos.

Processo criativo aplicados a nível dos quatro estágios citados são: oficinas, laboratórios exploratórios e experienciais e experimentais.

Aplicação

I Estágio – Consciência das partes do corpo

Aplicação de descondicionamento de modelos pelo processo criativo através do LÚDICO para reconhecimento de recursos que encorajam:

Atenção isolada as partes do corpo pela decodificação (leitura corporal);
Observação da dimensão espacial de seu corpo;
Descobrimento da importância da unidade do corpo através de suas partes para o desenvolvimento integral;
Construção de formas plásticas com o corpo pela reação de seu corpo com
o corpo do outro;
Aproveitamento dos sons internos e intercâmbio com sons produzidos intencionalmente pela capacidade vocal ou por partes do corpo.

Exercícios:
     o      “Marionetes”
     o      “Decorando a janela”
     o         “Espelho”
     o         “Dueto das mãos, pés, etc.” (Haselbach, 1988)

Características das atividades

As atividades lúdicas proporcionam a redescoberta resultando uma abertura para o novo, através:
Vivências de atividades que estimulam a imaginação e a invenção;
Conviver com o imprevisível pelo confronto com situações problemas;
Experienciar o “mundo” pelas sensações facultando a suspensão de automatismo.

Utilização de Recursos

Mergulhos nas sensações para reativação dos sentidos e recuperação do mundo sensorial através:
Pequenas situações problemas para liberação de emoções e sentimentos;
Retomada do ritmo natural e individual;
Uso do conhecimento sensitivo na apreensão da realidade.

II Estágio – Consciência do Aparelho Locomotor

Aplicação consciente dos recursos corporais sensoriais e mecânico na execução de movimentos total ou parcial para reorganização do universo pessoal pela:
Percepção das possibilidades do corpo (cinestesia, propriocepção, exterocepção) em relação aos objetos, espaço circundante e distante;
Integração de formas e movimentos do corpo em várias conotações de espaço, sons (internos e ambientais) na criação da evolução corpo/espaço/tempo;
Retomada das formas interiores e sua exteriorização plástica no espaço para conscientização de si mesmo e da relação grupal.

Exercícios:
o “Fraseado”
o “Câmara lenta”
o “Reação e cadeia”
o “Tricô”
o “Cartas de Baralho” (Haselbach, 1988)

Características das Atividades

A expressão consciente pelo uso integral e parcial do corpo voltadas para o pensamento criador:
Práticas das possibilidades expressivas do corpo (estáticas e dinâmicas) pelas explorações das partes do corpo e partes dos segmentos.

Utilização dos Recursos

Aproveitamento do espaço pela conscientização dos espaços internos e externos:
Exploração de formas no espaço físico circundante;
Inter-relação entre o espaço físico disponível e seu próprio corpo;
Composição de formas com os vários corpos e o espaço.

III Estágio – Consciência dos Principais Fluxos Energéticos e da Dimensão Transcendente do Movimento

Aplicação consciente de recursos corporais (sensoriais e mecânicos) e possibilidade de amplitude e qualidade do movimento no tempo e no espaço:
Exploração da retomada das formas interiores e sua exteriorização plástica no espaço;
Inter-relação entre o espaço físico disponível e a situação corporal de extensão, concentração do eixo principal do corpo;
Projeção no corpo, no espaço circundante (consciência kinesférica) ou em relação ao espaço do outro (consciência relacional) ou em relação ao universo pela consciência transcendental do movimento.

Características das atividades

Estabelecimento de relação do seu corpo com o corpo do outro;
Uso integral do corpo em várias direções e sentidos;
Reorganização dos movimentos pelo uso gradual e contínuos do fluxo energético;
Interação da dinâmica própria com a dinâmica circundante;
Projeção e distribuição da dinâmica corporal no tempo dado e espaço circundante;
Vivência de atividades que possibilitam expressões corporais pela variação dinâmica.

Utilização dos Recursos

Composição de formas em sequências graduais de intensidade e alternância;
Utilização de movimentos ricos em qualidades na composição das sequências coreográficas;
Coerência entre a dinâmica expressa e o tema desenvolvido.

IV Estágio – Consciência da Dinâmica do Movimento

Aplicação de graduações, intensidade e alternância do movimento:
Percepção das potencialidades do corpo referendada pela qualidade do movimento do corpo em relação com os outros;
Relação entre intensidade do ritmo interno e externo e as nuances e vibrações do movimento;
Uso de alternância da dinâmica do seu movimento em relação a intensidade do movimento próximo e distante.

Características das atividades

Conscientização de energia própria em relação a dos outros;
Experienciação do movimento em relação as suas nuances graduações, alternâncias de vibrações e de progressões de intensidade;
Vivência de atividades que estimulam a percepção da dinâmica.

Utilização de recursos

Organização do espaço interior em integração com o espaço exterior dos corpos e dos objetos;
Inter-relação da potencialidade corpo-mente-emoção em relação as possibilidades do corpo do outro;
Composição da variedade de formas do corpo com a qualidade e amplitude de formas dos outros corpos.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Elementos estruturais da Consciência Corporal

O corpo possui, portanto, uma dimensão subjetiva. É através da subjetividade do ser, em sua dimensão histórica, que este expressa e manifesta sua iniciativa e segurança, revela o significado da vivência corporal, suas dificuldades e necessidades, através de uma simbologia própria que contém o aspecto afetivo e emocional externado pela comunicação não verbal. Esta comunicação, através do corpo, é veículo de expressão do inconsciente e filtra sem freios, sem castrações e emoções pelas metáforas. Esta perspectiva possibilitará ao educar penetrante na subjetividade do educando uma vez que a linguagem corporal filtrada será livre e espontânea.

É essa uma forma de expressão (ex-pressão = fora de pressão) ou expressão não verbal de ordem simbólica. A nível de corporeidade, a linguagem corporal estrutura a vivência do corpo liberando e focalizando no discurso do mesmo, sua análise e as justificativas das experiências vividas em conteúdo simbólico dos diferentes comportamentos corporais espontâneos. Estes possibilitarão reconstruir e integrar os elementos estruturais e as inter-relações pessoais. São eles: o esquema corporal, imagem corporal e o ego corporal.

Resumo

Consciência Corporal com estrutura perceptiva-motoras tem por base componentes internos (atenção visual, dimensão espacial, acuidade e discriminação espaço/temporal e identificação das partes do corpo, etc.) e componentes externos (direcionalidade, orientação espacial, lateralidade e outras).

Esquema Corporal com estrutura sensório-motora e a organização a nível do sistema nervoso.

Imagem Corporal com estruturas cognitivas é o esboço do corpo imaginário, é a representação mental do corpo na tela do Ego induz a existência de corpo; estabelece relação com o histórico pessoal, com a família, consigo mesmo.

Ego Corporal é a percepção do corpo, com qualidades (fortes) e características (magro); é o corpo vivido, experimentado a nível de identificação das primeiras imagens do corpo identificado com o seu próprio “eu”. A imagem corporal representa o corpo na tela do Ego; sendo este mediador entre o indivíduo e o meio ambiente, revela a imagem senso-perceptiva com operações de associações, reflexões e reações. Pelo Ego percebemos, coletamos, operamos e nos firmamos em nosso mundo interior e exterior. É autoestima, autoafirmação, tão importante na estruturação da identidade do SER.

Esquema


Percepções Sensoriais das Dimensões Corporais
(Nanni, 1989)

Esquema Corporal

Pesquisas mostram que as significações dadas atualmente ao “corpo na educação” se resumem em duas grandes correntes:
A primeira se debruça sob os aspectos simbólicos do “corpo” da inspiração psicanalítica;
A segunda, inspirada pelas técnicas de educação pelo movimento onde o corpo-objeto estabelece conexão com a linguagem verbal tem como base a educação psicomotora de Le Boulch.

O esquema corporal fruto de longa progressão de estudo dos neurologistas, psiquiatras, psicopedagogos que se interrogam sobre as sensações, percepções e integração do corpo e as conexões das inter-relações da criança no mundo dos outros, com o objeto, consigo mesmo. Aspectos funcionais do corpo quanto os aspectos psicológicos levam-nos a considerar e questionar sob este enfoque com muita seriedade e persistência.

A estruturação do esquema corporal é a etapa pela qual a criança vive o seu corpo pelo comportamento motor global, utiliza o corpo para movimentar-se e pelo conhecimento progressivo do reconhecimento do corpo como objetivo, age e toma consciência das possibilidades de transformar o mundo que as rodeiam.

A maturação corporal e a estrutura sensório-motora cuja ação a nível do sistema nervoso pela mielinização progressiva lhe permite utilizar melhor o corpo percebendo-se e percebendo os seres e as coisas em função do seu “próprio corpo”. Le Boulch postula que o esquema corporal é de fundamental importância para a aquisição das noções do desenvolvimento psicomotor e as ações em geral que a criança estabelece com relação ao mundo. É a partir do sujeito – mundo, ao perceber os seres e as coisas que a cercam em função do seu corpo e das possibilidades de agir e transformar o mundo que ela estrutura progressivamente suas personalidades.

O referencial “domínio do corpo” se integra proporcionalmente ao domínio do comportamento. Segundo Defontaine (1978), Holle (1979 apud Romero, 1983) esta integração e utilização do esquema corporal facilita a adaptação das crianças no espaço e no tempo com harmonia e equilíbrio em suas atividades diárias em relação ao meio; aprende a enfrentar as dificuldades, a lançar-se aos desafios; a executar tarefas com responsabilidades e integrar-se com os outros e ao mundo social.

Os autores citados convergem suas atenções para as mesmas convicções: o desempenho de tarefas “cognitivas e motoras” dependem essencialmente do conhecimento das partes do corpo e de uma boa estruturação do esquema corporal.

Consciência Corporal

Para Le Boulch (1977) a criança delimita o próprio corpo de mundo dos objetos de acordo com as leis céfalo-caudal e próximo-distal. Autores confirmam que o conhecimento das partes do corpo realiza-se de forma interna pela simbolização da imagem quando a criança sente as partes do corpo do outro e de forma externa ao ver cada segmento seu espelhado em outra criança ou em outra figura. Esta etapa decorre da percepção vivida ou flui pelos canais que conduzem à abstração e à reflexão. A cognição envolve e serve apenas para que o corpo esteja associado à sua verbalização.

Consciência corporal como estrutura perceptiva-motora tem por base componentes internos como atenção visual, dimensão espacial, lateralidade e identificação com as partes do corpo e outras, e componentes externos: direcionalidade, orientação espacial, sentido do movimento total/parcial sinestésico por exemplo.

A consciência das partes do corpo, de como movimentar seus segmentos corporais de forma unilaterais, bilaterais, alternados, fragmentados, etc., dará a esta um background e grandes vantagens na aprendizagem de atividades psicomotoras em níveis crescentes, qualitativa e quantitativamente.

As vivências e experiências decorrentes do sentir e perceber as partes do corpo constituem para um melhor controle adaptativo: ao diferenciar as diversas partes do corpo, sentir a importância das mesmas, atingir uma independência de movimentos, dispor se corpo a interação e ação com o mundo e no mundo darão disponibilidades à criança para uma ação melhor vivenciada de seu universo.

Imagem Corporal

Segundo Guiselini (1989) é pela experiência vivida no movimento global, enquanto distingue seu corpo do mundo dos objetos, que a criança estabelece o primeiro esboço de sua imagem corporal e parte para a descoberta do mundo exterior. Imagem corporal como estrutura cognitiva é o esboço do corpo imaginário na tela do Ego; e induz a existência do corpo.

A emergência da função de interiorização, último nível da etapa da estruturação do esquema corporal permite à criança distinguir seu corpo. É através da evolução do conhecimento do seu corpo introjetando a imagem de outras pessoas ao integrá-las as vivências que ela perceberá que possui aspectos de outra pessoa semelhante as ações e seus aspectos. À medida que a criança percebe seu corpo, passa a perceber o ”ambiente” e as pessoas e isto possibilita desenvolver-se plenamente. Isto resultará para a criança em um equilíbrio emocional, pois, estava bem integrada consigo. Isto é sem dúvida o ponto de partida para relacionar-se bem com os outros e com os objetos.

Outro fator importante para o educador se baseia na afirmação de Costa (1978)... “as crianças sem o conhecimento da imagem corporal têm dificuldades de aprendizagem de atividades que requeiram a movimentação das partes do corpo” – etapa seguinte da estruturação do esquema corporal. Assim ela terá grande dificuldade em atividades de movimentação segmentar unilateral, bilateral ou cruzadas.

Dentro destas perspectivas, percebemos que a imagem corporal possibilita descoberta do mundo exterior e possivelmente uma melhor relação com o mesmo.

Ego Corporal

A representação mental do corpo na tela do Ego induz este a perceber a existência do mesmo.

Ego corporal é a percepção do corpo com qualidades (forte) e características (magro); é o corpo vivido, experimentado a nível de identificação das primeiras imagens do corpo identificado com o seu próprio “Eu”. A imagem corporal representa o copo na tela do Ego; sendo este mediador entre o indivíduo e o meio ambiente, revela a imagem senso-perceptiva com operações de associações, reflexões e reações. Pelo Ego percebemos, coletamos, operamos e nos afirmamos em nosso mundo interior e exterior.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Linguagem Corporal “Uma Proposta de Trabalho para a Dança/Educação”

Discussão

Linguagem e emoção, re-unidade da distância dos corpos. Ela possibilita a fusão a nível corporal através do corpo. O espaço fusional é emocional e profundo através da globalidade psicossomática, possibilita a re-unidade do ser, pois a emoção é uma reação indissociável desta globalidade a nível pessoal, quebrando o corpo dualista: espírito racional e corpo afetivo. A separação entre o espírito racionalista e objetivo e o corpo afetivo, subjetivo seria uma fuga à afetividade, à emoção e à funcionalidade da comunicação corporal com tendência a despojar a linguagem de qualquer conteúdo subjetivo e emocional tornando uma linguagem fria; esta veicularia informações e abstrações, destituídas de emoção.

Uma linguagem corporificada afetivamente é uma linguagem de “toca”, que serve de mediador e unificador dos seres; romperia a barreira da solidão, pois permite através da fusão a abertura de todas as direções do espaço físico e temporal, da vivência profunda, vivência esta que leva o mesmo em direção ao infinito (projeção simbólica) – o espaço de fusão entre o homem e o universo, desejo inerente do homem de integrar seu corpo nas estruturas espaciais. É um ideal fusional de caráter místico, tão bem caracterizado por exemplo, pelas danças rituais.

A linguagem corporal através da dança registra o real, o simbólico, o imaginário, interligando os objetivos que articulam o corpo simbólico ao corpo imaginário permeado pelo corpo real.

A linguagem corporal, como toda forma de expressão, é a força dirigida para fora. A Dança, seria a metáfora corporal, ou seja, presença de movimento que é a linguagem corpórea de cada pessoa vazada através da janela da unidade do ser no plano físico, mental, emocional. Assim, o corpo fala de forma explícita – quando se mostra claro, objetivo, direto, através das representações históricas do corpo histórico e do “aqui e agora” do corpo presente em interação com as perspectivas físicas no espaço mental.

O plano das sensações veiculadas pelo estímulo sensorial permite através da articulação do corpo simbólico ao corpo físico elaborar e externar a expressão concreta do conteúdo vivido pelo “ser” e manifestado pelo corpo instrumental através das sensações e sentimentos que são reflexos do mundo em movimento registrados por ele ao vive-lo. A comunicação através da linguagem corporal é o ato de relação, é ato de viver.

Visão psico-pedagógica da linguagem corporal

A visão psicológica tenta penetrar na dinâmica gestual do educando, repleta de respostas qualitativas em seu conteúdo emocional, importantes para o educador como referencial; saber-se que o educando estará mais disponível as atividades intelectuais quando tiver resolvido seus problemas afetivos.

A visão pedagógica utiliza situações e atividades espontâneas através de atividades motoras criativas externadas em ações sobre o meio, objetos, pelas noções estruturais de afastamento, aproximação, espaço, direção, intensidade com proposições não premeditadas, viabilizadas pelo processo criativo.

Este tipo de trabalho em Dança, através de uma pedagogia aberta, permitirá ao educando viver seu próprio corpo no plano pulsional, afetivo e fantasmático de forma espontânea e natural sem a angústia das castrações de atividades só direcionadas para o corpo instrumental. Neste plano, o educador introduz, na escola, o corpo tônico como também o corpo imaginário ao permitir ao educando exprimir uma atividade subjetiva e emocional em seu desejo fusional de complementariedade narcisista, que sob este enfoque dá um sentido, uma significação, uma finalidade para o mesmo.

A evolução deste tipo de atividade em dança, possibilitará uma melhor conscientização do educando e a busca, portanto de melhores condições de vida. É evidente que este tipo de educação gera diferentes tipos de indivíduos e sociedade. Portanto, na prática, a educação através da dança é um meio e um apelo a uma educação mais efetiva e com uma qualidade de relação mais substancial, pois em suas reações tônicas existe fortes conotações emocionais e afetivas, capazes de possibilitar seres mais afetivos e ser-no-mundo – com-os-outros.

A estruturação Corporal – Aporte da Linguagem Corporal

Segundo Le Boulch (1983) e Vayer (1986) o corpo é referencial permanente, o eixo da percepção existencial do ser humano no mundo. Prescinde, entretanto, à sua volta do domínio corporal como elemento fundamental para o domínio do comportamento.

O corpo estrutura suas linhas gerais ao longo da infância e projeta-se numa evolução dialética, inacabada durante toda existência do ser humano.

Três etapas de estruturação corporal são fundamentais para a adaptação da criança ao mundo em seu espaço e tempo com uma dose de harmonia e equilíbrio emocional. São elas: elaboração, evolução e socialização.

O Período de Elaboração se desenvolve através do jogo simbólico quando a criança representa uma imagem mental usando a função de interiorização para idealizar ou introjetar de forma global seu “corpo vivido”.

O Período de Evolução é a etapa na qual a criança estabelece o primeiro esboço da imagem corporal, criando impressões, introjetando a imagem de outra pessoa às vivencias já integrado pelo corpo vivido. Isto permite um retorno da criança a si mesmo e esta toma consciência e sente o seu corpo; evolui em seguida para perceber o ambiente e as pessoas. Tudo isso constitui passos e etapas para a estruturação de sua personalidade. É a vez dela perceber que ela não é outro mais diferente do outro; tende não mais assimilar os sentimentos e atitudes do outro, mas afirmar sua própria personalidade.

O Período de Socialização, é resultante de várias sensações provindas dos sentimentos externos como estímulos sinestésicos que lhe permitem ter noção global do esquema corporal, da integração dos vários segmentos e das percepções favoráveis à sua orientação e situação no espaço.

Todos estes aspectos de experiências vividas à criança distinguem seu corpo do mundo dos objetos; parte então para relacionar-se com os outros e com os objetos – se socializa.

Schilder (1934) apud Costa (1981) legitima que o esquema corporal é a imagem do próprio corpo que se projeta no espírito de cada pessoa, ou seja, o modo o corpo se apresenta a cada um de nós. Schilder (1934) apud Rhoden (1984) analisa o pensamento de concepção freudiana de que a imagem do corpo corresponde a uma instrução progressiva que se constrói em torno das zonas erógenas pela associação com a estrutura libidinal.

Segundo Le Boulch (1983) Demeur e Staes (1984) apud Rhoden (1989) as etapas de estruturação do esquema corporal podem ser assim concebidas e discriminadas da seguinte forma:

Estrutura do esquema corporal em conexão direta com o “comportamento motor global” cuja etapa é a do corpo vivido até três anos.
Estruturação do esquema corporal pela discriminação perspectiva das partes do corpo cuja etapa do conhecimento corporal se estende pelo período de aproximadamente de três aos sete anos quando a criança centraliza a atenção sobre o próprio corpo, o que lhe viabiliza a conscientização das características corporais com atenção especial sobre as etapas do corpo como também sua interiorização.
A estruturação do esquema corporal nesta última fase se caracteriza pela “orientação do corpo no espaço e no tempo”, portanto em relação com o objeto, com o outro e consigo mesmo, etapa esta que ocorre pelo período dos sete aos quatorze anos.

domingo, 23 de dezembro de 2018

Relação dialética do Espaço Corporal

A extensão do espaço corporal é dialética, porque depende da evolução neurológica (mielinização do feixe piramidal) para e extensão do seu potencial de ação. É este potencial que permite a extensão e amplitude do movimento e a projeção deste em relação ao outro. Dialeticamente é físico e psicológico, aumentado sua amplitude nos dois planos e níveis diversos. Isto permitirá a estruturação do espaço físico:
O dentro e fora do meu corpo e do corpo do outro;
A distância do meu corpo em relação ao corpo do outro;
A direção do meu corpo e do outro;
A temporalidade – antes, depois, ou ao mesmo tempo que o outro.

Nas várias vertentes expressas pelos psicanalistas, o espaço (transicional – Winnicot, funcional – Lacan, acordo-corporal – Montagner) é estabelecido através:
O olhar – meio de penetrar o outro;
Da voz – troca de sons carregados de tensões afetivas e corporais, ressonâncias do corpo dentro de outro corpo;
Da mímica  - expressão motora no rosto, atitudes de sedução e respaldo;
Do objeto, por contato e movimento (toque da pele).

O discurso do corpo, reações que levam a ação com o saber sentido ou experimentado, desencadeia mais positivamente que o saber intelectualizado. A dança sensibiliza através do “toque de pele” faculta e promove o estabelecimento dos limites, estruturando a personalidade através da dialética espaço-temporal pela pulsão do movimento. Sendo a pulsão uma representação psíquica, deve o educador através da metodologia específica objetivar reações que robustecem o ideal do ego através do “self verdadeiro” do educando. Estas reações desencadeiam a ação que permite a experimentação do saber sentido muito mais positivo do que o academismo do saber intelectualizado.

Objetivos do estudo

A proposta é uma tentativa de explorar, analisar, verificar e estabelecer as ligações afetivas conscientes e suas relações com a estruturação das dimensões corporais inconscientes através da Dança/Educação após a observação:
Da dimensão dos comportamentos objetivos através dos movimentos espontâneos e significativos;
Da relação dos comportamentos subjetivos (imagens, ideias, símbolos) ligados à dimensão histórico com o espaço, com os objetos, consigo mesmo, com o outros, com o mundo.

Objetivos Gerais

Traçar um programa de ações proativas e conscientizadoras a nível individual e grupal, com vista a superar os problemas encontrados identificando as reais condições, níveis, aspirações do grupo;
Aplicar ações predominantemente participativas orientadas para o atendimento das necessidades e interesses do indivíduo e do contexto educacional ao qual pertence;
Proporcionar exercício de auto avaliação e discussão de alternativas e soluções;
Proporcionar atividades a nível pessoal e grupal com intenção de provocar mudanças de aspirações e atitudes comportamentais que possibilitam ao educando seu desenvolvimento geral;
Adotar, investir em diversos aspectos importantes de sua personalidade (robustecimento do Ego);
Otimizar as atividades para melhorar a consciência corporal (imagem, ego-corporal);
Ampliar o espírito crítico para maior consciência na relação consigo mesmo, com os outros, com o mundo;
Concorrer para a redução de incidência de doenças psicossomáticas, pela diminuição das tensões emocionais;
Possibilitar a normalização da capacidade de concentração, responsabilidade e eficiência no trabalho escolar.

Objetivos específicos

Educação dos sentidos;
Desenvolvimento:
     o      Da concentração do corpo
     o      Do controle de movimento
     o      Da diferencial motora
Estímulo à comunicação;
Estímulo à fantasia;
Intensificação da capacidade expressiva;
Desenvolvimento da socialização (estruturas afetivas);
Desenvolvimento da capacidade cognitiva (estruturas perceptivas);
Motivação para despertar a curiosidade, a capacidade de imaginação, o desejo de produção, de relações afetivas.

sábado, 22 de dezembro de 2018

Dimensão histórica da Subjetividade

A dimensão histórica da subjetividade está ligada ao jogo e, portanto, aos limites do ser. São os limites, a nível do corpo, o que possibilitam a relação e comunicação com determinado espaço, com os objetos, consigo, com os outros.

Os limites são canais para expressão e necessidade do ser; leis que ajudam o mesmo a ser pessoa, a estruturar sua personalidade, a ser feliz. O jogo simbólico se inclui dentro desses limites, através do espaço simbólico, imaginário. Na vivência do espaço, o corpo joga no tempo, na dinâmica em amplitude, extensão e profundidade e abre caminho para as inter-relações pessoais. É onde o ser expressa e manifesta sua iniciativa e segurança, revela o significado de sua vivência corporal, suas dificuldades e necessidades, externa o aspecto efetivo e emocional.

 Neste tipo de trabalho podemos destacar o espaço como fator importante para o desenvolvimento do ser em seus aspectos:
Preferencial – afetivo
Referencial – físico
Transferencial – exterior (social) X interior (pessoal)
Transicional – psicológico
Emocional – simbólico
Verbal – projetista

O enfoque do espaço psicanalítico - espaço fusional – muito tem nos ajudado a trabalhar e compreender as limitações do educando. O espaço fusional, espaço comum de ação, de comunicação de um acordo corporal é local de encontro, de desejos e prazer pelo acesso ao corpo de outro em situação de passagem do imaginário ao simbólico chamado por Lacan de ordem simbólica e ou espaço transicional aproximando de Winnicot, espaço que contém o tempo. É o tempo que permite ao ser situar-se no espaço. Tempo, espaço, limites, são importantes fatores na estruturação das personalidades. Eles possibilitam ao Ser estabelecer sua Dimensão Histórica.

O corpo – instrumento real tátil

É o corpo presente pela consciência corporal como um todo (objetos, tempo, espaço); é o corpo do “aqui e agora”. O corpo instrumental (nível aparente) é o corpo próprio substrato cognitivo, ligado à psicomotricidade, voluntária, com suas ações e experiências sensório-motoras, perceptivo-motora, diretamente relacionada ao esquema corporal, à organização e estruturação espaço-temporal, a organização semântica, o seu vocabulário e linguagem.

O corpo imaginário

Configurado pelas significações, simbólicas (inconscientes) pelas experiências, pelo corpo em relação consigo mesmo, com o objeto transicional, com o outro e com o mundo para o encontro do “eu” com o “tu” (meu corpo espelha o seu corpo que reflete o meu corpo no seu); é o corpo simbólico que condiciona toda a vida relacional. A expressão corporal articula o corpo simbólico ao corpo imaginário; á através desta elaboração que a pessoa se busca.

O corpo harmônico

Leva em conta o nível evolutivo-dimensão histórica da subjetividade e seu nível pedagógico.

O corpo emocional (sensório-perceptivo)

Não é só instrumento racional a serviço do pensamento consciente, mas também local de prazer e desprazer, reservatório das pulsões, meio de expressão dos fantasmas individuais e coletivas da nossa sociedade. O corpo emocional a serviço do inconsciente que forma o sentido, uma significação, uma finalidade deste consigo, com os outros e com o mundo.

O corpo tônico

Com sua organização involuntária e espontânea em relação direta com a pulsão do movimento, parte integrante das experiências afetivas e emocionais ligado às proibições, conflitos relacionais externados através de mensagens tônicas em relação a fantasmática corporal.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Atividades - Escolas Gímnicas - Alemanha

Escola Gímnica Alemã

Descrição das atividades elaboradas para uma aula baseada no ensino da escola gímnica alemã

A escola gímnica alemã sempre priorizou muito a postura e preparação do corpo para a luta e defesa pela nação e pátria. Seus movimentos foram muito baseados nas ciências biológicas, pois tinham o objetivo de alcançar a prática perfeita da atividade em consonância com o desempenho total do aluno.

Com base nesses princípios, elaboramos sum roteiro de atividades que visa demonstrar como funcionava a escola gímnica alemã na prática. Dividimos os exercícios em atividades individuais, 
atividades coletivas e atividades femininas em separado, tal como era na escola alemã.

Roteiro de atividades:

  •     Atividades individuais: exercitar os membros superiores com polichinelos. Também serão trabalhadas a musculatura cervical com exercícios de pescoço e os músculos dos membros inferiores, com agachamentos.
  •          Exercícios coletivos: 1º exercício coletivo: um participante se abaixa e outro fica em pé de pernas abertas a sua frente. Revezando a cada ciclo, um terceiro participante deve pular por cima do que está abaixado, passar por debaixo do que está em pé e carregar um outro membro nas costas até a frente do que está agachado. O que estava sendo carregado é o próximo a fazer o exercício e quem estava carregando ocupa o lugar do que estava abaixado; segue assim sucessivamente até que todos tenham completado a atividade.2°exercicio coletivo: todos os participantes devem ficar em posição de flexão (prancha), do lado um do outro. Um membro irá pular todos os demais, que não podem se mexer. Assim que esse que estiver pulando terminar, ele se posiciona ao lado do último na mesma posição de flexão de braço e o primeiro começa a pular todos os outros. Assim que todos tiverem pulado, o exercício é encerrado.
  • Ginástica feminina: a ginástica alemã não via com bons olhos a participação feminina nos exercícios rudes e intensos dos homens. Por isso, havia um plano gímnico especial dedicado apenas às mulheres. Os exercícios que preparamos têm o mesmo foco da escola gímnica feminina alemã, ou seja, ressaltar a beleza e delicadeza das mulheres com movimentos harmônicos e não muitos intensos. A ginástica alemã também estava mais voltada para desenvolvimento dos membros inferiores femininos, em razão do parto.Devido a isso, vamos executar movimentos de salto, equilíbrio, flexibilidade e postura.