Mensagem do dia:

Mensagem do dia:
Como me agradar? Basta mandar um convite para churrasco!
Mostrando postagens com marcador educação física. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador educação física. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Fundamentos Básicos na Dança

Apoio do Movimento

Os movimentos se efetuando em:
Bipedestação sobre os dois pés resultando deslocamentos em várias posições;
Unipedestação – sobre um só pé deslocando o corpo sobre um pé ou de um pé para outro como nos saltos.

Famílias de Danças

Transferências – da reação força/peso;
Locomoções e deslocamentos (passando pelas posições e bases de apoios);
Voltas passa pelos movimentos de translação;
Giros com movimentos de rotação axial;
Saltos - afastamento do centro de massa do corpo do centro de massa da terra (perda de contato com o solo);
Quedas – aproximação do centro de massa do corpo do centro de massa da terra.

Em relação às leis da física o peso do movimento é a relação de ajuste do corpo do centro de gravidade do mesmo para manter o equilíbrio (estático ou dinâmico) e ou a relação de peso estabelecida pelo centro de leveza do corpo (esterno, caixa torácica) que concorrerão para dar a sensação de força ou leveza do movimento.

Peso se relaciona com os graus de tensão ou relaxamento resistência usados no movimento para dar acento, ênfase ou neutralidade à execução do movimento.

Fatores básicos do Movimento

Peso

Peso é a energia, força muscular usada na resistência do peso do corpo; segue a lei da gravidade, superada pela atuação dos nervos e músculos, sistemas de alavancas (músculos agonistas e antagonistas); pela superação das forças horizontais resultante do centro de gravidade do corpo e as forças verticais resultando da gravidade – centro de força da terra.

Fator – Peso

É uma ação básica de esforço do movimento ligado aos dois elementos fortes ou firmes e leves ou toques suaves referem-se à resistência do corpo pesado ou leve.

A atitude firme resulta movimentos vigorosos, com consistência de resistência ao peso e de uma sensação de movimentos pesados. Consiste na sensação de ir contra si mesmo ou contra alguma coisa, de concentrar poder do corpo, de concentrar energia de impor, pela participação clara do uso do centro de gravidade do corpo.

A atitude leve consiste no esforço de uma resistência fraca ao peso de uma sensação de movimento leve ou pela ausência de peso. Consiste na sensação do ser carregado pelo ar ao minimizar o peso corporal, ao tentar contrapor-se à gravidade tendo como base o centro de leveza do corpo.

Atividades

Movimentos de alternância entre as duas atitudes, experiências resultantes do uso dos contrastes como pisar leve ou vigoroso, socar e acariciar.

Tempo

É o elemento necessário à observação das ações corporais que se processam durante um período de tempo e podem ser medidos com exatidão pelos seguintes aspectos:
Velocidade rápida, normal, lenta e outros que surgem à medida que permite o movimento suceder.
Ritmo acelerado, retardado, ralentado, moderado, presto, prestíssimo em relação direta com as sequências de movimento.
Pausa é a retenção do movimento por um espaço de tempo como no movimento em potencial.
Acento é a conotação de ênfase dado à execução do movimento e se expressa na unidade de tempo.
Unidade de tempo é a distribuição das sequências de movimento pela divisão dos mesmos pelos compassos: binário, ternário e quaternário da unidade de tempo proposta.

Fator Tempo

Consiste em unir a ação de esforço de duração rápida ou longa resultando uma sensação súbita ou instantânea, refere-se à velocidade de duração na passagem do movimento.

O elemento de esforço súbito resulta uma atitude apressada momentânea onde o esforço se passa num espaço curto de tempo ou uma sensação de instantaneidade de urgência ou de necessidade imediata. O elemento do esforço sustentado consiste em uma velocidade lenta, prolongada; é o movimento executado com uma sensação de mudança gradual de atitude lenta, de longa duração, prolongada ou sensação sem fim.

Aspectos elementares necessários à Observação de Ações Corporais no fator tempo


Velocidade
Rápida
Normal
Lenta
(Unidades de tempo)
          ♪.          
1    1^(1/2)       2
♪.         
3     4     6
     ♩.     o
8     12    16
Tempo: (relativo à sequências de movimento)
Presto
Moderado
Lento

Atividades

Uso de movimentos em experiências de rapidez e súbitos que envolvem o corpo como um todo ou partido mesmo (saltos, piruetas, contrações e torções rápidas do tronco).

A exploração da qualidade lenta pode se processar através de encontros ou separação de partes do corpo (gestos lentos e movimentos integrados ao ritmo respiratórios).

Espaço

É o lugar que o corpo ocupa na base chão ou ar executando formas (angulares, torcidas, circulares) com seu contorno de massa e/ou a expansão dos movimentos nos planos, direções, extensão e sentidos.

O sistema de alavancas permite o corpo tomar lugar no espaço fazendo com o que o mesmo alcance a distância e extensão do corpo nos:
Planos do corpo em relação ao espaço frontal, sagital e horizontal;
Nas direções do espaço – direita, esquerda, frente, traz, lado e suas 20 combinações pelo espaço pessoal kinesférico e global eu em altura e profundidade.

Fator espaço

Consiste em uma ação de esforço onde a atitude pode ser indireta, flexível ou direta percorrendo um caminho em linha reta, refere-se à direção do movimento em expansão ou plasticidade.

O elemento de esforço de uma atitude direta se traduz em movimentos com linhas estendidas no espaço em várias direções em diversos pontos do espaço, como uma consciência corporal global.

O elemento do esforço flexível pode ser explicado pelos movimentos ondulantes, gestos que envolvem o espaço circundante ao corpo ou sensação de estar em toda parte.

Atividades exploradas deverão ser criadas evitando limitações ou movimentos estereotipados.

Aspectos elementares necessários à Observação de Ações Corporais no fator espaço

Direções
Esquerda frente
Esquerda
Esquerda trás
Frente



Trás
Direita frente
Direita
Direita trás
Planos

Alto
Médio
Baixo

Extensões
Perto
Pequena
Normal
Normal
Longe
Grande
Caminho
Direito
Angular
Curvo
Tabela IV – Domínio do Movimento. (          RUDOLFO Von LABAN 1978:86)

Fluência

É o controle ou expansão do movimento ou das partes do corpo pelos centros nervosos em relação à reação de estímulos internos e externos. A fluência do movimento depende de uma coordenação neuromuscular mais fina e requintada para responder com precisão e clareza à execução dos movimentos sequenciais.

Fator influência

Consiste na expressão do movimento que estabelece relação entre o esforço da corrente interna do movimento e a sua execução externa; está em relação direta com o grau de liberação produzido pelo movimento considerado, sob o ponto de vista de sua dualidade subjetiva ou dos contrastes de ser livre na e da fluência do movimento, resulta do fluxo livre e contido.

O fluxo livre fluente, incontrolável é reconhecido em uma ação difícil de ser interrompida subitamente como em rotações, saltos, rolamentos; consiste em um fluxo libertado e na sensação de fluidez do movimento.

O fluxo contido, de fluência controlada, organiza-se numa prontidão interna para parar a ação a qualquer movimento dado cuja fluência parece fluir para trás, ou seja, numa direção contrária e da ação.

Atividade

Certas experiências de esforço pela ativação pela libertação do fluxo ou fluir para fora, em sequencias que envolvem correr, rolar, saltar, crescer, encolher – sem pausa entre uma ação a outra ação total como ocorre no movimento de uma substância fluida.

Aspectos elementares necessários à Observação de Ações Corporais no fator fluência

Fluxo:
Indo
Interrompendo
Detendo
Ação:
Contínua
Aos trancos
Parada
Controle:
Normal
Intermitente
Completo
Corpo:
Movimento
Séries de posições
Posições
Tabela – O Domínio do Movimento (RUDOLFO Von LABAN 1978:86)

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

O Condicionamento e Automatismo na Dança

Na Dança os condicionamentos e automatismos vêm após a execução consciente, sedimentada no esquema neuromuscular para a forma reflexa da execução dos movimentos.

Esta breve análise dos detalhamentos cientificamente pedagógicos, servirão como elo para atendermos os fundamentos técnicos da Dança: corpo, espaço, tempo, forma, movimento, dinâmica, ritmo.

O corpo humano é uma unidade que se movimenta graças ao seu sistema pelas reações nervosas que acionam os músculos por um circuito nervoso chamado arco-reflexo. As sensações do exterior são levadas aos centros neurais pelos nervos sensitivos ou aferentes onde se transformam em percepções e voltam pelos nervos eferentes ao fuso neuromuscular, exercitando o músculo que efetua o movimento.

O corpo humano possui duas possibilidades do movimento: as mecânicas e as motoras – é as possibilidades dos indivíduos de executá-lo com maior, menor habilidade e melhor ou pior nível de performance, dependendo de sua condição corporal anatômica-morfológica e graus de treinamento. Movimentos do corpo é, pois, uma função do mesmo.

Modificam situação anatômica extensional do corpo em dois movimentos: rotação e translação.

Rotação:
Interna e externa – partes pares do corpo.
Direita e esquerda – pastes ímpares do corpo.

Translação:
Flexão/extensão
Abdução/adução
Aversão/inversão

Rotação e translação que dão origem aos movimentos são os princípios mecânicos do comportamento motor.

Translação – movimento do centro de massa de um corpo em relação a qualquer referencial.

Rotação – movimento de um corpo em torno do eixo que passa pelo centro de massa desse corpo.

Retorno – movimento que faz voltar os segmentos ou partes de segmentos ao estado anterior da situação anatômica.

Rotações e translações podem ser executadas isoladas ou sucessivamente, simultaneamente e em combinações variadas da unidade e diversidade das situações anatômicas corporais.

Rotação:
Poderá ser executada pelo corpo;
Corpo como um todo, como nas voltas isoladas ou combinadas;
Poderá ser executada por parte do corpo, por segmentos e por partes de segmentos de formas isoladas ou combinadas.

Translação:
Poderá ser executada por partes, segmentos, partes de segmentos pelos movimentos de flexão, extensão, abdução em combinações ou isoladamente;
Corpo como um todo executado pelas famílias da dança, transferência, locomoções, saltos, quedas e elevações de formas isoladas e combinadas.

Movimento é um elemento constante no espaço e tempo. Um corpo está em movimento quando ele ocupa posições sucessivas no espaço, impulsionado por uma força.

O Universo está em constante movimento, desde a sua manifestação mais simples, o átomo, até a mais complexa, o homem nos seus movimentos lógicos (de fora para dentro) e antológicos (de descoberta de dentro para fora).

Segundo Sá Earp o movimento profissional é um meio do auto-aperfeiçoamento do físico, do mental, do emocional e do espírito e que deve ser à meta da Dança: simples, claro e perfeito.

De acordo com Marcos Dias, o movimento pode ser: real, natural, integral (participando espírito, mente, corpo e coração). O movimento resulta da atuação de forças em diferentes graus de intensidade produzindo deslocamento de um todo ou uma parte deste todo.

No corpo, o movimento resulta da atuação de forças internas – energia captada pela mente-emoção; e externas a manifestação desta energia pela reação do corpo provocando deslocamento do mesmo como um todo ou parte deste, todo dando origem às famílias da Dança ou pelos movimentos segmentares resultando angulações, retas ou curvas. É o Movimento Real que dá origem aos estados: movimento potencial e movimento liberado.

Estágios do Movimento

Movimento Potencial

O movimento em potencial contém a força dentro do contorno, predispõe para a liberação do movimento, pode escrever diferentes contornos ao expressar diferentes formas.

Movimento potencial latente é aquele que retém a energia. Esta fica concentrada não sendo liberada totalmente. É o caso da figura estática – contém a força dentro de um contorno. A força manifesta-se fisicamente sem causar deslocamento da massa muscular como um todo ou parte dos todos.

Movimento Liberado

Movimento liberado é aquele que extravasa a energia levada a uma realização máxima decodificando os contornos corporais ou os impulsionando e projetando-os para o espaço. O corpo projetado no espaço descreve trajetórias, direções, sentidos através dos deslocamentos e locomoções dentro de um tempo estabelecido e dinâmica variada.

O movimento na Dança, além do resultado físico da força empregado para o deslocamento da matéria, há uma força intrínseca resultante de reações psíquicas e emocionais atuando sobre o nosso corpo. A soma das duas forças determina desprendimento de energia e variações de tensões musculares. Estas diferenças de energia e variações de tensões provocam os seguintes aspectos do movimento: curva de execução, formas de execução, graus de intensidade de execução e graus de velocidade de execução. A energia, portanto, inicia, controla e para o movimento.

Curva de execução do movimento

Curva de execução do movimento ou arco de esforço do movimento:
Ictus inicial – início de desprendimento de energia para o início do movimento;
Clímax – há um certo controle e distribuição concentrada de energia – é o ápice do movimento ou pico do mesmo;
Ictus final – seria o escoamento da energia com parada do movimento.

(Nas pesquisas de Dory Humphrey o arco de esforço do movimento torna o nome de ascensão do movimento, queda do movimento e recuperação do movimento).

Formas de Execução

Os movimentos são executados associando uma ou mais qualidades em dimensões, proporções e combinações, variando a intensidade, tempo de reação e duração.

Movimento balanceado: são executados como pêndulos de relógio nos planos frontal (direita, esquerda) sagital (frente, trás) em diferentes níveis (para cima e para baixo); o acento de execução está no ictus inicial que determina a dimensão da ação dos movimentos, caracteriza-se pela manutenção da força uniforme dentre as fases de alongamento e encurtamento das sinergias musculares.

O movimento balanceado é um movimento executado com pequeno desempenho da energia muscular nas fases onde o movimento não se opõe à gravidade, ele envolve várias articulações em sua execução onde a força é descontínua e o ictus final e o do meio são diferentes do ictus inicial – impulso mais forte do movimento. Ex.: sequências de “cambrés”.

Movimento percutido – executado com precisão e vigor; caracteriza-se por um término brusco onde se processa uma rápida contração muscular, e uma enorme concentração de energias, como se retivesse intensamente a força; o ictus inicial e final são tão integrados na continuidade da ação que a ação do meio é quase imperceptível.

Movimento conduzido – seu modo de execução corresponde à unidade do modo de ação das sinergias musculares caracterizadas pela total integração das três fases do movimento (ictus inicial, clímax, ictus final) manifestada pela manutenção da força uniforme dentre as fases de alongamento e encurtamento das sinergias opostas; mantém sempre a liberação uniforme da ação marcada pelo ictus inicial. Ex.: execução das posições de port-de-bas passando pelas posições de forma ininterruptamente.

Movimento pendular ou oscilado – executado a nível de somente uma articulação com movimento semelhante a um pêndulo; a característica principal é que o movimento guarda uma igualdade contínua na amplitude do movimento; o ictus inicial e final se confundem observando virtualmente o clímax do movimento. Ex.: Os “grand-battements” de 4ª para 4ªs posições devant, derriére sem paradas na 1ª posição.

Movimento vibratório – executado como movimento de pequena amplitude e repetidamente, possui características idênticas ao movimento percutido; a energia dispendida para o ictus inicial e parada são tão rápidas que o movimento absorve características de tremido, sacudido, vibrado. Ex.: os “batus sur le coup-de-piês”.

Movimento lançado – executado como uma variação do movimento balanceado que neste ictus inicial do começo do balanço é forte; caracteriza-se por uma energia que desloca parte do corpo como se esta fosse desprender do todo em direção ao infinito. Ex.: Os grand-battements.

Movimento ondulante ou sustentado – a característica do movimento é caminhar em pequenas ondas dando ideia de flutuação de contornos, dando a impressão de perda de gravidade, durante a execução, o movimento se irradia ondulatório percorrendo sucessivamente várias articulações a nível segmentar do corpo total, o ictus inicial é mais marcado que os outros; a característica do movimento é de pequenas ondas. O movimento é sustentado semelhante ao conduzido dando, porém, a impressão de perda de gravidade.

Os graus de intensidade do movimento é a característica ligada à dinâmica do movimento ou qualidade de força, energia, desprendido da execução do mesmo: esta característica está vinculada a distribuição rítmica e espaço temporal.

Graus de velocidade se caracteriza pelas distribuições rítmicas do movimento resultando um andamento ralentado ou acelerado.

Quadro

Formas de Execução do Movimento Liberado
    Variáveis
Tipos
de movimentos
Intensidade
Acento inicial
Acento intermediário
Acento final
Ação resultante
Balanceado
Constante e suave
Suave
Suave
Suave
Pendular
Ondulante
Constante e suave
Suave
Continuo
Sustentado
Contínua
Percutido
Forte
Preciso e vigoroso
Imperceptível
Parada brusca
Precisa
Pendular
Constante
Forte
Contínuo
Marcada
Contínua
Conduzido
Suave
Suave
Contínuo
Sustentado
Contínua
Vibratório
Variação do percutido
Rápido
Rápido
Rápido
Trêmula
Sustentado
Variação do conduzido
Suave
Mais suave
Marcado
Flutuada
Lançado
Variação do balanceado
Forte
Necessário
Dinâmico
Acentuada

NANNI, 1992 a partir de Lima 1991

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Abordagem dos Parâmetros da Dança

Movimento

A Dança possibilita uma perfeita educação corporal e permite educação do movimento transformando-os em ARTE.

Leis e Princípios do Movimento do Corpo
Mecânicas (alavancas, articulações, ossos).
Motoras (sinergias musculares, função – agonista e antagonista dos músculos).
Articulações – mobilidade articular
      o Tipos: diartrose – amplamente móvel (vértebra atlas sobre a áxis).
                           Anfiartrose – ligeiramente móvel (vértebras torácicas).
                           Sinartrose – imóvel (ísquio e púbis).
      o Função: flexão – extensão – hiperextensão
                              adução – abdução – circundação (Rasch e Burke, 1977)

Ação Muscular
A ação dos músculos agonistas e antagonistas geram contrações:
      o Estáticas e isométricas (movimento em potencial);
      o Concêntricas e excêntricas classificados pelos fisiologistas como contração isotônica (geradores do movimento liberado).
Preparação neuromuscular estimulados através de:
      o Sinergias musculares;
      o Músculos agonistas e antagonistas;
      o Exercícios isotônicos e isométricos;
      o Trabalhos de alongamento e encurtamento das fibras musculares;
      o Trabalho de mobilidade articular;
      o Trabalho de potência muscular.
Execução consciente dos movimentos evoluiu:
      o Do controle neuromuscular preliminar e básico para os complexos;
      o Do gesto oral (grosseiro) para o específico (refinado qualitativamente);
      o Do gesto vazio de conteúdo para o expressivo (emocional, sensível).

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Estruturação das relações Afetivas – o Corpo em relação com o Mundo (Espaço, Objeto, O(s) Outro (s))

Desenvolvimento e complexidade na progressão das noções: intensidade-grandeza-velocidade.

Pulsão de vida – Pulsão do Movimento

Experienciamento com variabilidade de:

A. Movimentos Variados – Preferenciais:
Lentos e contínuos
Balanceados e Deslizantes
Suaves e Macios ou não
Rápidos, quebrados e descontínuos

B. Solo (objeto transacional)
Apoios
Contatos
Locomotores
Deslocamentos

C. Manipulação de objetos – dimensão essencial, espontânea e emocional (peso, texturas, volume, tamanho, forma, cor estruturas, dimensões.

D. Relação com o mundo para exploração e vivência motora: tocar, mexer, deslocar, objetos, lançá-los, pegá-los, colocar-se dentro, subir, situar-se (baixo, cima); enfim, “viver o objeto”.

E. Vivência do espaço a partir dos movimentos e objetos :criança descobre o corpo  e pelo movimento deste descobre o espaço.

Projeção Movimento leva:
Direção objetos (gesto, locomoção);
Projetar para além dos limites corporais (deslocamentos);
Permite racionalização da trajetória (análise dos parâmetros de distância, altura, direção, velocidade, volume).

A vivência do espaço favorece a projeção do indivíduo para fora de si mesmo – base fundamental de todo desejo de expressão e comunicação.

Conclusão

Neste modelo de veicular o trabalho, focalizaremos especificamente a maneira de integrar um trabalho psicomotor à psicopedagogia de DANÇA/EDUCAÇÃO. A exploração e experiência do corpo é uma tentativa de levar o educando às descobertas, vivências e oportunidades mais criativas através da relação consigo mesmo, com os outros, objetos e o mundo.

Esta visão levou-nos a uma forma de canalizar a Dança tomando principalmente por base os trabalhos de Lapierre e Aucouturrier, cujas noções fundamentais veiculadas dos contrastes e nuances permitiriam ao educando conceituar melhor o mundo e trariam um melhor equilíbrio emocional tão necessário à estruturação de sua personalidade.

A tentativa de fazer o educando vivenciar o corpo em todas as suas dimensões (em outros níveis de forma total e profunda; em outros planos, do real ao corpo vivido na realidade; do corpo simbolizado e do vivido na fantasia) com toda carga afetiva, emocional, sensório-perceptivo e todos os aspectos do corpo que são ignorados e recusados pela educação que se diz normal, levou-nos a buscar uma nova maneira de trabalhar e mudar completamente o modo de veicular a Dança;

A abrangência de profundidade do trabalho corporal com todo o seu contingente afetivo: na relação com seu próprio corpo, com o outro, com os objetos, com o mundo, levou-nos a fazer uma divisão utópica das dimensões corporais.

Desvinculamos, como meios prioritários, das concepções muito mecanicistas do corpo, muito racionais, consciente em relação ao plano intelectual, trabalhado num espaço estruturado em torno de um eixo, com seus planos e de forma sistemática, para trabalhá-lo a partir das faculdades que pertenciam ao corpo tônico, imaginário, emocional, passando pelo instrumental. A partir das noções fundamentais dos contrastes e das nuances com base nos trabalhos de Lapierre e Aucouturrier acima citados passamos a aplicar estratégias metodológicas passando pelo simbólico, imaginário, tomando a ludicidade como aporte do processo.

Neste trabalho focalizaremos especificamente a maneira de integrar um trabalho psicomotor a pedagogia da Dança/Educação tentando levar o educando a descobertas, vivências e oportunidades mais espontâneas e criativas.

O processo de desenvolvimento do educando foi observado e a base de todo o trabalho tem se assentando:
Estágios de desenvolvimento cognitivo-sensório-motor; pré-operacional, operacional concreto e operações formais (Piaget);
Níveis de evolução partindo do simples para o complexo;
Diferentes fatores socioculturais observando as interações e interferências dos atos do cotidiano;
Etapas evolutivas baseadas nas influências corticais, sub-corticais, córtice-motores, observando os princípios encéfalo-caudal e próximo distal.
Fatores psicológicos orientados pelas influências tônicas, simbólicas e fantasmáticas.

Portanto, as várias dimensões e estruturas corporais serviram de aporte ao trabalho com o corpo a partir do potencial do educando para atingir o PRA + SER – essência ontológica, arquétipo (eu busco e reencontro a minha essência, minha realidade).

A base deste trabalho em dança busca através das estruturas físicas, psíquicas, biológicas do corpo a nível organizacional do espaço-temporal, objetivar sua evolução organizacional, funcional, comportamental e relacional do SER para este ser mais realizado e feliz.

A perspectiva do trabalho é tentar polarizar abordagens teórico-práticas em Dança/Educação desvinculadas do seu enfoque unilateral e permeando as possibilidades de atuação em um corpo trabalhado, não sobre o aspecto dual, mas um corpo trabalhado de forma total, integral em relação recíproca recebendo e exercendo influências diretas uma vez que estas são forças de ação, reação, expressão e comunicação comportamentais específicas de cada cultura.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

A Educação do Movimento

Constante, Ordenado, Padronizado, Rítmico

Interligado: harmonia:
o Espacial
o Temporal

Movimento Humano

Relação da atitude interna com as formas externas transformando o símbolo de emoções (ação dramática, gesto e dança) em ações através de padrões motores coordenados e ritmados com o universo.

Finalidades
Desenvolver o vocabulário expressivo;
Estabelecer relações;
Utilizar a preparação para desenvolver estágio individual (desenvolvimento pessoal).

Objetivo
Ação motora da criança visa: prazer de viver seu corpo e com ele estabelecer relação com o mundo pelo espaço, tempo, objetos e outros através de situações espontâneas e naturais.

Vocabulário
Aquisição pelo estabelecimento das estruturas sensório-motoras.

Domínio Motor

Comportamento Humano Provoca
Crescimento (mudanças anatômicas e diferenciações estruturais – internas).
Desenvolvimento (progresso e facilidade de funcionamento);
Maturação (mudanças e facilidades de funcionamento). (Herkowits, 1984)

Crescimento, desenvolvimento
Maturação possibilita integração dos domínios do comportamento humano, pois:
Possibilita estabelecer objetivos, conteúdos, métodos de ensino coerentes;
Permite através de observação e avaliação do comportamento acompanhar mudanças;
Possibilita a interpretação do real significado do movimento permeado para ciclo de vida do ser humano.

A visão sistêmica e integrada do comportamento humano (inter-relacionada dos domínios).
Estabelece princípios:
o Totalidade (introdução-domínios)
o Especificidade (predominância de um domínio sobre outros)
Permite análise do significado real;
Favorece melhor atuação do Professor de Dança;
Possibilita eficaz aprendizado motor para o Educando.

Fatores Desencadeadores da Variabilidade da Aprendizagem Motora (fase inicial)

Situações relacionadas a estabelecer indicadores do balanço psicomotor:
Organização espacial;
Estruturação espaço-temporal;
Coordenação óculo-manual;
Conhecimento do próprio corpo:
o Esquema
o Imagem
o Ego
Corporal
Coordenação dinâmica;
Estruturação ritmo-dinâmica
Estruturação e controle corporal (equilíbrio) (Le Boulch & Wayer)

Utilização dos Contrastes pedagógicos:
Da diretividade partindo para liberdade (indiretividade);
De implicação e retirada (grupo assume autonomia real);
De segurança e insegurança (conduz à independência após proteção).

Educação Física – Parte do Esquema Adaptativo do Homem (Lazer, Trabalho e Esporte)

Corpo X Sociedade

O corpo é ao mesmo tempo instrumento de manifestação (relação meio ambiente) e ao mesmo tempo reflexo da estrutura social (contexto determina padrões).

As questões sociais vitais do prazer (sexualidade) energia (agressividade, alegria lúdico) fazem parte da essência do homem e são fomentadas pela sociedade através de valores racionalizados.

Os movimentos retirados das práticas racionais ondes estes fenômenos ocorrem em função de facilitar a possibilidade de comunicação com o mundo exterior:
O corpo age-interfere nos padrões de relações sociais;
O corpo percebe influências da sociedade:
o Herança cultural
o Evolução filogenética
o Arquétipos
Habilidade e criatividade do indivíduo

Portanto, a Atividade Física está ligada:
Ao contexto evolucionário;
A relação de dependência entre passado e presente (estudo da habilidade e padrões motores);
Conceito de Plasticidade e Adaptabilidade do homem;
Observação dos aspectos étnicos.

Aspectos evolucionários relevantes
Aquisição da postura vertical;
Percepção do mundo na linha horizontal (olhos);
A Locomoção Bípede (percepção, habilidade motora);
Interação sinérgica da evolução cultural e biológica (lupedismo);
Preensão seletiva (destreza manual, atitude social, cultura).

Hipótese biológica das atividades físicas (método Dedutivo):
Sobrevivência da espécie (meio agressivo) informações das células germinativas (DNA);
Prazer, satisfação pela atividade física (centro do prazer-hipotálamo);
Controle do SNC no corpo aquoso do fluxo de estímulos e reações (pensamento, sonho, criatividade) – músculo 40% do corpo.

Dimensão Pedagógica da Educação do Movimento

Abrir progressivamente a dimensão vertical através da descoberta e criatividade em situações estruturais de liberdade e espontaneidade onde a criança:

Descobre, utiliza e orienta suas potencialidades e possibilidades individuais relacionadas às coisas;
Parte do estado de dependência que se liberta encontrando a evolução de seu próprio desejo: Pulsão de Vida.

Parâmetros das Dimensões Estruturais
Princípio – corpo em relação com objetos (mundo);
Pele-limites-Espaço-Tempo: objetos (transicionais);
Pele-Espaço contido (lugar dos acontecimentos):
o EU – Interior
o Objeto X Exterior
        Ex.: Fantasia = Espaço “Dentro da Cabeça”
Limites – Fechamento do Espaço – Limites Próprios
o Individualidade;
o Socialização;
o Propriedade.
Espaço-limites entre o EU e os OBJETOS (vertical-horizontal-profundidade)
Tempo-limite do Espaço entre EU e os OBJETOS
Objeto Transicional-Estruturação
o Para limites da pele perceber o espaço;
o Para Espaço perceber os limites;
o Para limites perceber o outro;
o Para percepção do outro usa (objeto transicional) para perceber-se:
        Ex.: chupeta, bruxinha, professora primária/profissão ideal.

Parâmetros das percepções corporais

O esquema corporal
Origem termo – Henry Head, 1911.
Estrutura-sensório-motora (córtex organização do sistema nervoso);
Percepção
o Diagrama
o Mapa

(Desenvolvimento conforme experiências)
o Todo ou Partes
Orientação - coordenação

Consciência Corporal
Estrutura perceptiva-motor (conceituação, cognição);
Componentes:
o Internos
Atenção Visual
Dimensão espaciais    | Lateralidade
Dominância-lateral            | Esquerda-direita
Identificação espaço/temporal
o Externas
Imitação
Direcionalidade
Orientação espaço/temporal

Imagem corporal
Conceito: Introdução (L’Hermite)
o Dimensionou à noção (Schilder, 1935);
o Aprofundamento da noção (Head) esquema corporal, modelo postural, vida afetiva, relação corpo sob emoção modifica valor e modelo postural através do valor relativo;
o Escola Kleiniana imagem corporal em relação aos fantasmas primitivos leva a esboço imaginário (imagem libidinais);
o Concepção Lacaniana – “Imagem em espelho” (perspectiva da teoria, M. Klein).

Esquema Corporal X Imagem Corporal
Reflexos da Realidade Objetiva suporte para representação mental-estrutural da Imagem Real;
O tipo “Alucinatório” ou Fantasmas relação com a parte substantiva (Delírio). (Le Boulch, 1983)

Ego corporal (imagem Interna)
Percepção do corpo com:
o Qualidade
      o Fraco
      o Forte
o Características
      o Magro
      o gordo

Aplicabilidade à Educação do Movimento
O corpo percebido corresponderia à organização do esquema corporal possibilitada pela consciência corporal que efetivaria conquista do equilíbrio adquirido pelas experiências.

O corpo vivido experimentado a nível de identificação (primeira imagem) como seu próprio EU. Uma coisa estaria ligada a outra não existindo, portanto, o corpo físico e outro ESPIRITUAL-METAFÍSICA. (Lapierre & Aucouturie, 1966)

sábado, 29 de dezembro de 2018

Mudanças Comportamentais Observadas na Dança

I. Ao aplicar atividades de ações pré-ativas e conscientizadoras a níveis individual e grupal percebeu-se que o educando:
     a. Tornou-se consciente das induções de sua própria problemática corporal na relação com o outro;
     b. Atenuou ou conseguiu ultrapassar as resistências de modo a ficar corporalmente disponível e adaptável às suas necessidades e do outro;
     c. Tomou consciência de sua própria relação “fantasmática” como o mundo, espaço, objeto;
     d. Encontrou pela comunicação não verbal o suporte da relação pela expressão das emoções vividas na corporeidade da linguagem;
     e. Desassociou os estereótipos verbais da corporeidade da linguagem em correspondência com os estereótipos motores no trabalho corporal;
      f. Estabeleceu mudanças da postura corporal, pela fluência, amplitude e extensão dos movimentos.

II. Ao atender às reais condições, níveis e aspirações do grupo, notou-se:
     a. Permeabilidade mais natural das emoções;
     b. Perseguição dos objetivos próprios;
     c. Extravasamento da aprendizagem sentida, experienciada, percebida;
     d. Espontaneidade na comunicação e expressão.

III. Otimizar atividades com intenção de provocar mudanças de atitudes percebeu-se:
     a. Demonstração de alegria, prazer, entusiasmo consigo e com o outro;
     b. Espontaneidade na ação corporal, atitudes e ações cognitivas;
     c. Melhor aceitação das dificuldades e limitações encontradas;
     d. Atenuação dos bloqueios e conflitos;
     e. Diminuição da agressividade;
      f. Propostas de auto avaliação e discussão de alternativas e soluções, para o grupo.

Dança/educação – O Velho-Novo e o Novo-Velho

O caráter didático da Dança-Educação já se manifesta a 246 a.C., no reinado de Chian Huang Ti – imperador Chinês. Este soberano usou a pantomima bélica como “dança-educação”. O espetáculo tinha o cunho didático de representar a vitória do soberano sobre os nobres rebeldes. Portanto, este tinha o caráter de desencorajar possíveis tentativas de rebeldia e subversão.

Dança através de percepção, sensibilidade e criatividade é processo dinâmico que pela liberação interior das emoções transforma o movimento corporal em veículo de comunicação e expressão. Eis sua essência.

Dança/Educação por sua vez já nasceu com o mais elementar do movimento expressivo que é ictus inicial, princípio da Dança. Toda a evolução da dança mostra que esta sempre se apresentou envolvida no processo ensino/aprendizagem, abrangendo sempre habilidades como perceber, sentir, conhecer, estruturar, criar, tomar decisões, enfim, avaliar.

A essência da Dança/Educação deverá ser dimensionar na improvisação e criatividade como estratégia básica para que o aluno descubra seus próprios movimentos, a partir da estruturação do esquema corporal; assim a busca partirá do interior para o exterior estimulada pelo educador.

O professor em suas experiências didáticas deverá perseguir exercícios mais adequados para introduzir a técnica própria à execução dos elementos citados pelos alunos.

O trabalho executado com esta integração professor/aluno permitirá abordagens de universalidade estética; possibilidades de relacionar a dança com outras áreas do conhecimento interdisciplinar e multidisciplinar.

O processo ensino/aprendizagem DANÇA/EDUCAÇÃO permitirá o desenvolvimento de criatividade, pois este tipo de trabalho seccionou as raízes da reprodução para integrar uma estratégia renovadora desencadeadora de uma perspectiva  de transformação pela possibilidade de compromissos de renovação social.

DANÇA/EDUCAÇÃO, colaboradora do processo de desenvolvimento e transformação integral do Ser pela liberação de potencialidade visa:

Níveis de abrangência
Níveis estruturais
Níveis evolutivo
Níveis funcionais
Arte
Emocional
Evolução
Sentir
Filosofia
Espiritual
Concentração
Refletir/pensar
Ciência
Mental
Liberação
Acreditar/deduzir
Sociologia
Social
Renovação
Integrar
Movimento
Físico
Maturação
Agir



Material
Concreto
Objeto
Arcos, bolas, bastões, balões a gás, elásticos, papel celofane, papel cartaz, giz, barbantes, cordas quadro negro.
Corpo
O próprio ou do(s) outro(s).



TEMAS PARA IMPROVISAÇÃO
Palavra
Palavra/chave
Frase
Fraseado respiratório e pulsação
Movimentos
Câmara lenta
Reação em cadeia
Caras de Baralho
Expressão
Decorando a janela
Tricô
Duetos das mãos e pés
Decodificação
Marionetes (articulação, eixo corporal)
Espelho (Lateralidade)



MÉTODOS E PROCESSOS
EMPÍRICO
Intuição Sensível
Educação Sentidos
RACIONAL
Analogia
Comparação
Indução
Experimentação
LEI?
Dedução
Premissas
SINTÉTICO
Parcial
Busca totalidade corporal
Aplicação (jogo simbólico)
ANALÍTICO
Análise e Leitura Corporal



MEIOS
Oficinas
Criatividade
Fugir ao Trabalho Acadêmico (reprodução)
Laboratórios
Exploratórios (material)
Experimental (ação – nível discurso)


APLICAÇÃO METODOLÓGICA
Valorização as coisas sentidas experienciadas
Contrastes
Sensível emocional
Espontaneidade primitiva (pulsões)
Nuances
Sentir o “aqui e o agora”
Tempo
Contido no espaço
Propriocepção
Internas
Espaço
Lugar onde as coisas acontecem
Exterocepção
Externas
Viver metaforicamente
Usar objetos transacional
Ambivalência
Encontro
EU
Trocas Tônicas (emocional)
TU