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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Sistema Endócrino

Juntamente com o sistema nervoso, o sistema endócrino tem a função de controlar o organismo, exercendo função em quase todos os órgãos. O sistema endócrino é conhecido por atuar através dos hormônios, diferente do sistema nervoso, que trabalha sob efeito de sinais nervosos.

A ação do sistema nervoso é de maior tempo de duração, ao passo que o sistema nervoso produz efeitos de curta duração. Interessante dizer também que o sistema endócrino atua lançando seus hormônios diretamente nos capilares sanguíneos, sem utilização de ductos.

Os principais órgãos constituintes do sistema endócrino são: hipófise, glândula tireoide, glândulas paratireoides, glândulas suprarrenais, pâncreas, gônadas (ovários e testículos), timo e glândula pineal.
 

Hipófise

A hipófise é uma glândula pequenina do tamanho de uma ervilha, localizada abaixo do hipotálamo. A hipófise possui duas partes, a adenohipófise e a neurohipófise. Ela secreta oito hormônios diferentes, afetando quase todas as funções do corpo.

A adenohipófise é uma parte altamente vascularizada. Produz cerca de oito hormônios diferentes, muito importantes:

somatotropina (STH): crescimento corpóreo

mamotrotopina (LTH): crescimento mamário

adrenocorticotropina (ACTH): controle de alguns hormônios das suprarrenais

tirotrotopina(TSH): controle de atividade da glândula tireoide

hormônios estimulados do folículo: secreção de estrogênio nos ovários e espermatogênese nos testículos, etc.

A neuro-hipófise tem esse nome por se compor de tecido nervoso. É responsável por dois hormônios, a ocitocina e a vasopressina. Este se relaciona com a absorção de água pelo rins e aquele tem a ver com a contração muscular do útero e da mama.

Os dois hormônios da neuro-hipófise são produzidos no hipotálamo. A neuro-hipófise os armazena e os libera através de estímulos nervosos do hipotálamo.

Glândula Tireoide

A glândula tireoide se situa no pescoço, logo abaixo à laringe e quase lateral à traqueia. É uma glândula altamente vascularizada que se divide em dois lobos, ligadas através do chamado istmo da glândula tireoide.

A glândula tireoide se constitui por três tipos de células: um tecido conjuntivo externo e internamente existe as células foliculares (nos folículos tireoidianos) e as células parafoliculares (entre os folículos tireoidianos).

São as células foliculares que secretam os hormônios da glândula tireoide, a saber: T3 e T4.

A tri-iodotironina (T3) e a tetraiodotironina (T4 ou tiroxina) são hormônios responsáveis pelo metabolismo celular, sendo que o primeiro é mais eficaz e rápido que o segundo. Importante ter em mente que o T4 também é muito poderoso, só que o T3 é mais poderoso ainda.

As células parafoliculares também produzem um hormônio chamado calcitonina, que tem a função de promover a absorção óssea do cálcio de nossas células.


Glândulas paratireoides

As glândulas paratireoides são pequenas estruturas ovoides que estão situadas entre as margens dos lobos posteriores da tireoide. Sua função é secretar o hormônio PTH, relacionado com a regulação do nível de cálcio e fosforo. Atua notoriamente em três órgãos: ossos, intestino e rins, fazendo com que os níveis de cálcio sanguíneo aumentem e o de fosfato diminua.


Glândulas Suprarrenais

As glândulas suprarrenais, ou adrenais, estão situadas em cima dos rins, formando uma espécie de chapéu. Possuem duas partes com produção de hormônios diferentes, a parte cortical e medular.
CÓRTEX SUPRARRENAL

Essa parte é mais periférica e apresenta ainda três tipos celulares diferentes em sua constituição:

Ø  Zona celular Glomerulosa: produz a aldosterona, um mineralocorticoide que retém água e sódio, eliminando potássio. Tal processo é importante na regulação da pressão sanguínea e manutenção do equilíbrio eletrolítico do corpo.

Ø  Zona celular fasciculada: produzem hormônios glicocorticoides, sendo o principal o cortisol. Os glicocorticoides regulam o equilíbrio das principais moléculas biológicas: carboidratos, proteínas e gorduras.

Ø  Zona celular reticulada: atuam na produção de hormônios sexuais: progesterona, estrógenos e andrógenos. Tais hormônios serão estudados com maior profundidade mais à frente.
Importante saber que o córtex da suprarrenal é indispensável à vida (sua remoção é letal).
MEDULA SUPRARRENAL

Parte mais interna das suprarrenais, considerada como uma extensão do sistema nervoso simpático, possuindo até alguns grupos de neurônios.

A medula suprarrenal produz dois hormônios: epinefrina, ou adrenalina, e norepinefrina, ou noradrenalina. O primeiro atua no aceleramento do metabolismo de carboidratos e o segundo provoca vasoconstrição (que provoca aumento da pressão sanguínea) e aceleração do coração.

Esses hormônios são classificados como catecolaminas, e são produzidos em situações de stress e emergência. Além dos efeitos citados, também provocam aumento do metabolismo celular, dilatação dos brônquios e conversão de glicogênio em glicose a nível hepático.

Pâncreas

O pâncreas é um órgão situado junto ao duodeno e o baço que atua no sistema digestório (função exócrina) e endócrino (função endócrina, na corrente sanguínea).

Internamente, o pâncreas humano é constituído por cerca de um milhão de ilhotas pancreáticos, onde estão as células que produzem os dois hormônios secretados pelo pâncreas: insulina e glucagon. Um diminui os níveis de glicose sanguínea e o outro aumento, respectivamente.

Dentro das ilhotas (também chamadas de ilhotas de Langerhans) encontramos dois tipos de célula, alfa e beta. As células alfas são as responsáveis pela produção do glucagon que, como já dito, aumenta a concentração de glicose no sangue. O mecanismo utilizado pelo glucagon para aumentar a taxa de glicose consiste em estimular o fígado a converter glicogênio em glicose e incentivar a transformação de proteínas em glicose.

Já a insulina é produzida pelas células betas, e é o único hormônio capaz de reduzir a glicose em nosso corpo. Isso ocorre pois ele incentiva o transporte de glicose do sangue para as células e faz com que essas utilizem a glicose como combustível químico.

A deficiência na produção de insulina em nosso organismo provoca a doença conhecida como diabetes mellitus.


Gônadas – testículos e ovários

São as glândulas sexuais do ser humano. Além da produção hormonal, também são responsáveis pela produção dos gametas.

OVÁRIOS

Os ovários produzem dois hormônios, o estrógeno e a progesterona. Ambos se relacionam com a maturação do órgãos sexuais femininos e desenvolvimento das características sexuais secundarias, como desenvolvimento das mamas, distribuição de gordura nos quadris, coxas e mamas e fechamento das cartilagens epifisiais nos ossos longos.

A produção desses hormônios é controlada por hormônios liberados no hipotálamo e pelas gonadotropinas da adeno-hipófise.

TESTÍCULOS

O principal hormônio testicular é a testosterona, produzida nas células intersticiais. A testosterona é responsável pela maturação dos espermatozoides e pelo desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários masculinos, tais como crescimento musculoesquelético, aumento da laringe e alterações na voz, além do desenvolvimento dos órgãos sexuais masculinos.

O controle da secreção de testosterona é feito por hormônios liberados no hipotálamo e pelos hormônios luteinizantes da adeno-hipófise.


Timo

O timo está localizado na parte superior da cavidade torácica, atrás do esterno e abaixo da glândula tireoide. Ele varia de tamanho e idade, sendo de proporção muito maior na criança que no adulto. Após a puberdade, o timo começa a diminuir, sendo substituído por tecido adiposo e conjuntivo. Porém, continua funcional até o final da vida.

 O timo é uma glândula complexa apesar do tamanho diminuto. Ele atua no sistema linfático, além do sistema hormonal, produzindo linfócito T.

Produz diversas substancias além dos hormônios, e todos estão relacionados a produção de linfócitos e diferenciação e regulação das atividades do próprio timo. Entre essas substancias temos quatro polipeptídios importantes: a timulina, timopoetina, timosina alfa I e timosina beta IV.

A timulina e a timopoetina atuam juntas para regular a imunidade de acordo com as células T, sendo que a timulina funciona somente na presença de zinco. Já as timosinas alfa e beta ainda não tem uma função perfeitamente especificada, mas sabe-se que atuam na maturação dos linfócitos no interior do timo e no seu desempenho ao longo do organismo.


Glândula pineal (ou corpo pineal)

O corpo pineal situa-se no cérebro, abaixo do corpo caloso, separado por uma tela corióidea. Contem cordões e folículos de pinealocitos e células de neuroglia, com presença de muitos vasos sanguíneos e nervos.

O corpo pineal controla a atividade da adenoipófise, neuroipófise, pâncreas (atividade hormonal somente), suprarrenais e gônadas. As secreções emitidas por ele chegam ao seu destino pela corrente sanguínea ou pelo fluido cérebro-espinhal.

A glândula pineal também produz melatonina, hormônio relacionado com o ciclo reprodutivo e com o ciclo sono/vigília.


Outros hormônios

Existem alguns hormônios que são produzidos diretamente no local de atuação, como por exemplo muitos hormônios do sistema digestivo. A colecistoquinina, gastrina e secretina são hormônios que atuam na regulação da digestão e se encaixam nesse caso.

Outro exemplo são os rins, que secretam eritropoietina, hormônio atuante no controle da produção de glóbulos vermelhos do sangue.

As prostaglandinas são hormônios produzidos em diversos tecidos ao longo do corpo, como muitas funções, entre elas a contração do músculo liso, resposta inflamatória e aumento da sensibilidade à dor. As prostaglandinas são produzidas a partir de ácidos graxos e ácido araquidônico.


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Sistema Respiratório

Função -> permitir a troca gasosa em nosso sangue, absorvendo oxigênio e eliminando resíduos da respiração celular, como o gás carbônico. 

O sistema respiratório é composto por duas vias: as vias aéreas inferiores e as superiores. O trato superior é constituído por aqueles que estão fora da caixa torácica, sendo os inferiores o que estão dentro da caixa torácica.

Vias aéreas superiores: nariz externo, cavidade nasal, faringe, laringe e parte superior da traqueia.

Vias aéreas inferiores: o restante da traqueia, brônquios, bronquíolos, alvéolos pulmonares e pulmões.

O intercâmbio de gases no sangue se faz ao nível dos pulmões e recebe o nome de homeostase.


Nariz

Dividida em nariz externo e cavidade nasal, o nariz é a porta de entrada do ar no aparelho respiratório. Possui mucosas vascularizadas para o aquecimento do ar, cílios para a retenção de poeiras e outras impurezas e celular para captação do olfato.

No interior da cavidade nasal encontram-se as coanas, estruturas que interligam a cavidade nasal com a faringe. E a estrutura óssea do nariz é formada pelos ossos nasais, maxilares e osso frontal.


Faringe

A faringe tem a função de transmitir o ar e os alimentos. Divide-se em três partes: nasofaringe, orofaringe e laringofaringe. Reveste-se de uma túnica mucosa, e se compõe de músculos esqueléticos.

A faringe começa logo nas coanas e se entende até o esôfago (laringofaringe). Comunica-se com a laringe para a passagem de ar e com o esôfago para a passagem de alimentos.

Laringe

Órgão curto, com três funções muito importantes: reprodução de voz, bloqueio da entrada de alimento na traqueia e permite a passagem de ar no ato respiratório.

A laringe é uma estrutura triangular composta principalmente por cartilagens, músculos e ligamentos. Ela bloqueia a entrada de alimentos para a traqueia através da epiglote, estrutura que se abre para a passagem de gases e se fechar perante os alimentos, levando-os para o esôfago. Nela também se situam as cordas vocais, falsas e verdadeiras.

Importante lembrar: a epiglote está ligada ao osso hioide.


Traqueia

Tubo de pouco mais de 10 cm de comprimento que começa na laringe e se bifurca em dois, formando os brônquios.

Em sua parte interna, a traqueia possui uma mucosa e vários cílios ao longo de toda sua extensão. Tais cílios facilitam a expulsão de corpos estranhos.


Brônquios

Existem dois brônquios principais, direito e esquerdo, que se estendem da traqueia em direção aos pulmões. Ao adentrar nos pulmões, na região chamada Hilo, os brônquios principais se subdividem em brônquios lobares. Estes por sua vez se repartem em brônquios segmentares à medida que avançam dentro do pulmão.

A subdivisão não para por aí. Cada brônquio segmentar continua se ramificando e dando origem a vários bronquíolos. Os bronquíolos são estruturas bem finas que já não possuem mais cartilagem e ainda se ramificam mais, dando origem aos ductos alveolares. Finalmente, os ductos alveolares desembocam em estruturas microscópicas chamadas alvéolos.

É nos alvéolos que ocorre a hematose, ou seja, a troca de gases na corrente sanguínea a nível pulmonar. Cada alvéolo é envolto por um capilar (artéria), o que permite a troca gasosa.

Como cada pulmão possui números diferentes de lobos, cada brônquio principal vai se ramificar em números diferentes de brônquios lobares. O pulmão direito, com maior número de lobos, possui três brônquios lobares, o superior, médio e o inferior. Já o brônquio esquerdo se ramifica em brônquios lobares superior e inferior.


Pulmões

Os pulmões são as estruturas fundamentais na respiração. Situam acima dos diafragmas e findam um pouco acima das costelas.

Os pulmões pesam cerca de 700 gramas e possuem 25 cm de comprimento. Apresentam três faces, a costal, diafragmática e mediastínica. O pulmão direito apresenta três lobos, separados por duas fissuras, e o pulmão esquerdo tem dois lobos, superior e inferior, separados por uma fissura obliqua.

Cada lobo pulmonar é dividido em segmentos pulmonares, que possuem estrutural próprias e funcionam de modo independente.

No pulmão também encontramos a pleura e o hilo. O primeiro é um liquido secretado pelas túnicas que tem a função de facilitar o deslizamento dos pulmões durante o processo respiratório.

Já o hilo é a área de entrada e saída de todas as estruturas auxiliares do pulmão, como os brônquios, artérias e veias pulmonares, artérias e veias bronquiais e os vasos linfáticos.


Fonte: www.auladeanatomia.com

sábado, 15 de agosto de 2015

Bioquímica

Uma pequena postagem sobre o que é Bioquímica e quais as principais características que devemos saber.

Uma ciência da vida

A bioquímica cuida de estudar as transformações e estruturas existentes dentro das células. Tais transformações configuram o metabolismo, conjunto de reações químicas indispensáveis à vida.

O metabolismo possuir duas classificações: anabolismo e catabolismo. O anabolismo consiste na construção de estruturas moleculares mais complexas a partir de moléculas simples. O catabolismo corresponde a quebra de estruturas moleculares complexas tornando-as mais simples, com liberação de energia.

Apesar das diferentes formas de vidas, os seres humanos são basicamente formados pelas mesmas estruturas biológicas, como carbono, oxigênio, enxofrem, etc., e muitos realizam reações químicas semelhantes.

Basicamente, todos os seres vivos realizam quatro processos bioquímicos básicos, a saber:
Síntese de biomoléculas, como carbono, lipídeos, etc.; transporte de substancias, com eliminação ou absorção; e produção de energia.

Entre as maiores descobertas da bioquímica, destacamos a descoberta da molécula de DNA e a descoberta do processo de síntese proteica.

O avanço da bioquímica também possibilitou o avanço da ciência em outras áreas, como biotecnologia e a medicina, com o entendimento de doenças metabólicas, por exemplo o diabetes.

De maneira resumida, podemos dizer que a bioquímica estuda e analisa todos os processos químicos envolvidos na vida dos seres viventes. Apesar das inúmeras descobertas, ainda há muito a se pesquisar e investimentos nessa área se fazem constantemente necessários.

A seguir, vejamos um pouco sobre uma das principais macromoléculas da vida na Terra,

Carboidratos

Os carboidratos são compostos extremamente importantes para os seres vivos, pois liberam energia ao oxidar. Também são chamadas de glicídios, açucares ou hidratos de carbono. Eles também participam da formação de estruturas celulares e ácidos nucleicos.


As moléculas mais simples de carboidratos são denominadas monossacarídeos. Todos carboidratos são constituídos de carbono, hidrogênio e oxigênio. Os carboidratos são classificados de acordo com o número de carbonos em trioses, tetroses, pentoses, hexoses ou heptoses. A glicose, importante carboidrato, assim como a frutose e galactose, são hexoses.

domingo, 9 de agosto de 2015

Estruturas celulares

Uma continuação da matéria sobre a citologia, abordando agora o estudo interno das células, principalmente suas organelas.


Retículo endoplasmático


O retículo endoplasmático também pode ser chamado de ergastoplasma. É formada a partir de invaginações da membrana plasmática e trata-se de uma rede de canais que pode ter o formato de tubos ou de pilhas achatadas.

Conforme citado na introdução, existem dois tipos de retículos endoplasmáticos. Um é o liso e o outro é o rugoso. O rugoso tem esse nome porque possui pequenas ruguinhas ao longo de seu comprimento, que na realidade são ribossomos colados a sua estrutura. Importante notar que os ribossomos estão presentes em sua superfície externa. Cada um desses retículos possui funções diferentes e a função do ribossomo será falado em outro momento.

Basicamente, a função do retículo endoplasmático rugoso é tratar da síntese de proteínas. Na realidade, a síntese é processada nos ribossomos que estão presentes em seu caminho, o retículo rugoso nesse caso tem a função de levar a proteínas formadas para o citoplasma celular.

Os retículos endoplasmáticos lisos têm a função de sintetizar lipídeos e esteroides por meio de enzimas presentes em seu interior. Os lipídeos são utilizados na formação da membrana celular, e os esteroides são a base para formação dos hormônios sexuais (testosterona, progesterona e estrogênio).
Dependendo do órgão onde as células estão, a presença de um ou outro reticulo pode ser maior ou menos. As células do fígado, por exemplo, têm grande concentração de reticulo endoplasmático liso, que secretam substancias para desintoxicar o organismo.

Já o retículo endoplasmático rugoso em mais encontrado por exemplo, em células do pâncreas, secretando o glucagon para regulação da glicose sanguínea.

Ribossomos


Os ribossomos se encarregam da síntese proteica. Vale lembrar que são os únicos presentes tanto em células procariotas quanto em células eucarióticas. Nas células eucariontes, os ribossomos são maiores e possuem uma diferença quanto ao número de proteínas.

Os ribossomos podem estar imersos no hialoplasma ou presos na superfície do retículo endoplasmático rugoso. Quando estão participando da síntese de proteínas, grudam no RNA mensageiro, formando o polissomo.

Os ribossomos possuem duas seções diferentes, uma maior e outra menor. Ambas são oriundas da combinação de ácido nucleico ribossômico com 50 tipos de proteínas diferentes.

O ribossomo é fundamental no metabolismo celular e só funciona quando suas subunidades se fundem.

Na seção maior do ribossomo, existem dois locais. Um é o sitio A – aminoacil – e o outro é o sitio P – peptidil. Ambos atuam no processo de síntese proteica recebendo o RNA transportador. Esse RNA transportador é o responsável por trazer os aminoácidos, unidades mínimas que formam as proteínas.
O processo de síntese proteica realizada pelos ribossomos também é chamado de tradução genética. O ribossomo atua em todos os estágios, o inicial, o alongamento (inserção dos aminoácidos por meio de ligações peptídicas) e o final, através de um códon de parada do RNA mensageiro.

Complexo golgiense


O complexo golgiense também pode ser conhecido como golgiossomo ou dictiossomo. Sua função básica é eliminar os resíduos produzidos na respiração celular através de secreção. Também atua na produção de diversas substancias, como carboidratos e até proteínas. Em espermatozoides ele atua na formação do acrossoma.

É formado por uma série de vesículas com o formato de sacos achatados. Também tem a função de empacotar as moléculas sintetizadas em suas vesículas e promover a maturação das proteínas do ribossomo.

As vesículas do complexo golgiense são aderidas ao citoesqueleto. Elas são transportadas até a região basal da membrana plasmática. Em seguida, as vesículas se fundem à membrana e elimina seu conteúdo da célula.

Grande parte das vesículas transportadas pelo retículo endoplasmático rugoso são encaminhadas para o complexo golgiense, onde sofrem algumas transformações e são encaminhadas para seu destino final.

O golgiossomo existe em maior quantidade em células de órgãos com função hormonal. Exemplos são o pâncreas, que secreta insulina e glucagon; glândula hipófise, produz somatotrofina, ou hormônio do crescimento; e a tireoide, T3 e T4.

Mitocôndrias


As mitocôndrias são organelas que podem ter formas variadas. Existem mitocôndrias em forma de bastão, esféricas e até ovoides.

As mitocôndrias possuem duas membranas, uma mais externa e outra interna, que forma as cristas mitocondriais. No interior da mitocôndria encontramos a matriz mitocondrial, um liquido viscoso, enzinas, estruturas ribossômicas e um filamento de DNA circular.

A função das mitocôndrias é atuar no processo de respiração celular, que libera energia para a célula na forma de ATP. A atuação da mitocôndria na respiração celular ocorre com a utilização de enzimas. A mitocôndria tem papel na respiração celular durante o ciclo de Krebs, que acontece na matriz mitocondrial, e no momento da cadeia respiratória, que ocorre nas cristas mitocondriais.

Por possuir DNA próprio, a mitocôndria pode se replicar. Tanto que sua presença é maior em células de tecidos que exigem maior gasto energético, como as células do fígado e das fibras musculares.

Existem teorias que demonstram que as mitocôndrias surgiram nas células procariontes a partir de fagocitose. A essas teorias dá-se o nome de endossimbiose.

As evidencias que sustentam essa hipótese são: a presença de uma dupla membrana, semelhante à que se encontra no mesossomo das bactérias, o tamanho dos seus ribossomos, que são diferentes dos ribossomos da célula e se parecem com os ribossomos bacterianos e a presença de um filamento de DNA próprio.

Supõe-se que a fagocitose das mitocôndrias tenha ocorrido por volta de 2,5 bilhões de anos atrás. E que desde então a associação tenha perdurado por uma relação de simbiose.

Lisossomo


Os lisossomos são proteínas exclusivas de células animais. Ela atua na digestão intracelular, podendo realizar alguns casos de digestão extracelular também. Possuem enzimas que auxiliam nesse processo.

A estrutura de um lisossomo é determinada pela complexidade das operações que envolvem a síntese e transformação de substancias numa célula.

As enzimas presentes nos lisossomos são primeiramente fabricadas no reticulo endoplasmático rugoso, sob a forma de proteínas. Essas proteínas são envolvidas em vesículas e transportadas ao complexo golgiense. Nesse local, as enzimas sofrem transformações químicas que correspondem a maturação e fosforilação.

Quando terminam esses processos, a proteína se transforma em enzima e é liberada do aparelho golgiense dentre de uma vesícula: temos então o lisossomo primário. Quando então atuando na digestão, recebem o nome de vacúolo digestivo.

As enzimas dos lisossomos possuem pH em torno de 5, ou seja, são pouco ácidas. Por isso que recebem o nome de hidrolases ácidas.

Os lisossomos, ao atuar na digestão celular, podem englobar as substancias ingeridas pela célula por fagocitose ou pinocitose, constituindo o vacúolo celular.

Durante a digestão, as moléculas necessárias à célula saem de dentro dos lisossomos e se dispersam no citoplasma. As moléculas não necessárias são eliminadas por exocitose, também chamada de clasmocitose ou defecação celular.

Os lisossomos também podem digerir organelas das próprias células, mantendo a renovação das estruturas intercelulares. Esse processo se chama de autofagia.

As enzimas do lisossomo também podem atuar no mecanismo de morte celular programada, apoptose. Esse processo é controle geneticamente, e podem ocorrer pelo envelhecimento das células ou problemas hormonais, tumores, etc.

Centríolo


Também é exclusivo de células animais. Possui papel importante na divisão celular.

Peroxissomo


Trata-se de uma organela em forma de vesícula arredondada, cuja função é armazenar enzimas que degradem o peroxido de hidrogênio, ou água oxigenada. Esta é uma substancia tóxica que precisa ser eliminada.

A enzima que degrada a água oxigenada chama-se catalase. Sua degradação produz água e oxigênio.

A cada duas moléculas de peroxido de hidrogênio degradadas, são produzidas duas moléculas de água e uma de oxigênio molecular.

A quantidade de peroxissomo nos organismos vertebrados é grande, principalmente em células como rins e fígado, que realizam a desintoxicação do organismo.

Alguma deficiência nessa organela pode causar doenças graves no organismo. Um exemplo é a síndrome de Zellweger, doença congênita que altera toda a função corpórea e está relacionada com rins, ossos, fígado, cérebro e glândula suprarrenal.

Os peroxissomos também estão relacionados com a síntese de ácidos biliares no fígado e produção de açucares a partir de lipídeos nas sementes das plantas.

Cloroplastos


Os cloroplastos são organelas exclusivamente vegetais. Possuem a cor verde pois armazenam clorofila em seu interior, pigmento responsável pelo processo de fotossíntese. Em frutos, os cloroplastos perdem a clorofila e armazenam carotenoides em seu interior, o que é responsável por mudar a cor dos frutos para amarelo, laranja ou vermelho.

Assim como as mitocôndrias, os cloroplastos possuem DNA próprio, RNA e ribossomos também, responsáveis por sintetizar parte de suas proteínas. O restante das proteínas é sintetizado pelo DNA celular.

Os cloroplastos possuem duas membranas lipoproteicas e seu interior é composto por um complexo em forma de bolsas redondas achatadas, sobrepostas uma sobre as outras. Cada bolsa é chamada de tilacoides, e uma pilha de tilacoides é chamada de granum. Nas euglenas, os cloroplastos possuem três membranas, enquanto que nas algas diatomáceas e algas marrons o cloroplasto é formado por quatro membranas.

O restante do cloroplasto é preenchido pelo estroma, um liquido parecido com a matriz mitocondrial e que contém o DNA, RNA e os ribossomos.

As moléculas de clorofila são as mais abundantes nos cloroplastos e estão situadas na membrana interna. Elas são responsáveis por captar a luz solar e produzir energia química a partir dela. No interior do cloroplasto, utiliza-se água e gás carbônico para produzir glicose e oxigênio.
Cada célula dos vegetais possui cerca de 40 cloroplastos, enquanto que as algas possuem apenas um. Em compensação, seu cloroplasto é bem maior.

Vacúolo


Relaciona-se com a digestão intracelular e acumulo de substancias.

Respiração celular


A respiração celular é um processo que tem como finalidade suprir as necessidades energéticas da célula a partir de ATP. Na respiração celular, moléculas orgânicas são oxidadas a partir de três processos: glicólise, ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa.

A glicólise é a primeira etapa e ocorre no citosol (citoplasma) das células. Consistem em quebrar a molécula de glicólise em duas moléculas de ácido pirúvico. Para isso, são necessárias dez reações químicas diferentes. O saldo final dessas reações é a produção de duas moléculas de ATP.

No processo da glicólise, gasta-se duas moléculas de ATP para adicionar o fosfato de cada uma delas à molécula de glicose. Com essa adição, a molécula de glicose se torna instável e quebra em ácido pirúvico. Como resultado, ao produzidas quatro moléculas de ATP. Considerando que foram gastas duas no começo, dizemos que o saldo da glicólise é de 2 moléculas de ATP.


Além dos quatro ATP liberados, a glicólise produz também 4 elétrons e quatro íons de hidrogênio. Os quatro elétrons e mais dois dos íons são capturados por duas moléculas de NAD+, produzindo o NADH

sábado, 8 de agosto de 2015

Citologia

O que é citologia celular, seu campo de abordagem e mais algumas informações introdutórias para esta que é uma das mais importantes ciências do campo da Biologia.

A biologia celular é também conhecida como citologia. Ela se dedica ao estudo das menores unidades dos seres vivos, as células, suas estruturas e detalhes de funcionamento.

Os primeiros trabalhos com células começaram com Robert Hooke. Hooke foi o primeiro a visualizar células em um microscópio. Como ele estava visualizando células mortas de cortiça, deu o nome de célula, que significa pequena célula.

Com o passar do tempo e o desenvolvimento do microscópio, descobriu-se que as células eram estruturas muito mais complexas do que as células mortas visualizadas por Hooke. Surgiu então a teoria celular, que diz que todos os seres vivos são formados por célula.

No ano de 1855, um trabalho de Virchow afirmava que todas as células se originavam de outras pré-existentes. Porém, foi somente em 1878 que Flemming conseguiu provar que a divisão celular realmente existia.

As conclusões do trabalho de Flemming foram então incorporadas à teoria celular.

A teoria celular atualmente afirma que todos os seres vivos são formados por células e todas as células se originam de outras pré-existentes. Também diz que as células são as unidades funcionais dos seres vivos.

As células possuem três partes fundamentais: membrana plasmática, citoplasma e núcleo. Aliás, nem todas têm núcleo, mas todas possuem material genético. As células que não possuem núcleo são classificadas em células procarióticas, e as células que possuem núcleo são chamadas de eucarióticas. A carioteca representa a membrana celular que limita a carioteca.

A membrana plasmática tem a função de regular o que entra e sai, dando a célula uma característica de permeabilidade seletiva. A membrana é composta de uma camada dupla de fosfolipídios com proteínas imersas.

O citoplasma é um liquido viscoso que existe entre a membrana plasmática e o núcleo, onde estão situadas as organelas. Essas organelas tem uma variedade de funções que serão estudadas mais adiante. Existe uma diferença entre as organelas das células eucariontes e as organelas das células procariontes. A primeira possui uma grande variedade de organelas diferentes, enquanto que a segunda possui apenas organelas chamadas de ribossomos.

Colocamos a seguir uma lista com as principais organelas de uma célula. Suas características e funções serão estudadas mais adiante: reticulo endoplasmático liso, reticulo endoplasmático rugoso, ribossomo, complexo de golgiense, mitocôndrias, lisossomo, centríolo, peroxissomo, cloroplasto, vacúolo.


Atualmente sabe-se muito da biologia celular, mas nem tudo ainda está descoberto. O pouco que se sabe será mostrado mais adiante.