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segunda-feira, 7 de março de 2016

Cinesiologia

Conhecendo

A Cinesiologia pode ser definida como o estudo do movimento humano. Tal estudo é realizado através de criteriosa análise dos exercícios em conformidade com sua estrutura anatômica.

A importância do estudo da Cinesiologia se dá na medida em que compreendemos que o ser humano foi se desenvolvendo para o movimento. E também a importância de se conhecer detalhes estruturais e fisiológicos dos diferentes tipos de movimento para ajuda no combate a lesões.

Apesar de ser reconhecido os benefícios tragos pela atividade física, uma simples postura inadequada pode, por exemplo, tornar um movimento benéfico em prejudicial.

No mundo esportivo, a Cinesiologia ajuda-nos a atingir o chamado movimento de elevada eficiência, no qual conseguimos realizar determinado movimento com menor gasto de energia e no menor prazo possível.

A Cinesiologia auxilia a correta execução de determinado exercício e, dessa maneira, contribui para que problemas de sedentarismo e obesidade (decorrentes da falta de pratica de exercícios físicos) possam ser combatidos.


Breve história da Cinesiologia

O início dos estudos cinesiológicos é atribuído ao filosofo grego Aristóteles (384 322 a.C). Em seguida a Aristóteles, outro nome de grande importância foi Galeno (131 – 201 d.C.), ambos no período da Antiguidade. A idade Moderna, por outro lado, não teve importância conhecida no avanço da Cinesiologia, talvez em virtude do cristianismo.

O avanço no campo de estudo do movimento humano voltou a ocorrer por volta do ano de 1200, com o início do Renascimento e a consolidação de diversas universidades na Europa.

Dentre os principais nomes do Renascimento está Leonardo da Vinci. Realizou mais de 200 desenhos de anatomia do corpo humano e ainda descreveu o movimento humano em diferentes situações.

Galileu (1564-1642) também foi um pesquisador importante, escrevendo tratados sobre queda dos corpos e movimento pendular. Foi perseguido pela inquisição.

Assim como Galileu, Alfonso Borelli (1608-1679) foi um importante pesquisador do movimento humano perseguido pela inquisição. Conseguiu publicar duas obras graças à proteção da rainha da Suécia na época, a rainha Cristina.

À época, Borelli chegou inclusive a tentar explicar os efeitos da contração muscular, mas não acertou devido ao desconhecimento de alguns fatores na época, como a eletricidade no tecido muscular por exemplo.

Isaac Newton (1642-1727) contribuiu com a Cinesiologia ao publicar “Princípios matemáticos de filosofia natural”, no qual fundamenta a mecânica clássica. James Keill (1673-1719) desenvolveu vários métodos de cálculos matemáticos na fisiologia, sendo importante para muitos estudantes, assim como Willian Cheselden (1688-1752) que contribuiu enormemente para a Cinesiologia com a obra Anatomia do Corpo Humano.

Marie Françoise Bichat (1771-1802) identificou diferentes tecidos do corpo humano. Edward Muybridge (1830-1904) não era médico nem pesquisador, mas contribui com o estudo do movimento ao fotografar sequencialmente mais de 40.000 pessoas e animais em diferentes atividades.

Etténne Marey (1830-1904) atuou em conjunto com Muybridge realizando diversos estudos sobre o movimento humano e realizando avanços nas técnicas de filmagem.

Jules Amar (1879-1935) estudou o movimento humano no ambiente de trabalho. É considerado o primeiro estudioso do campo da Ergonomia.


A Cinesiologia se firma como ciência a partir do século XX e tem base suficiente para justificar os métodos empregados no ramo da educação física.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Sistema Endócrino

Juntamente com o sistema nervoso, o sistema endócrino tem a função de controlar o organismo, exercendo função em quase todos os órgãos. O sistema endócrino é conhecido por atuar através dos hormônios, diferente do sistema nervoso, que trabalha sob efeito de sinais nervosos.

A ação do sistema nervoso é de maior tempo de duração, ao passo que o sistema nervoso produz efeitos de curta duração. Interessante dizer também que o sistema endócrino atua lançando seus hormônios diretamente nos capilares sanguíneos, sem utilização de ductos.

Os principais órgãos constituintes do sistema endócrino são: hipófise, glândula tireoide, glândulas paratireoides, glândulas suprarrenais, pâncreas, gônadas (ovários e testículos), timo e glândula pineal.
 

Hipófise

A hipófise é uma glândula pequenina do tamanho de uma ervilha, localizada abaixo do hipotálamo. A hipófise possui duas partes, a adenohipófise e a neurohipófise. Ela secreta oito hormônios diferentes, afetando quase todas as funções do corpo.

A adenohipófise é uma parte altamente vascularizada. Produz cerca de oito hormônios diferentes, muito importantes:

somatotropina (STH): crescimento corpóreo

mamotrotopina (LTH): crescimento mamário

adrenocorticotropina (ACTH): controle de alguns hormônios das suprarrenais

tirotrotopina(TSH): controle de atividade da glândula tireoide

hormônios estimulados do folículo: secreção de estrogênio nos ovários e espermatogênese nos testículos, etc.

A neuro-hipófise tem esse nome por se compor de tecido nervoso. É responsável por dois hormônios, a ocitocina e a vasopressina. Este se relaciona com a absorção de água pelo rins e aquele tem a ver com a contração muscular do útero e da mama.

Os dois hormônios da neuro-hipófise são produzidos no hipotálamo. A neuro-hipófise os armazena e os libera através de estímulos nervosos do hipotálamo.

Glândula Tireoide

A glândula tireoide se situa no pescoço, logo abaixo à laringe e quase lateral à traqueia. É uma glândula altamente vascularizada que se divide em dois lobos, ligadas através do chamado istmo da glândula tireoide.

A glândula tireoide se constitui por três tipos de células: um tecido conjuntivo externo e internamente existe as células foliculares (nos folículos tireoidianos) e as células parafoliculares (entre os folículos tireoidianos).

São as células foliculares que secretam os hormônios da glândula tireoide, a saber: T3 e T4.

A tri-iodotironina (T3) e a tetraiodotironina (T4 ou tiroxina) são hormônios responsáveis pelo metabolismo celular, sendo que o primeiro é mais eficaz e rápido que o segundo. Importante ter em mente que o T4 também é muito poderoso, só que o T3 é mais poderoso ainda.

As células parafoliculares também produzem um hormônio chamado calcitonina, que tem a função de promover a absorção óssea do cálcio de nossas células.


Glândulas paratireoides

As glândulas paratireoides são pequenas estruturas ovoides que estão situadas entre as margens dos lobos posteriores da tireoide. Sua função é secretar o hormônio PTH, relacionado com a regulação do nível de cálcio e fosforo. Atua notoriamente em três órgãos: ossos, intestino e rins, fazendo com que os níveis de cálcio sanguíneo aumentem e o de fosfato diminua.


Glândulas Suprarrenais

As glândulas suprarrenais, ou adrenais, estão situadas em cima dos rins, formando uma espécie de chapéu. Possuem duas partes com produção de hormônios diferentes, a parte cortical e medular.
CÓRTEX SUPRARRENAL

Essa parte é mais periférica e apresenta ainda três tipos celulares diferentes em sua constituição:

Ø  Zona celular Glomerulosa: produz a aldosterona, um mineralocorticoide que retém água e sódio, eliminando potássio. Tal processo é importante na regulação da pressão sanguínea e manutenção do equilíbrio eletrolítico do corpo.

Ø  Zona celular fasciculada: produzem hormônios glicocorticoides, sendo o principal o cortisol. Os glicocorticoides regulam o equilíbrio das principais moléculas biológicas: carboidratos, proteínas e gorduras.

Ø  Zona celular reticulada: atuam na produção de hormônios sexuais: progesterona, estrógenos e andrógenos. Tais hormônios serão estudados com maior profundidade mais à frente.
Importante saber que o córtex da suprarrenal é indispensável à vida (sua remoção é letal).
MEDULA SUPRARRENAL

Parte mais interna das suprarrenais, considerada como uma extensão do sistema nervoso simpático, possuindo até alguns grupos de neurônios.

A medula suprarrenal produz dois hormônios: epinefrina, ou adrenalina, e norepinefrina, ou noradrenalina. O primeiro atua no aceleramento do metabolismo de carboidratos e o segundo provoca vasoconstrição (que provoca aumento da pressão sanguínea) e aceleração do coração.

Esses hormônios são classificados como catecolaminas, e são produzidos em situações de stress e emergência. Além dos efeitos citados, também provocam aumento do metabolismo celular, dilatação dos brônquios e conversão de glicogênio em glicose a nível hepático.

Pâncreas

O pâncreas é um órgão situado junto ao duodeno e o baço que atua no sistema digestório (função exócrina) e endócrino (função endócrina, na corrente sanguínea).

Internamente, o pâncreas humano é constituído por cerca de um milhão de ilhotas pancreáticos, onde estão as células que produzem os dois hormônios secretados pelo pâncreas: insulina e glucagon. Um diminui os níveis de glicose sanguínea e o outro aumento, respectivamente.

Dentro das ilhotas (também chamadas de ilhotas de Langerhans) encontramos dois tipos de célula, alfa e beta. As células alfas são as responsáveis pela produção do glucagon que, como já dito, aumenta a concentração de glicose no sangue. O mecanismo utilizado pelo glucagon para aumentar a taxa de glicose consiste em estimular o fígado a converter glicogênio em glicose e incentivar a transformação de proteínas em glicose.

Já a insulina é produzida pelas células betas, e é o único hormônio capaz de reduzir a glicose em nosso corpo. Isso ocorre pois ele incentiva o transporte de glicose do sangue para as células e faz com que essas utilizem a glicose como combustível químico.

A deficiência na produção de insulina em nosso organismo provoca a doença conhecida como diabetes mellitus.


Gônadas – testículos e ovários

São as glândulas sexuais do ser humano. Além da produção hormonal, também são responsáveis pela produção dos gametas.

OVÁRIOS

Os ovários produzem dois hormônios, o estrógeno e a progesterona. Ambos se relacionam com a maturação do órgãos sexuais femininos e desenvolvimento das características sexuais secundarias, como desenvolvimento das mamas, distribuição de gordura nos quadris, coxas e mamas e fechamento das cartilagens epifisiais nos ossos longos.

A produção desses hormônios é controlada por hormônios liberados no hipotálamo e pelas gonadotropinas da adeno-hipófise.

TESTÍCULOS

O principal hormônio testicular é a testosterona, produzida nas células intersticiais. A testosterona é responsável pela maturação dos espermatozoides e pelo desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários masculinos, tais como crescimento musculoesquelético, aumento da laringe e alterações na voz, além do desenvolvimento dos órgãos sexuais masculinos.

O controle da secreção de testosterona é feito por hormônios liberados no hipotálamo e pelos hormônios luteinizantes da adeno-hipófise.


Timo

O timo está localizado na parte superior da cavidade torácica, atrás do esterno e abaixo da glândula tireoide. Ele varia de tamanho e idade, sendo de proporção muito maior na criança que no adulto. Após a puberdade, o timo começa a diminuir, sendo substituído por tecido adiposo e conjuntivo. Porém, continua funcional até o final da vida.

 O timo é uma glândula complexa apesar do tamanho diminuto. Ele atua no sistema linfático, além do sistema hormonal, produzindo linfócito T.

Produz diversas substancias além dos hormônios, e todos estão relacionados a produção de linfócitos e diferenciação e regulação das atividades do próprio timo. Entre essas substancias temos quatro polipeptídios importantes: a timulina, timopoetina, timosina alfa I e timosina beta IV.

A timulina e a timopoetina atuam juntas para regular a imunidade de acordo com as células T, sendo que a timulina funciona somente na presença de zinco. Já as timosinas alfa e beta ainda não tem uma função perfeitamente especificada, mas sabe-se que atuam na maturação dos linfócitos no interior do timo e no seu desempenho ao longo do organismo.


Glândula pineal (ou corpo pineal)

O corpo pineal situa-se no cérebro, abaixo do corpo caloso, separado por uma tela corióidea. Contem cordões e folículos de pinealocitos e células de neuroglia, com presença de muitos vasos sanguíneos e nervos.

O corpo pineal controla a atividade da adenoipófise, neuroipófise, pâncreas (atividade hormonal somente), suprarrenais e gônadas. As secreções emitidas por ele chegam ao seu destino pela corrente sanguínea ou pelo fluido cérebro-espinhal.

A glândula pineal também produz melatonina, hormônio relacionado com o ciclo reprodutivo e com o ciclo sono/vigília.


Outros hormônios

Existem alguns hormônios que são produzidos diretamente no local de atuação, como por exemplo muitos hormônios do sistema digestivo. A colecistoquinina, gastrina e secretina são hormônios que atuam na regulação da digestão e se encaixam nesse caso.

Outro exemplo são os rins, que secretam eritropoietina, hormônio atuante no controle da produção de glóbulos vermelhos do sangue.

As prostaglandinas são hormônios produzidos em diversos tecidos ao longo do corpo, como muitas funções, entre elas a contração do músculo liso, resposta inflamatória e aumento da sensibilidade à dor. As prostaglandinas são produzidas a partir de ácidos graxos e ácido araquidônico.


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Sistema Respiratório

Função -> permitir a troca gasosa em nosso sangue, absorvendo oxigênio e eliminando resíduos da respiração celular, como o gás carbônico. 

O sistema respiratório é composto por duas vias: as vias aéreas inferiores e as superiores. O trato superior é constituído por aqueles que estão fora da caixa torácica, sendo os inferiores o que estão dentro da caixa torácica.

Vias aéreas superiores: nariz externo, cavidade nasal, faringe, laringe e parte superior da traqueia.

Vias aéreas inferiores: o restante da traqueia, brônquios, bronquíolos, alvéolos pulmonares e pulmões.

O intercâmbio de gases no sangue se faz ao nível dos pulmões e recebe o nome de homeostase.


Nariz

Dividida em nariz externo e cavidade nasal, o nariz é a porta de entrada do ar no aparelho respiratório. Possui mucosas vascularizadas para o aquecimento do ar, cílios para a retenção de poeiras e outras impurezas e celular para captação do olfato.

No interior da cavidade nasal encontram-se as coanas, estruturas que interligam a cavidade nasal com a faringe. E a estrutura óssea do nariz é formada pelos ossos nasais, maxilares e osso frontal.


Faringe

A faringe tem a função de transmitir o ar e os alimentos. Divide-se em três partes: nasofaringe, orofaringe e laringofaringe. Reveste-se de uma túnica mucosa, e se compõe de músculos esqueléticos.

A faringe começa logo nas coanas e se entende até o esôfago (laringofaringe). Comunica-se com a laringe para a passagem de ar e com o esôfago para a passagem de alimentos.

Laringe

Órgão curto, com três funções muito importantes: reprodução de voz, bloqueio da entrada de alimento na traqueia e permite a passagem de ar no ato respiratório.

A laringe é uma estrutura triangular composta principalmente por cartilagens, músculos e ligamentos. Ela bloqueia a entrada de alimentos para a traqueia através da epiglote, estrutura que se abre para a passagem de gases e se fechar perante os alimentos, levando-os para o esôfago. Nela também se situam as cordas vocais, falsas e verdadeiras.

Importante lembrar: a epiglote está ligada ao osso hioide.


Traqueia

Tubo de pouco mais de 10 cm de comprimento que começa na laringe e se bifurca em dois, formando os brônquios.

Em sua parte interna, a traqueia possui uma mucosa e vários cílios ao longo de toda sua extensão. Tais cílios facilitam a expulsão de corpos estranhos.


Brônquios

Existem dois brônquios principais, direito e esquerdo, que se estendem da traqueia em direção aos pulmões. Ao adentrar nos pulmões, na região chamada Hilo, os brônquios principais se subdividem em brônquios lobares. Estes por sua vez se repartem em brônquios segmentares à medida que avançam dentro do pulmão.

A subdivisão não para por aí. Cada brônquio segmentar continua se ramificando e dando origem a vários bronquíolos. Os bronquíolos são estruturas bem finas que já não possuem mais cartilagem e ainda se ramificam mais, dando origem aos ductos alveolares. Finalmente, os ductos alveolares desembocam em estruturas microscópicas chamadas alvéolos.

É nos alvéolos que ocorre a hematose, ou seja, a troca de gases na corrente sanguínea a nível pulmonar. Cada alvéolo é envolto por um capilar (artéria), o que permite a troca gasosa.

Como cada pulmão possui números diferentes de lobos, cada brônquio principal vai se ramificar em números diferentes de brônquios lobares. O pulmão direito, com maior número de lobos, possui três brônquios lobares, o superior, médio e o inferior. Já o brônquio esquerdo se ramifica em brônquios lobares superior e inferior.


Pulmões

Os pulmões são as estruturas fundamentais na respiração. Situam acima dos diafragmas e findam um pouco acima das costelas.

Os pulmões pesam cerca de 700 gramas e possuem 25 cm de comprimento. Apresentam três faces, a costal, diafragmática e mediastínica. O pulmão direito apresenta três lobos, separados por duas fissuras, e o pulmão esquerdo tem dois lobos, superior e inferior, separados por uma fissura obliqua.

Cada lobo pulmonar é dividido em segmentos pulmonares, que possuem estrutural próprias e funcionam de modo independente.

No pulmão também encontramos a pleura e o hilo. O primeiro é um liquido secretado pelas túnicas que tem a função de facilitar o deslizamento dos pulmões durante o processo respiratório.

Já o hilo é a área de entrada e saída de todas as estruturas auxiliares do pulmão, como os brônquios, artérias e veias pulmonares, artérias e veias bronquiais e os vasos linfáticos.


Fonte: www.auladeanatomia.com

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Sistema Digestório

Resumo -> tubo oco que se estende da boca ao ânus

Composição: boca, faringe, esôfago, estomago, intestino delgado, intestino grosso, reto e anus (8 no total)

Órgãos auxiliares: dentes, língua, glândulas salivares, fígado, vesícula biliar e pâncreas (6 órgãos)


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Boca

A boca se reveste de uma mucosa. Estruturas presentes na boca que se destacam por atuar na digestão: lábios, língua, úvula e dentes.

O ser humano adulto possui 32 dentes, sendo 8 incisivos, 4 caninos, 8 pré-molares e 12 molares. Com relação à língua, devemos destacar que auxilia no transporte do alimento e na sensação do gosto (paladar).

Importante destacar a atuação das glândulas salivares dentro da boca. As glândulas salivares são três -> glândulas parótidas (próximo a orelha), sublinguais e submandibulares. Produzem a enzima chamada amilase, que inicia a digestão do amido. Apesar de começar na boca, sua digestão termina somente no intestino.


Faringe


Tubo que parte da boca e vai até o esôfago. Divide-se em três partes: a primeira é chamada de nasal e está situada atrás do nariz e acima do palato mole. Tem comunicação com o nariz; a parte oral é a segunda e começa no palato mole e vai até o osso hioide; a terceira e última parte chama-se laríngea e se estende até a cartilagem cricoide.

Durante o ato de deglutição, a epiglote cobre a entrada da laringe, impedindo a entrada de alimento nas vias respiratórias.


Esôfago


O esôfago é um tubo que chega até o estomago. Ele perfura o diafragma no chamado hiato esofágico. Promove a passagem do alimento através de movimentos involuntários chamados peristálticos.

Importante lembrar que se divide na porção cervical, torácica e abdominal.


Estomago


Porção mais dilatada do sistema digestório, comumente dividida em 4 regiões: cardia, fundo, piloro e corpo.

O corpo situa-se acima, mais acima do esôfago; logo abaixo está a parte cárdica sendo seguida pelo corpo e próximo do duodeno (intestino delgado) está o piloro.

Possui duas válvulas, uma é a cárdica, na ligação com o esôfago, e a pilórica, que impede a passagem prematura do alimento para o intestino.

O estomago possui várias funções digestivas que são importantes recordar. Ele atua na digestão do alimento e produção do suco gástrico. O suco gástrico possui enzimas digestivas, ácido clorídrico e muco, para revestir a parede estomacal e proteger da acidez do ácido clorídrico (HCL). O ácido clorídrico por sua vez ajuda a dissolver o alimento e proteger o corpo de microrganismos nocivos, pois se baixo pH (cerca de 1,5 a 2,5) ajuda a matá-los.

O estomago também produz o hormônio gástrico e absorve agua e algumas substancias dissolvidas.


Intestino Delgado


O Intestino Delgado é o órgão mais importante no processo digestivo, onde ocorre grande parte da digestão do alimento e absorção de nutrientes. É dividido em três partes: duodeno, jejuno e íleo.

O duodeno tem esse nome por possuir o comprimento de cerca de doze dedos (25 cm). Divide-se em quatro partes, superior, descendente, horizontal e ascendente. Na parte descendente (ou segunda porção) encontramos dois ductos, o colédoco e o pancreático. Este parte do pâncreas e contém o suco ou secreção pancreática, aquele parte da vesícula biliar e contem bile.

Continuação do duodeno, o jejuno recebe tal nome por ser mais largo e se apresentar sempre vazio. É também mais vascularizado que o íleo.

Por ser situado próximo ao osso ilíaco é que o íleo recebe tal nome. É a continuação direta do jejuno, sendo mais fino e menos vascularizado. Ambos, jejuno e íleo, formam as partes moveis do intestino delgado.


Intestino Grosso


O intestino grosso se estende até o reto. É preso à parede posterior do abdômen pelo mesecolo. Evidentemente, o calibre do intestino grosso é maior do que o intestino fino, porem vai afinando à medida que chega ao ânus.

Dividido em quatro partes: ceco, cólon, reto e ânus.

O ceco possui maior calibre que os outros e é ligado ao íleo (intestino delgado) por uma válvula chamada ileocecal. Nele também encontramos o famoso apêndice.

Logo em seguido ao ceco está o cólon, divido também em quatro partes: colo ascendente, transverso, descendente e sigmoide.

O reto possui tal nome por ser quase retilíneo. Se liga ao canal anal, que apesar de curto possui evidente particularidade. Uma dessas particularidades é o esfíncter anal.

As principais funções do intestino são absorver água e eletrólitos, sintetizar vitaminas, armazenar e posteriormente excluir as fezes.

Interessante notar que a movimentação do alimento no interior do intestino grosso se dá pelo peristaltismo também.


Órgãos anexos


GLANDULAS SALIVARES

Diversos órgãos em nosso sistema não atuam diretamente no alimento durante o processo digestivo, mas possuem ductos que canalizam seus produtos até o mesmo.

Entres estes, estão as glândulas salivares, que são se dois tipos: glândulas salivares maiores e glândulas salivares menores. As glândulas salivares menores se espalham ao longo da boca e são constituídas por minúsculos corpúsculos.

As glândulas salivares maiores são as que citamos anteriormente: parótidas, submandibulares e sublinguais.

FIGADO

Outro importante órgão anexo é o fígado. O fígado é o maior órgão do nosso corpo e essencial no processo digestivo. Ele produz a bile, que é armazenada na vesícula biliar e liberada quando há gorduras no duodeno.

Outras funções importantes do fígado incluem metabolismo de carboidratos, lipídios e proteínas, ativação da vitamina D, excreção de sais minerais e da bile, fagocitose, etc.

O aparelho que excreta as substancias produzidas pelo fígado incluem a vesícula biliar e os ductos hepático, cístico e colédoco.

VESICULA BILIAR

A vesícula biliar armazena cerca de 50ml de bile. Ela se liga ao ducto colédoco pelo ducto cístico. O ducto colédoco também é ligado ao ducto hepático e ao pancreático.

PANCREAS

O pâncreas é um órgão que atua no sistema digestivo, (função exócrina) e no sistema hormonal (endócrina), lançando glucagon e insulina na corrente sanguínea.

A função exócrina do pâncreas é feita através do suco pancreático, substancia lançada no duodeno através dos ductos pancreáticos.


O pâncreas, através de seu suco pancreático, atua na dissolução de carboidratos, proteínas, triglicerídeos e ácidos nucleicos.

Agradecimento especial ao site auladeanatomia.com por fornecer tão vasto material para pesquisa.

domingo, 16 de agosto de 2015

O sistema urinário

Uma volta às postagens da área de anatomia. Mais uma vez quero agradecer ao pessoal do site auladeanatomia.com por fornecer tão importante material para pesquisa.
O conteúdo abaixo foi feito por mim através de pesquisas para provas, quaisquer equívocos pelo avisar, seja pelos comentários ou pelo e-mail.



Sistema urinário

O sistema urinário é composto pelos órgãos responsáveis por produzir a urina e armazená-la até a oportunidade de ser excretada – são os órgãos uropoéticos. Entre os órgãos excretados na urina citamos principalmente, ureia, sódio, potássio, bicarbonato, etc.

O sistema urinário tem duas divisões: secretores, que produzem a urina, e excretores, que se encarregam de eliminar a urina.

Os órgãos componentes do sistema urinário são: 2 rins que produzem a urina, 2 ureteres que transportam a urina para a bexiga, 1 bexiga que armazena a urina e 1 uretra que leva a urina para ser expelida.

Com exceção dos rins, as estruturas restantes do sistema urinário não modificam a urina, apenas tem a função de transporte e armazenamento.

Rim


Presente em dupla no nosso organismo, possui e forma de um feijão e estão localizados logo acima da cintura.

Os rins são órgãos retro peritoneais, pois situam-se atrás do peritônio. Estendem-se da 11ª costela até a terceira vértebra lombar.

Os rins são circundados por uma massa de gordura. Tem cerca de 11,25cm de comprimento, sendo que o esquerdo é um pouco maior e mais estreito que o direito. O rim do homem é um pouco maior que o da mulher. E o rim direito de ambos está um pouco acima do direito, devido ao lobo grande do fígado.

Cada rim possui uma concavidade chamada de hilo renal. Nesse hilo renal entra a artéria renal e saem a veia renal e a pelve renal, que desemboca no ureter.

O seio renal é ocupado pela pelve renal, cálice, nervos, vasos sanguíneos e vasos linfáticos.

Além do rim ser em dupla, cada um possui duas bordas, duas faces e duas extremidades.

As faces são nomeadas em anterior e posterior, as bordas são a medial (côncava) e a lateral, e a extremidades são a superior e a inferior. Nas extremidades superiores estão as glândulas suprarrenais.

Internamente, o rim possui duas regiões distintas. Uma lisa e vermelha, chamada de córtex renal, e outra marrom-avermelhada, chamada de medula renal. A medula renal contém as pirâmides renais, que variam de 8 a 18 no total.

Juntamente com as pirâmides renais, o córtex renal constitui a parte funcional do rim, a chamada parênquima do rim. Nesse parênquima, estão contidos os néfrons, estruturas microscópicas no total de quase um milhão que são responsáveis pela constituição da urina.

A urina é produzida nos néfrons e segue para os ductos a que estão ligados. Dos ductos, a urina é drenada para uma papila renal e então levada para o cálice renal. Os rins possuem de 8 a 18 cálices renais menores e 2 ou 3 cálices renais maiores. O primeiro a receber a urina são os cálices menores, que em seguida conduzem aos cálices maiores. Dos cálices maiores a urina segue para os ureteres e em seguida para a bexiga.

Os néfrons são as unidades morfofuncionais dos rins, responsáveis por produzir a urina. Como já foi dito, cada rim possui cerca de um milhão de néfrons. A forma do rim é totalmente adequada para a produção de urina.

Cada néfron é também dividido em duas partes, o corpúsculo renal e o túbulo renal.

O corpúsculo renal é uma estrutura arredondada com uma parte externa chamada capsula glomerular e uma parte interna chamada glomérulo. O glomérulo é uma rede de capilares sanguíneos enrolados dentro da capsula glomerular.

O túbulo renal de quatro subdivisões: o túbulo contorcido proximal, o túbulo contorcido distal, o túbulo coletor e a alça de Henle.

A função dos rins não é apenas produzir urina e limpar o sangue. Eles também têm outras funções essenciais, como regular a composição iônica e a osmose sanguínea, manter a pressão e volume do sangue em níveis corretos, corrigir o pH e o nível sanguíneos, liberar hormônios e excretar substancias e resíduos.

Glândulas suprarrenais


As glândulas suprarrenais se localizam acima dos rins e possuem duas partes, a cortical e a medular. Sua função e estrutura foram estudadas no sistema hormonal.

Apenas para recordação, é importante citar que a medula suprarrenal secreta os hormônios não tão importantes quanto os do córtex. Assim, a remoção do córtex é fatal. Os hormônios produzidos pela medula são a epinefrina e a norepinefrina, enquanto que o córtex secreta os hormônios esteroides.

Ureter


São dois tubos que transportam urina dos rins para a bexiga. Sua espessura é pequena, com apenas 6 mm de diâmetro e 25 ou 30cm de comprimento. Inicia-se na pelve renal, no interior do rim.

O ureter parte da pelve renal e percorre a parte posterior do abdômen, adentra a cavidade pélvica e finaliza no óstio da bexiga. Devido ao seu comprimento, ela se divide na porção abdominal e pélvica.
 
O ureter é capaz de realizar movimentos peristálticos para conduzir a urina. Além do peristaltismo, a urina se movimenta também com a ajuda da gravidade.

Bexiga


A bexiga é um órgão oco, elástico, que serve de reservatório temporário para a urina, até ela ser eliminada. Quando vazia, ela se situa abaixo do peritônio, quando cheia, se eleva para a cavidade abdominal.

Sua posição também varia com o sexo. Nos homens, ela está acima do reto; nas mulheres, situa-se abaixo do útero e a frente da vagina.

A bexiga possui uma estrutura interna em formato triangular chamada de trígono. Os vértices desse triangulo são formadas pelas entradas dos ureteres e pela saída da uretra. Esse trígono é importante porque as infecções costumam ocorrer nessa parte.

Na saída da bexiga estão localizados dois esfíncteres: o interno, que se contrai involuntariamente, e o externo, que se situa no início da uretra e se contrai voluntariamente, permitindo controlar a vontade de urinar.

O volume máximo da bexiga é de 700 a 800ml, sendo menor na mulher pois parte do espaço superior é ocupado pelo útero.

Uretra


A uretra é o tubo responsável por eliminar a urina da bexiga. Possui glândulas secretoras de muco em seu interior e é diferente em cada sexo.

Uretra masculina


A uretra masculina apresenta dupla curvatura quando o pênis está relaxado. É dividida em três porções, com funções diferentes em cada uma: prostática, membranácea e esponjosa. Na sua parte final, possui um ducto ejaculatório.

Uretra feminina



Na mulher, a uretra é um canal membranoso bem mais estreito que no homem. Seu diâmetro é de cerca de 6mm e possui muitas e pequenas glândulas uretrais. Ao contrário do homem, na mulher a uretra dedica-se exclusivamente a função excretora.

sábado, 15 de agosto de 2015

Bioquímica

Uma pequena postagem sobre o que é Bioquímica e quais as principais características que devemos saber.

Uma ciência da vida

A bioquímica cuida de estudar as transformações e estruturas existentes dentro das células. Tais transformações configuram o metabolismo, conjunto de reações químicas indispensáveis à vida.

O metabolismo possuir duas classificações: anabolismo e catabolismo. O anabolismo consiste na construção de estruturas moleculares mais complexas a partir de moléculas simples. O catabolismo corresponde a quebra de estruturas moleculares complexas tornando-as mais simples, com liberação de energia.

Apesar das diferentes formas de vidas, os seres humanos são basicamente formados pelas mesmas estruturas biológicas, como carbono, oxigênio, enxofrem, etc., e muitos realizam reações químicas semelhantes.

Basicamente, todos os seres vivos realizam quatro processos bioquímicos básicos, a saber:
Síntese de biomoléculas, como carbono, lipídeos, etc.; transporte de substancias, com eliminação ou absorção; e produção de energia.

Entre as maiores descobertas da bioquímica, destacamos a descoberta da molécula de DNA e a descoberta do processo de síntese proteica.

O avanço da bioquímica também possibilitou o avanço da ciência em outras áreas, como biotecnologia e a medicina, com o entendimento de doenças metabólicas, por exemplo o diabetes.

De maneira resumida, podemos dizer que a bioquímica estuda e analisa todos os processos químicos envolvidos na vida dos seres viventes. Apesar das inúmeras descobertas, ainda há muito a se pesquisar e investimentos nessa área se fazem constantemente necessários.

A seguir, vejamos um pouco sobre uma das principais macromoléculas da vida na Terra,

Carboidratos

Os carboidratos são compostos extremamente importantes para os seres vivos, pois liberam energia ao oxidar. Também são chamadas de glicídios, açucares ou hidratos de carbono. Eles também participam da formação de estruturas celulares e ácidos nucleicos.


As moléculas mais simples de carboidratos são denominadas monossacarídeos. Todos carboidratos são constituídos de carbono, hidrogênio e oxigênio. Os carboidratos são classificados de acordo com o número de carbonos em trioses, tetroses, pentoses, hexoses ou heptoses. A glicose, importante carboidrato, assim como a frutose e galactose, são hexoses.

domingo, 9 de agosto de 2015

Estruturas celulares

Uma continuação da matéria sobre a citologia, abordando agora o estudo interno das células, principalmente suas organelas.


Retículo endoplasmático


O retículo endoplasmático também pode ser chamado de ergastoplasma. É formada a partir de invaginações da membrana plasmática e trata-se de uma rede de canais que pode ter o formato de tubos ou de pilhas achatadas.

Conforme citado na introdução, existem dois tipos de retículos endoplasmáticos. Um é o liso e o outro é o rugoso. O rugoso tem esse nome porque possui pequenas ruguinhas ao longo de seu comprimento, que na realidade são ribossomos colados a sua estrutura. Importante notar que os ribossomos estão presentes em sua superfície externa. Cada um desses retículos possui funções diferentes e a função do ribossomo será falado em outro momento.

Basicamente, a função do retículo endoplasmático rugoso é tratar da síntese de proteínas. Na realidade, a síntese é processada nos ribossomos que estão presentes em seu caminho, o retículo rugoso nesse caso tem a função de levar a proteínas formadas para o citoplasma celular.

Os retículos endoplasmáticos lisos têm a função de sintetizar lipídeos e esteroides por meio de enzimas presentes em seu interior. Os lipídeos são utilizados na formação da membrana celular, e os esteroides são a base para formação dos hormônios sexuais (testosterona, progesterona e estrogênio).
Dependendo do órgão onde as células estão, a presença de um ou outro reticulo pode ser maior ou menos. As células do fígado, por exemplo, têm grande concentração de reticulo endoplasmático liso, que secretam substancias para desintoxicar o organismo.

Já o retículo endoplasmático rugoso em mais encontrado por exemplo, em células do pâncreas, secretando o glucagon para regulação da glicose sanguínea.

Ribossomos


Os ribossomos se encarregam da síntese proteica. Vale lembrar que são os únicos presentes tanto em células procariotas quanto em células eucarióticas. Nas células eucariontes, os ribossomos são maiores e possuem uma diferença quanto ao número de proteínas.

Os ribossomos podem estar imersos no hialoplasma ou presos na superfície do retículo endoplasmático rugoso. Quando estão participando da síntese de proteínas, grudam no RNA mensageiro, formando o polissomo.

Os ribossomos possuem duas seções diferentes, uma maior e outra menor. Ambas são oriundas da combinação de ácido nucleico ribossômico com 50 tipos de proteínas diferentes.

O ribossomo é fundamental no metabolismo celular e só funciona quando suas subunidades se fundem.

Na seção maior do ribossomo, existem dois locais. Um é o sitio A – aminoacil – e o outro é o sitio P – peptidil. Ambos atuam no processo de síntese proteica recebendo o RNA transportador. Esse RNA transportador é o responsável por trazer os aminoácidos, unidades mínimas que formam as proteínas.
O processo de síntese proteica realizada pelos ribossomos também é chamado de tradução genética. O ribossomo atua em todos os estágios, o inicial, o alongamento (inserção dos aminoácidos por meio de ligações peptídicas) e o final, através de um códon de parada do RNA mensageiro.

Complexo golgiense


O complexo golgiense também pode ser conhecido como golgiossomo ou dictiossomo. Sua função básica é eliminar os resíduos produzidos na respiração celular através de secreção. Também atua na produção de diversas substancias, como carboidratos e até proteínas. Em espermatozoides ele atua na formação do acrossoma.

É formado por uma série de vesículas com o formato de sacos achatados. Também tem a função de empacotar as moléculas sintetizadas em suas vesículas e promover a maturação das proteínas do ribossomo.

As vesículas do complexo golgiense são aderidas ao citoesqueleto. Elas são transportadas até a região basal da membrana plasmática. Em seguida, as vesículas se fundem à membrana e elimina seu conteúdo da célula.

Grande parte das vesículas transportadas pelo retículo endoplasmático rugoso são encaminhadas para o complexo golgiense, onde sofrem algumas transformações e são encaminhadas para seu destino final.

O golgiossomo existe em maior quantidade em células de órgãos com função hormonal. Exemplos são o pâncreas, que secreta insulina e glucagon; glândula hipófise, produz somatotrofina, ou hormônio do crescimento; e a tireoide, T3 e T4.

Mitocôndrias


As mitocôndrias são organelas que podem ter formas variadas. Existem mitocôndrias em forma de bastão, esféricas e até ovoides.

As mitocôndrias possuem duas membranas, uma mais externa e outra interna, que forma as cristas mitocondriais. No interior da mitocôndria encontramos a matriz mitocondrial, um liquido viscoso, enzinas, estruturas ribossômicas e um filamento de DNA circular.

A função das mitocôndrias é atuar no processo de respiração celular, que libera energia para a célula na forma de ATP. A atuação da mitocôndria na respiração celular ocorre com a utilização de enzimas. A mitocôndria tem papel na respiração celular durante o ciclo de Krebs, que acontece na matriz mitocondrial, e no momento da cadeia respiratória, que ocorre nas cristas mitocondriais.

Por possuir DNA próprio, a mitocôndria pode se replicar. Tanto que sua presença é maior em células de tecidos que exigem maior gasto energético, como as células do fígado e das fibras musculares.

Existem teorias que demonstram que as mitocôndrias surgiram nas células procariontes a partir de fagocitose. A essas teorias dá-se o nome de endossimbiose.

As evidencias que sustentam essa hipótese são: a presença de uma dupla membrana, semelhante à que se encontra no mesossomo das bactérias, o tamanho dos seus ribossomos, que são diferentes dos ribossomos da célula e se parecem com os ribossomos bacterianos e a presença de um filamento de DNA próprio.

Supõe-se que a fagocitose das mitocôndrias tenha ocorrido por volta de 2,5 bilhões de anos atrás. E que desde então a associação tenha perdurado por uma relação de simbiose.

Lisossomo


Os lisossomos são proteínas exclusivas de células animais. Ela atua na digestão intracelular, podendo realizar alguns casos de digestão extracelular também. Possuem enzimas que auxiliam nesse processo.

A estrutura de um lisossomo é determinada pela complexidade das operações que envolvem a síntese e transformação de substancias numa célula.

As enzimas presentes nos lisossomos são primeiramente fabricadas no reticulo endoplasmático rugoso, sob a forma de proteínas. Essas proteínas são envolvidas em vesículas e transportadas ao complexo golgiense. Nesse local, as enzimas sofrem transformações químicas que correspondem a maturação e fosforilação.

Quando terminam esses processos, a proteína se transforma em enzima e é liberada do aparelho golgiense dentre de uma vesícula: temos então o lisossomo primário. Quando então atuando na digestão, recebem o nome de vacúolo digestivo.

As enzimas dos lisossomos possuem pH em torno de 5, ou seja, são pouco ácidas. Por isso que recebem o nome de hidrolases ácidas.

Os lisossomos, ao atuar na digestão celular, podem englobar as substancias ingeridas pela célula por fagocitose ou pinocitose, constituindo o vacúolo celular.

Durante a digestão, as moléculas necessárias à célula saem de dentro dos lisossomos e se dispersam no citoplasma. As moléculas não necessárias são eliminadas por exocitose, também chamada de clasmocitose ou defecação celular.

Os lisossomos também podem digerir organelas das próprias células, mantendo a renovação das estruturas intercelulares. Esse processo se chama de autofagia.

As enzimas do lisossomo também podem atuar no mecanismo de morte celular programada, apoptose. Esse processo é controle geneticamente, e podem ocorrer pelo envelhecimento das células ou problemas hormonais, tumores, etc.

Centríolo


Também é exclusivo de células animais. Possui papel importante na divisão celular.

Peroxissomo


Trata-se de uma organela em forma de vesícula arredondada, cuja função é armazenar enzimas que degradem o peroxido de hidrogênio, ou água oxigenada. Esta é uma substancia tóxica que precisa ser eliminada.

A enzima que degrada a água oxigenada chama-se catalase. Sua degradação produz água e oxigênio.

A cada duas moléculas de peroxido de hidrogênio degradadas, são produzidas duas moléculas de água e uma de oxigênio molecular.

A quantidade de peroxissomo nos organismos vertebrados é grande, principalmente em células como rins e fígado, que realizam a desintoxicação do organismo.

Alguma deficiência nessa organela pode causar doenças graves no organismo. Um exemplo é a síndrome de Zellweger, doença congênita que altera toda a função corpórea e está relacionada com rins, ossos, fígado, cérebro e glândula suprarrenal.

Os peroxissomos também estão relacionados com a síntese de ácidos biliares no fígado e produção de açucares a partir de lipídeos nas sementes das plantas.

Cloroplastos


Os cloroplastos são organelas exclusivamente vegetais. Possuem a cor verde pois armazenam clorofila em seu interior, pigmento responsável pelo processo de fotossíntese. Em frutos, os cloroplastos perdem a clorofila e armazenam carotenoides em seu interior, o que é responsável por mudar a cor dos frutos para amarelo, laranja ou vermelho.

Assim como as mitocôndrias, os cloroplastos possuem DNA próprio, RNA e ribossomos também, responsáveis por sintetizar parte de suas proteínas. O restante das proteínas é sintetizado pelo DNA celular.

Os cloroplastos possuem duas membranas lipoproteicas e seu interior é composto por um complexo em forma de bolsas redondas achatadas, sobrepostas uma sobre as outras. Cada bolsa é chamada de tilacoides, e uma pilha de tilacoides é chamada de granum. Nas euglenas, os cloroplastos possuem três membranas, enquanto que nas algas diatomáceas e algas marrons o cloroplasto é formado por quatro membranas.

O restante do cloroplasto é preenchido pelo estroma, um liquido parecido com a matriz mitocondrial e que contém o DNA, RNA e os ribossomos.

As moléculas de clorofila são as mais abundantes nos cloroplastos e estão situadas na membrana interna. Elas são responsáveis por captar a luz solar e produzir energia química a partir dela. No interior do cloroplasto, utiliza-se água e gás carbônico para produzir glicose e oxigênio.
Cada célula dos vegetais possui cerca de 40 cloroplastos, enquanto que as algas possuem apenas um. Em compensação, seu cloroplasto é bem maior.

Vacúolo


Relaciona-se com a digestão intracelular e acumulo de substancias.

Respiração celular


A respiração celular é um processo que tem como finalidade suprir as necessidades energéticas da célula a partir de ATP. Na respiração celular, moléculas orgânicas são oxidadas a partir de três processos: glicólise, ciclo de Krebs e fosforilação oxidativa.

A glicólise é a primeira etapa e ocorre no citosol (citoplasma) das células. Consistem em quebrar a molécula de glicólise em duas moléculas de ácido pirúvico. Para isso, são necessárias dez reações químicas diferentes. O saldo final dessas reações é a produção de duas moléculas de ATP.

No processo da glicólise, gasta-se duas moléculas de ATP para adicionar o fosfato de cada uma delas à molécula de glicose. Com essa adição, a molécula de glicose se torna instável e quebra em ácido pirúvico. Como resultado, ao produzidas quatro moléculas de ATP. Considerando que foram gastas duas no começo, dizemos que o saldo da glicólise é de 2 moléculas de ATP.


Além dos quatro ATP liberados, a glicólise produz também 4 elétrons e quatro íons de hidrogênio. Os quatro elétrons e mais dois dos íons são capturados por duas moléculas de NAD+, produzindo o NADH

sábado, 8 de agosto de 2015

Citologia

O que é citologia celular, seu campo de abordagem e mais algumas informações introdutórias para esta que é uma das mais importantes ciências do campo da Biologia.

A biologia celular é também conhecida como citologia. Ela se dedica ao estudo das menores unidades dos seres vivos, as células, suas estruturas e detalhes de funcionamento.

Os primeiros trabalhos com células começaram com Robert Hooke. Hooke foi o primeiro a visualizar células em um microscópio. Como ele estava visualizando células mortas de cortiça, deu o nome de célula, que significa pequena célula.

Com o passar do tempo e o desenvolvimento do microscópio, descobriu-se que as células eram estruturas muito mais complexas do que as células mortas visualizadas por Hooke. Surgiu então a teoria celular, que diz que todos os seres vivos são formados por célula.

No ano de 1855, um trabalho de Virchow afirmava que todas as células se originavam de outras pré-existentes. Porém, foi somente em 1878 que Flemming conseguiu provar que a divisão celular realmente existia.

As conclusões do trabalho de Flemming foram então incorporadas à teoria celular.

A teoria celular atualmente afirma que todos os seres vivos são formados por células e todas as células se originam de outras pré-existentes. Também diz que as células são as unidades funcionais dos seres vivos.

As células possuem três partes fundamentais: membrana plasmática, citoplasma e núcleo. Aliás, nem todas têm núcleo, mas todas possuem material genético. As células que não possuem núcleo são classificadas em células procarióticas, e as células que possuem núcleo são chamadas de eucarióticas. A carioteca representa a membrana celular que limita a carioteca.

A membrana plasmática tem a função de regular o que entra e sai, dando a célula uma característica de permeabilidade seletiva. A membrana é composta de uma camada dupla de fosfolipídios com proteínas imersas.

O citoplasma é um liquido viscoso que existe entre a membrana plasmática e o núcleo, onde estão situadas as organelas. Essas organelas tem uma variedade de funções que serão estudadas mais adiante. Existe uma diferença entre as organelas das células eucariontes e as organelas das células procariontes. A primeira possui uma grande variedade de organelas diferentes, enquanto que a segunda possui apenas organelas chamadas de ribossomos.

Colocamos a seguir uma lista com as principais organelas de uma célula. Suas características e funções serão estudadas mais adiante: reticulo endoplasmático liso, reticulo endoplasmático rugoso, ribossomo, complexo de golgiense, mitocôndrias, lisossomo, centríolo, peroxissomo, cloroplasto, vacúolo.


Atualmente sabe-se muito da biologia celular, mas nem tudo ainda está descoberto. O pouco que se sabe será mostrado mais adiante.