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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Sistema Endócrino

Juntamente com o sistema nervoso, o sistema endócrino tem a função de controlar o organismo, exercendo função em quase todos os órgãos. O sistema endócrino é conhecido por atuar através dos hormônios, diferente do sistema nervoso, que trabalha sob efeito de sinais nervosos.

A ação do sistema nervoso é de maior tempo de duração, ao passo que o sistema nervoso produz efeitos de curta duração. Interessante dizer também que o sistema endócrino atua lançando seus hormônios diretamente nos capilares sanguíneos, sem utilização de ductos.

Os principais órgãos constituintes do sistema endócrino são: hipófise, glândula tireoide, glândulas paratireoides, glândulas suprarrenais, pâncreas, gônadas (ovários e testículos), timo e glândula pineal.
 

Hipófise

A hipófise é uma glândula pequenina do tamanho de uma ervilha, localizada abaixo do hipotálamo. A hipófise possui duas partes, a adenohipófise e a neurohipófise. Ela secreta oito hormônios diferentes, afetando quase todas as funções do corpo.

A adenohipófise é uma parte altamente vascularizada. Produz cerca de oito hormônios diferentes, muito importantes:

somatotropina (STH): crescimento corpóreo

mamotrotopina (LTH): crescimento mamário

adrenocorticotropina (ACTH): controle de alguns hormônios das suprarrenais

tirotrotopina(TSH): controle de atividade da glândula tireoide

hormônios estimulados do folículo: secreção de estrogênio nos ovários e espermatogênese nos testículos, etc.

A neuro-hipófise tem esse nome por se compor de tecido nervoso. É responsável por dois hormônios, a ocitocina e a vasopressina. Este se relaciona com a absorção de água pelo rins e aquele tem a ver com a contração muscular do útero e da mama.

Os dois hormônios da neuro-hipófise são produzidos no hipotálamo. A neuro-hipófise os armazena e os libera através de estímulos nervosos do hipotálamo.

Glândula Tireoide

A glândula tireoide se situa no pescoço, logo abaixo à laringe e quase lateral à traqueia. É uma glândula altamente vascularizada que se divide em dois lobos, ligadas através do chamado istmo da glândula tireoide.

A glândula tireoide se constitui por três tipos de células: um tecido conjuntivo externo e internamente existe as células foliculares (nos folículos tireoidianos) e as células parafoliculares (entre os folículos tireoidianos).

São as células foliculares que secretam os hormônios da glândula tireoide, a saber: T3 e T4.

A tri-iodotironina (T3) e a tetraiodotironina (T4 ou tiroxina) são hormônios responsáveis pelo metabolismo celular, sendo que o primeiro é mais eficaz e rápido que o segundo. Importante ter em mente que o T4 também é muito poderoso, só que o T3 é mais poderoso ainda.

As células parafoliculares também produzem um hormônio chamado calcitonina, que tem a função de promover a absorção óssea do cálcio de nossas células.


Glândulas paratireoides

As glândulas paratireoides são pequenas estruturas ovoides que estão situadas entre as margens dos lobos posteriores da tireoide. Sua função é secretar o hormônio PTH, relacionado com a regulação do nível de cálcio e fosforo. Atua notoriamente em três órgãos: ossos, intestino e rins, fazendo com que os níveis de cálcio sanguíneo aumentem e o de fosfato diminua.


Glândulas Suprarrenais

As glândulas suprarrenais, ou adrenais, estão situadas em cima dos rins, formando uma espécie de chapéu. Possuem duas partes com produção de hormônios diferentes, a parte cortical e medular.
CÓRTEX SUPRARRENAL

Essa parte é mais periférica e apresenta ainda três tipos celulares diferentes em sua constituição:

Ø  Zona celular Glomerulosa: produz a aldosterona, um mineralocorticoide que retém água e sódio, eliminando potássio. Tal processo é importante na regulação da pressão sanguínea e manutenção do equilíbrio eletrolítico do corpo.

Ø  Zona celular fasciculada: produzem hormônios glicocorticoides, sendo o principal o cortisol. Os glicocorticoides regulam o equilíbrio das principais moléculas biológicas: carboidratos, proteínas e gorduras.

Ø  Zona celular reticulada: atuam na produção de hormônios sexuais: progesterona, estrógenos e andrógenos. Tais hormônios serão estudados com maior profundidade mais à frente.
Importante saber que o córtex da suprarrenal é indispensável à vida (sua remoção é letal).
MEDULA SUPRARRENAL

Parte mais interna das suprarrenais, considerada como uma extensão do sistema nervoso simpático, possuindo até alguns grupos de neurônios.

A medula suprarrenal produz dois hormônios: epinefrina, ou adrenalina, e norepinefrina, ou noradrenalina. O primeiro atua no aceleramento do metabolismo de carboidratos e o segundo provoca vasoconstrição (que provoca aumento da pressão sanguínea) e aceleração do coração.

Esses hormônios são classificados como catecolaminas, e são produzidos em situações de stress e emergência. Além dos efeitos citados, também provocam aumento do metabolismo celular, dilatação dos brônquios e conversão de glicogênio em glicose a nível hepático.

Pâncreas

O pâncreas é um órgão situado junto ao duodeno e o baço que atua no sistema digestório (função exócrina) e endócrino (função endócrina, na corrente sanguínea).

Internamente, o pâncreas humano é constituído por cerca de um milhão de ilhotas pancreáticos, onde estão as células que produzem os dois hormônios secretados pelo pâncreas: insulina e glucagon. Um diminui os níveis de glicose sanguínea e o outro aumento, respectivamente.

Dentro das ilhotas (também chamadas de ilhotas de Langerhans) encontramos dois tipos de célula, alfa e beta. As células alfas são as responsáveis pela produção do glucagon que, como já dito, aumenta a concentração de glicose no sangue. O mecanismo utilizado pelo glucagon para aumentar a taxa de glicose consiste em estimular o fígado a converter glicogênio em glicose e incentivar a transformação de proteínas em glicose.

Já a insulina é produzida pelas células betas, e é o único hormônio capaz de reduzir a glicose em nosso corpo. Isso ocorre pois ele incentiva o transporte de glicose do sangue para as células e faz com que essas utilizem a glicose como combustível químico.

A deficiência na produção de insulina em nosso organismo provoca a doença conhecida como diabetes mellitus.


Gônadas – testículos e ovários

São as glândulas sexuais do ser humano. Além da produção hormonal, também são responsáveis pela produção dos gametas.

OVÁRIOS

Os ovários produzem dois hormônios, o estrógeno e a progesterona. Ambos se relacionam com a maturação do órgãos sexuais femininos e desenvolvimento das características sexuais secundarias, como desenvolvimento das mamas, distribuição de gordura nos quadris, coxas e mamas e fechamento das cartilagens epifisiais nos ossos longos.

A produção desses hormônios é controlada por hormônios liberados no hipotálamo e pelas gonadotropinas da adeno-hipófise.

TESTÍCULOS

O principal hormônio testicular é a testosterona, produzida nas células intersticiais. A testosterona é responsável pela maturação dos espermatozoides e pelo desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários masculinos, tais como crescimento musculoesquelético, aumento da laringe e alterações na voz, além do desenvolvimento dos órgãos sexuais masculinos.

O controle da secreção de testosterona é feito por hormônios liberados no hipotálamo e pelos hormônios luteinizantes da adeno-hipófise.


Timo

O timo está localizado na parte superior da cavidade torácica, atrás do esterno e abaixo da glândula tireoide. Ele varia de tamanho e idade, sendo de proporção muito maior na criança que no adulto. Após a puberdade, o timo começa a diminuir, sendo substituído por tecido adiposo e conjuntivo. Porém, continua funcional até o final da vida.

 O timo é uma glândula complexa apesar do tamanho diminuto. Ele atua no sistema linfático, além do sistema hormonal, produzindo linfócito T.

Produz diversas substancias além dos hormônios, e todos estão relacionados a produção de linfócitos e diferenciação e regulação das atividades do próprio timo. Entre essas substancias temos quatro polipeptídios importantes: a timulina, timopoetina, timosina alfa I e timosina beta IV.

A timulina e a timopoetina atuam juntas para regular a imunidade de acordo com as células T, sendo que a timulina funciona somente na presença de zinco. Já as timosinas alfa e beta ainda não tem uma função perfeitamente especificada, mas sabe-se que atuam na maturação dos linfócitos no interior do timo e no seu desempenho ao longo do organismo.


Glândula pineal (ou corpo pineal)

O corpo pineal situa-se no cérebro, abaixo do corpo caloso, separado por uma tela corióidea. Contem cordões e folículos de pinealocitos e células de neuroglia, com presença de muitos vasos sanguíneos e nervos.

O corpo pineal controla a atividade da adenoipófise, neuroipófise, pâncreas (atividade hormonal somente), suprarrenais e gônadas. As secreções emitidas por ele chegam ao seu destino pela corrente sanguínea ou pelo fluido cérebro-espinhal.

A glândula pineal também produz melatonina, hormônio relacionado com o ciclo reprodutivo e com o ciclo sono/vigília.


Outros hormônios

Existem alguns hormônios que são produzidos diretamente no local de atuação, como por exemplo muitos hormônios do sistema digestivo. A colecistoquinina, gastrina e secretina são hormônios que atuam na regulação da digestão e se encaixam nesse caso.

Outro exemplo são os rins, que secretam eritropoietina, hormônio atuante no controle da produção de glóbulos vermelhos do sangue.

As prostaglandinas são hormônios produzidos em diversos tecidos ao longo do corpo, como muitas funções, entre elas a contração do músculo liso, resposta inflamatória e aumento da sensibilidade à dor. As prostaglandinas são produzidas a partir de ácidos graxos e ácido araquidônico.


domingo, 16 de agosto de 2015

O sistema urinário

Uma volta às postagens da área de anatomia. Mais uma vez quero agradecer ao pessoal do site auladeanatomia.com por fornecer tão importante material para pesquisa.
O conteúdo abaixo foi feito por mim através de pesquisas para provas, quaisquer equívocos pelo avisar, seja pelos comentários ou pelo e-mail.



Sistema urinário

O sistema urinário é composto pelos órgãos responsáveis por produzir a urina e armazená-la até a oportunidade de ser excretada – são os órgãos uropoéticos. Entre os órgãos excretados na urina citamos principalmente, ureia, sódio, potássio, bicarbonato, etc.

O sistema urinário tem duas divisões: secretores, que produzem a urina, e excretores, que se encarregam de eliminar a urina.

Os órgãos componentes do sistema urinário são: 2 rins que produzem a urina, 2 ureteres que transportam a urina para a bexiga, 1 bexiga que armazena a urina e 1 uretra que leva a urina para ser expelida.

Com exceção dos rins, as estruturas restantes do sistema urinário não modificam a urina, apenas tem a função de transporte e armazenamento.

Rim


Presente em dupla no nosso organismo, possui e forma de um feijão e estão localizados logo acima da cintura.

Os rins são órgãos retro peritoneais, pois situam-se atrás do peritônio. Estendem-se da 11ª costela até a terceira vértebra lombar.

Os rins são circundados por uma massa de gordura. Tem cerca de 11,25cm de comprimento, sendo que o esquerdo é um pouco maior e mais estreito que o direito. O rim do homem é um pouco maior que o da mulher. E o rim direito de ambos está um pouco acima do direito, devido ao lobo grande do fígado.

Cada rim possui uma concavidade chamada de hilo renal. Nesse hilo renal entra a artéria renal e saem a veia renal e a pelve renal, que desemboca no ureter.

O seio renal é ocupado pela pelve renal, cálice, nervos, vasos sanguíneos e vasos linfáticos.

Além do rim ser em dupla, cada um possui duas bordas, duas faces e duas extremidades.

As faces são nomeadas em anterior e posterior, as bordas são a medial (côncava) e a lateral, e a extremidades são a superior e a inferior. Nas extremidades superiores estão as glândulas suprarrenais.

Internamente, o rim possui duas regiões distintas. Uma lisa e vermelha, chamada de córtex renal, e outra marrom-avermelhada, chamada de medula renal. A medula renal contém as pirâmides renais, que variam de 8 a 18 no total.

Juntamente com as pirâmides renais, o córtex renal constitui a parte funcional do rim, a chamada parênquima do rim. Nesse parênquima, estão contidos os néfrons, estruturas microscópicas no total de quase um milhão que são responsáveis pela constituição da urina.

A urina é produzida nos néfrons e segue para os ductos a que estão ligados. Dos ductos, a urina é drenada para uma papila renal e então levada para o cálice renal. Os rins possuem de 8 a 18 cálices renais menores e 2 ou 3 cálices renais maiores. O primeiro a receber a urina são os cálices menores, que em seguida conduzem aos cálices maiores. Dos cálices maiores a urina segue para os ureteres e em seguida para a bexiga.

Os néfrons são as unidades morfofuncionais dos rins, responsáveis por produzir a urina. Como já foi dito, cada rim possui cerca de um milhão de néfrons. A forma do rim é totalmente adequada para a produção de urina.

Cada néfron é também dividido em duas partes, o corpúsculo renal e o túbulo renal.

O corpúsculo renal é uma estrutura arredondada com uma parte externa chamada capsula glomerular e uma parte interna chamada glomérulo. O glomérulo é uma rede de capilares sanguíneos enrolados dentro da capsula glomerular.

O túbulo renal de quatro subdivisões: o túbulo contorcido proximal, o túbulo contorcido distal, o túbulo coletor e a alça de Henle.

A função dos rins não é apenas produzir urina e limpar o sangue. Eles também têm outras funções essenciais, como regular a composição iônica e a osmose sanguínea, manter a pressão e volume do sangue em níveis corretos, corrigir o pH e o nível sanguíneos, liberar hormônios e excretar substancias e resíduos.

Glândulas suprarrenais


As glândulas suprarrenais se localizam acima dos rins e possuem duas partes, a cortical e a medular. Sua função e estrutura foram estudadas no sistema hormonal.

Apenas para recordação, é importante citar que a medula suprarrenal secreta os hormônios não tão importantes quanto os do córtex. Assim, a remoção do córtex é fatal. Os hormônios produzidos pela medula são a epinefrina e a norepinefrina, enquanto que o córtex secreta os hormônios esteroides.

Ureter


São dois tubos que transportam urina dos rins para a bexiga. Sua espessura é pequena, com apenas 6 mm de diâmetro e 25 ou 30cm de comprimento. Inicia-se na pelve renal, no interior do rim.

O ureter parte da pelve renal e percorre a parte posterior do abdômen, adentra a cavidade pélvica e finaliza no óstio da bexiga. Devido ao seu comprimento, ela se divide na porção abdominal e pélvica.
 
O ureter é capaz de realizar movimentos peristálticos para conduzir a urina. Além do peristaltismo, a urina se movimenta também com a ajuda da gravidade.

Bexiga


A bexiga é um órgão oco, elástico, que serve de reservatório temporário para a urina, até ela ser eliminada. Quando vazia, ela se situa abaixo do peritônio, quando cheia, se eleva para a cavidade abdominal.

Sua posição também varia com o sexo. Nos homens, ela está acima do reto; nas mulheres, situa-se abaixo do útero e a frente da vagina.

A bexiga possui uma estrutura interna em formato triangular chamada de trígono. Os vértices desse triangulo são formadas pelas entradas dos ureteres e pela saída da uretra. Esse trígono é importante porque as infecções costumam ocorrer nessa parte.

Na saída da bexiga estão localizados dois esfíncteres: o interno, que se contrai involuntariamente, e o externo, que se situa no início da uretra e se contrai voluntariamente, permitindo controlar a vontade de urinar.

O volume máximo da bexiga é de 700 a 800ml, sendo menor na mulher pois parte do espaço superior é ocupado pelo útero.

Uretra


A uretra é o tubo responsável por eliminar a urina da bexiga. Possui glândulas secretoras de muco em seu interior e é diferente em cada sexo.

Uretra masculina


A uretra masculina apresenta dupla curvatura quando o pênis está relaxado. É dividida em três porções, com funções diferentes em cada uma: prostática, membranácea e esponjosa. Na sua parte final, possui um ducto ejaculatório.

Uretra feminina



Na mulher, a uretra é um canal membranoso bem mais estreito que no homem. Seu diâmetro é de cerca de 6mm e possui muitas e pequenas glândulas uretrais. Ao contrário do homem, na mulher a uretra dedica-se exclusivamente a função excretora.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Sistema Esquelético

A publicação abaixo foi feita juntamente com a matéria do sangue. No entanto muito mais poderia ser abordado, constituindo assim  matéria para novas postagens futuramente.
Fonte de grande parte das pesquisas: auladeanatomia.com

Sistema esquelético


O sistema esquelético compõe-se de ossos e cartilagens. Ossos são órgãos esbranquiçados muito duros, compostos de um tecido conjuntivo mineralizado com cálcio.

O osso é um tecido vivo altamente especializado, cuja principal função é apoiar o nosso corpo, dando-lhe sustentação e estrutura. Os ossos são constantemente remodelados, pois células novas são produzidas para substituir as células velhas, que são degradadas.

Os ossos não são constituídos apenas de tecido conjuntivo. Também participam de sua formação tecido epitelial, adiposo, nervoso, além do próprio tecido ósseo e cartilaginoso. Os ossos não possuem canal linfático, exceto no periósteo que há uma drenagem linfática.

A irrigação dos ossos é feita pelos canais de Havers e de Volkmann. Os canais de Havers consistem em uma série de canais que percorrem o osso em sentido longitudinal, levando vasos sanguíneos e nervos para dentro do mesmo. Os canais de Volkmann são perpendiculares aos canais de Havers e também podem levar pequenas artérias.

O interior da matriz óssea contém alguns espaços que alojam células chamadas osteócitos. Esses osteócitos possuem prolongamentos que unem uma lacuna a outra, formando uma verdadeira rede entre os osteócitos.

A cartilagem é existe no ponto de encontro entre dois ossos, ou seja, nas articulações. Trata-se de uma estrutura semirrígida formada por tecido conectivo. Por não apresentar vascularização, as células das cartilagens obtêm oxigênio por meio de difusão de longo alcance.

Além de sustentar e estruturar o nosso corpo, o sistema esquelético também apresenta como função proteger órgãos vitais, como os órgãos da caixa torácica por exemplo, servir de base mecânica para o movimento e armazenar sais como o cálcio. Outra função importantíssima dos ossos está no fato de que são eles que produzem as células sanguíneas ( diz-se que ele tem função hematopoiética).

Atribui-se ao corpo humano o total de 206 ossos, sendo 22 na cabeça, 32 em cada membro superior e 31 de cada membro inferior, 8 no pescoço, 3 do ouvido médio, 7 no abdômen e 37 no tórax.

O esqueleto é divido em duas bases. A primeira delas é chamada de esqueleto axial, composta pelos ossos da cabeça, pescoço e tórax, ou tronco. A segunda base se chama esqueleto apendicular, e é constituída dos ossos dos membros superiores e inferiores. As duas bases são ligadas por meio da cintura escapular e pélvica.

Classificação dos ossos


Se o esqueleto é dividido em dois tipos, os ossos são divididos de acordo com sua forma em 5 modelos diferentes. Abaixo, citamos os três mais importantes.

Ossos longos: desse grupo faz parte o fêmur. Tais ossos possuem comprimento maior que largura e apresenta duas extremidades, ou epífises. Na diáfise há grande ocorrência de tecido ósseo compacto, enquanto que as epífises possuem maior tecido esponjoso
.
Ossos curtos: representados pelos ossos do carpo e tarso, tais ossos possuem comprimento e largura praticamente iguais. São formados basicamente de tecido esponjoso com uma fina camada de tecido compacto na superfície.

Ossos planos (laminares): são ossos de proteção, como o frontal e parietal no cérebro. Tais ossos tem duas laminas de tecido ósseo paralelo, e entre as laminas há ocorrência de tecido esponjoso.

domingo, 2 de agosto de 2015

O Sistema Circulatório - Parte 4

Última parte do estudo sobre o sistema circulatório, agora tratando das veias e artérias de nosso corpo.


Vasos sanguíneos


Os vasos sanguíneos são os tubos responsáveis por levar o sangue do coração ao corpo e de volta ao coração posteriormente. Constituem-se de um sistema arterial e um sistema venoso.

O sistema arterial é formado pelos vasos que saem do coração e que podem se ramificar em arteríolas e capilares. O sistema venoso é formado pelos vasos que saem dos tecidos e pode se apresentar sob a forma de veias ou se ramificar em vênulas.

O sangue realiza a sua função de trocas gasosas e de nutrientes com as células a partir dos capilares, que são tão finos que chegam a ser microscópicos.

Após sair dos capilares, o sangue é coletado nas vênulas e em seguida passa para as veias, chegando finalmente ao coração. O processo de passagem do sangue entre os vasos sanguíneos e pelo coração é chamado de circulação sanguínea.

Estrutura dos vasos


1.       Túnica externa -> a túnica externa está presente somente nos vasos de maior calibre. É composta basicamente de tecido conjuntivo e apresenta filetes nervosos e vasculares.

2.       Túnica média -> encontrada na maioria dos vasos do organismo. Trata-se de uma camada intermediaria formada por tecido liso e pequena quantidade de tecido conjuntivo elástico.

3.       Túnica íntima -> forra internamente todos os vasos sanguíneos do corpo, inclusive capilares. Constitui-se de células endoteliais.

Os vasos sanguíneos possuem várias anastomoses, principalmente os vasos da cabeça.

Anastomose significa a união de artérias, veias ou nervos, criando uma comunicação entre eles. Duas veias de menor calibre, por exemplo podem se unir e formar uma de calibre mais grosso.

O polígono de Willis é formado pela anastomose de diversos vasos, que se unem para garantir uma vascularização mais segura do tecido cerebral.

Sistema arterial


O sistema arterial é o conjunto dos vasos que saem do coração e se ramificam por todo o corpo. Do coração parte o tronco pulmonar que se ramifica em artéria pulmonar esquerda e direita e leva o sangue venoso para os pulmões. Também sai do coração a artéria aorta, que leva o sangue oxigenado para o corpo.

O sistema do tronco pulmonar consiste das artérias pulmonares que saem do ventrículo direito e se bifurcam a partir do hilo pulmonar até chegar em capilares. Ao nível dos alvéolos, ocorre nesses capilares a troca de gás carbônico por oxigênio, processo chamado de hematose.

No sistema da artéria aorta está a maior artéria do nosso corpo, com diâmetro entre 2 e 3 cm. A artéria aorta tem 4 divisões principais, aorta ascendente, arco da aorta, aorta torácica e aorta abdominal. Sua principal função é levar o sangue oxigenado para o corpo, conforme já foi dito.

No início da aorta encontramos as válvulas semilunares. Também é em seu começa que surgem duas artérias coronárias, a esquerda e a direita, que tem a função de irrigar o coração.

A artéria coronária esquerda passa entre o tronco pulmonar e a aurícula esquerda, dividindo –se em eu ramo circunflexo e no ramo interventricular anterior. Já a artéria coronária direita dá origem ao ramo marginal e à artéria interventricular.

No arco da aorta, temos o surgimento de três artérias importantes, o tronco braquiocefálico, a carótida comum esquerda e a subclávia esquerda. O tronco braquiocefálico origina a carótida comum direita e a subclávia direita.

Sistema venoso


São os vasos que recolhem o sangue rico em dióxido de carbono dos capilares e os levam ao coração. As veias participam da pequena circulação pelas veias pulmonares levando sangue rico em oxigênio do pulmão para o coração. Também participam da grande circulação através das veias cavas, que levam o sangue pobre em oxigênio para o átrio direito do coração.

As veias pulmonares são em número de quatro, duas para cada pulmão. Elas depositam o sangue oxigenado no átrio esquerda, que em seguida passa para o átrio direito. As veias pulmonares se dividem em superior esquerda e direita e inferior esquerda e direita.

 As veias cavas são em duas, a veia cava superior e a inferior. Ambas as veias trazem o sangue venoso dos órgãos e terminam no átrio direito, juntamente com o seio coronariano.

A veia cava superior tem cerca de 2 cm de diâmetro e é formada pela junção dos troncos braquiocefálicos da direita e da esquerda, trazendo o sangue da cabeça e dos membros superiores ao coração. Cada veia braquiocefálica é formada pela junção de uma veia jugular com uma veia subclávia.

Já a veia cava inferior tem 3,5 cm de diâmetro e é a maior veia do corpo. Ela traz o sangue da região pélvica e dos membros inferiores através das veias ilíacas.


Conforme já foi explicado, o seio coronariano recebe o sangue venoso do coração pela veia cardíaca magna, pela veia média e pela veia cardíaca pequena (ou parva). Existem algumas veias minúsculas que drenam o sangue venoso cardíaco direto para o átrio direito.

sábado, 1 de agosto de 2015

O Sistema Circulatório - Parte 3

terceira da publicação sobre o sistema circulatório

 O ciclo cardíaco


O ciclo cardíaco compreende as fases contido no batimento do coração. Enquanto os átrios estão contraídos, os ventrículos estão relaxados. À contração corresponde a fase da sístole, a diástole é a fase do relaxamento.






 
Ao bater, o sangue entra no coração pelos ventrículos graças a contração (sístole) dos átrios. Em seguida, o ocorre a diástole dos átrios e a sístole dos ventrículos, transferindo o sangue para o interior dos ventrículos. Novamente os átrios entram em sístole, expulsando o sangue que estava em seu interior e permitindo a entrada de mais sangue nos ventrículos.

O bombeamento do sangue se torna eficiente não apenas pelos batimentos do coração, mas também com o auxílio das quatro valvular citadas: tricúspide, bicúspide e semilunares (valvas pulmonar e aórtica).

Aliás, além de direcionar o fluxo sanguíneo e tornar o batimento cardíaco mais eficiente, as válvulas também tem a importante função de impedir o refluxo sanguíneo. No momento da sístole atrial, as válvulas atrioventriculares (tricúspide e bicúspide) estão abertas para permitir a passagem do sangue, e as valvas pulmonar e aórtica se fecham para impedir o refluxo sanguíneo. Na sístole ventricular, acontece o contrário, as válvulas atrioventriculares se fecham enquanto as pulmonares e aórticas se abrem.

Importante lembrar ainda que na diástole o coração se enche de sangue pelo relaxamento do musculo cardíaco e abertura das válvulas.

De maneira resumida, o ciclo cardíaco engloba a sístole atrial, a sístole ventricular e a diástole ventricular.

Vascularização


A vascularização do coração é feita pelas artérias e pelo seio coronário.

Existem duas artérias coronárias, que se ramificam da artéria aorta e tem esse nome por percorrem o sulco coronariano. A artéria coronariana direita, por sua vez, divide-se em mais duas, a artéria marginal direita e a interventricular posterior. Já a coronária esquerda não se divide como a direita e é mais bem visualizada no ápice da aurícula esquerda.

O sangue venoso do coração é recolhido por diversas veias que se unificam na veia magna do coração. Tal veia termina por desembocar no átrio direito e sua terminação final forma uma dilatação que recebe o nome de seio coronariano ou coronário.

O seio coronário também recebe a veia media do coração e a veia pequena, ambas margeiam o musculo cardíaco em diferentes localidades. Também existem as veias mínimas do coração, de tamanhos ínfimos que desembocam diretamente nas cavidades cardíacas.

Inervação


O sistema de nervos cardíacos ocorre em duas dinâmicas diferentes: uma externa e outra interna, sendo esta última exclusiva do coração.

A inervação extrínseca deriva do sistema nervoso autônomo, sendo composto pelos nervos cardíacos simpáticos (3 cervicais e 4,5 torácicos) e pelos nervos parassimpáticos (2 cervicais e um torácico). O primeiro tem a função de acelerar os batimentos cardíacos e o segundo tem a função de retardar os mesmos.

A inervação intrínseca é a responsável pelo contínuo bater do coração. Tem origem em uma rede de fibras nervosas auto excitáveis, chamadas de marca passo cardíaco. Essa rede de fibras nervosas é ligada a dois nódulos que são os responsáveis pelos estímulos elétricos, o nódulo sinoatrial e o nódulo atrioventricular, ambos situados no miocárdio do átrio direito.


A excitação para o batimento inicia-se no nodo sinoatrial, sendo propagado pelas fibras nervosas até o nodo atrioventricular. Do átrio ventricular, parte para o restante do coração, se comunicando com o lado esquerdo através do feixe de His.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Sistema Circulatório - Parte 2

Continuação da matéria sobre o sistema circulatório. Por ser grande, a postagem sobre o coração será dividida em duas.
Lembramos que a fonte principal é o site auladeanatomia.com.

Coração

O coração é um órgão relativamente pequeno, pesando cerca de 250g em mulheres adultas e 300g em homens adultos. Suas medidas são cerca de 9 cm de largura por 12 de comprimento e 6 cm de espessura na parte mais ampla.

O coração está apoiado sobre o diafragma, entre o revestimento dos pulmões, sendo 2/3 de sua massa mais à esquerda do corpo.

O ápice do coração é a parte mais pontuda, situada para baixo. A base do coração está voltada para cima, e é representada pela parta mais larga. Nela estão os grandes vasos do coração.

O coração é formado por três camadas e possui quatro câmaras internas, além de uma membrana que protege o coração, o pericárdio. O pericárdio possui duas partes principais, o pericárdio fibroso e o seroso.

O pericárdio fibroso é mais superficial. Constitui-se de tecido conjuntivo, e é denso e resistente. Ele é preso ao diafragma. Já o pericárdio seroso é mais fino e delicado que o fibroso. Ele tem uma dupla camada, a parietal, mais externa e fundida ao pericárdio fibroso; e a camada visceral, mais interna, que adere à superfície do coração e é também chama de epicárdio.

As três camadas que constituem o coração são o epicárdio, miocárdio e endocárdio. O epicárdio é a camada mais externa, de aspecto contínuo, constituída por tecido seroso. Conforme dito anteriormente, o epicárdio também pode ser considerado como a parte visceral do pericárdio seroso.

O miocárdio é o próprio músculo do coração, responsável pelo bombeamento do sangue. Sua constituição se chama músculo estriado cardíaco.

Endocárdio: superfície lisa e brilhante mais interna do coração, que entra em contato direto com o sangue e permite que o mesmo escoa facilmente entre as câmaras cardíacas. É formado por tecido epitelial sobre uma camada de tecido conjuntivo. Forma uma tela continua com os vasos que entram e saem do coração.

As quatro câmaras internas do coração recebem o nome de átrios e ventrículos. Os átrios estão mais acima dos ventrículos e são responsáveis por receber o sangue. Os ventrículos bombeiam o sangue para fora do coração.

Cada átrio possui uma estrutura enrugada em sua face anterior chamada de aurícula, que serve para amortecer o impacto da entrada do sangue.

Os átrios são separados por uma parede chamada septo interatrial, enquanto que os ventrículos são separados pelo septo interventricular.

Átrio direito


O átrio direito recebe o sangue venoso, rico em dióxido de carbono (gás carbônico). Tal sangue chega no coração por três veias, as cavas superior e inferior e o seio coronário.

A veia cava superior recebe o sangue da cabeça e parte superior do corpo, enquanto que a veia cava inferior recebe o sangue do abdômen e membros inferiores. O seio coronário recebe o sangue que nutriu o miocárdio e o deposita também no átrio direito.

O átrio direito possui uma parede mais lisa na parte anterior e uma parede mais rugosa na parte posterior, devido a presença de cristas musculares, os músculos pectinados. Na parte mediana encontra-se ainda uma depressão chamada fossa oval.

O átrio ainda possui uma válvula que faz a comunicação com o ventrículo chamada de válvula tricúspide, pois possui três válvulas ou cúspides.

Os orifícios onde as veias cavas desembocam no átrio direito se chamam óstios das veias cavas. E o orifício onde o seio coronariano desemboca se chama óstio do seio coronariano. No óstio do seio coronariano encontramos uma lamina que impede o refluxo do sangue; tal lamina se chama válvula do seio coronariano.

Átrio esquerdo


O átrio possui parede fina e suas paredes são inteiramente lisas. Possui a válvula mitral, responsável pela comunicação do átrio esquerdo com o ventrículo esquerdo. A válvula mitral possui apenas duas cúspides, sendo chamada também de bicúspide.

O átrio esquerdo recebe o sangue oxigenado dos pulmões através de quatro veias chamadas veias pulmonares.

Ventrículo direito


Constitui a maior parte da porção anterior do coração. Sua parede é recoberta por uma series de feixes elevados de fibras musculares chamadas trabéculas carnosas.

No ventrículo direito é onde encontramos a válvula tricúspide. Como diz o próprio nome, possui três cúspides, a anterior, posterior e uma septal.

Cada cúspide representa uma estrutura irregularmente triangular, esbranquiçada e presa ao ventrículo nos músculos papilares através de filamentos chamados cordas tendíneas.

Ventrículo esquerdo


O ventrículo esquerdo é o que dá a forma do ápice cardíaco. Assim como o direito, também possui cordas tendíneas e músculos papilares que fixam a válvula bicúspide ou mitral.

O sangue que sai do ventrículo esquerdo vai para a maior artéria do corpo, a artéria aorta ascendente. Interessante saber que a aorta também possui uma válvula semilunar formada por três partes, esquerda, direita e posterior.

Da artéria aorta, parte do sangue vai para as artérias coronarianas e daí para a parede cardíaca, e parte segue para o arco da aorta e para a aorta descendente. Desses lugares, partem ramos que levam sangue para o restante do corpo.

O ventrículo esquerdo recebe o sangue oxigenado e tem a função de bombeá-lo para o restante do corpo. Por ter que levar o sangue para todos os órgãos do corpo, o ventrículo esquerdo é mais espesso e desenvolvido que o direito.