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domingo, 6 de janeiro de 2019

A Teria da Análise como Aporte à Aplicabilidade Prática do Trabalho

O estudo do valor no domínio da beleza e da arte possui um critério pessoal de avaliação subjetivo delineado pela imaginação e pode criador. Através de suas experiências pessoais o homem mostra subjetivamente o que pensa do mundo, e como deveria ser; pelo produto de sua imaginação criadora expressa pelos símbolos ou reproduz a vida e a experiência humana de modo figurativo pela imitação e representação da mesma forma de uma maneira concreta e real.

A Dança, arte de movimento, se projeta no tempo e espaço, se ajusta à esta classificação em representações figurativas-concretas, reais ou abstratas, simbólicas, subjetivas.

Projetando, pois, a arte em toda extensão e amplitude de valores traz a sua essência o enfoque significativo que permeia verdades empíricas através de afirmações éticas, estéticas, religiosas, metafóricas. Isto tem, portanto, o caráter normativo e orientador do comportamento uma vez que desempenha papel vital na vida das pessoas. A perspectiva é de que o empirismo lógico e a análise linguística tenham servido como respaldo filosófico à teoria aplicada à operacionalização da proposta de trabalho, leva-nos a planos de análise destas correntes filosóficas.

Passamos a analisar os pressupostos dentro da linha de pensamento desenvolvido, das verdades abordadas e das concepções delineadas no trabalho.

Pela teoria da verificação do empirismo lógico através do método direto da percepção sensorial foram aplicados aos laboratórios experimentais e exploratórios na vivência do corpo na aprendizagem comportamental através dos conteúdos emotivos.

Nossas conclusões sobre o resultado da objetividades do trabalho fora respaldado pela observação a nível comportamental de mudança na conduta dos alunos.

A filosofia da análise linguística esclarece a linguagem e o significado das frases e expressões do discurso corporal. No presente trabalho a análise linguística reavaliaria a linguagem especialmente usada no discurso corporal com adaptação, ajustamento, inter-relação, interação, etc. de modo a permitir entender a sutileza de corporeidade do homem no mundo e os processos usados para atingi-los. Assim as declarações éticas são significativas na medida que a moralidade é fator indispensável à vida. Declarações éticas tem definidas funções linguísticas para orientar o comportamento pois a moralidade e beleza desempenha papel vital na vida das pessoas.

A análise linguística localiza as fontes de perplexidade filosófica e aplica-se através de jogos linguísticos, casos padrões ou paradigmas; separa o uso que se refere ao significado da utilização que ao discurso. O papel do educador deverá ser a de investigador das divergentes finalidades dos termos do discurso.

Por exemplo, o termo adaptação é revestido de um sentido lato, abrangente e poderá ter várias conotações como discordância, discussões, confusões.

Passando em análise poderemos ver a ambiguidade do termo adaptação pela:
Perda de identidade;
Ajustamento social sem renovação do meio;
Adaptação mental – indivíduo saudável.

O termo usado para conceituar determinados aspectos do trabalho seria o da adaptação consubstanciada por um conceito em educação onde estudantes individuais se esforçam para encontrar sua manutenção e realização mediante pactos com problemas ambientais e sociais que defrontam no dia-a-dia.

A psicologia da adaptação esclarece que o termo depende do significado, da especificidade de adaptação do termo central para a teoria. No caso em pauta seria as relações adequadas do indivíduo com o seu meio e ou as relações adequadas entre fatores que compões e estruturam a personalidade.

Neste último caso depende do mecanismo de adaptação interna com diminuição das tensões (equilíbrio psíquico), a adaptação externa com processo de alternações para ajuste ao meio ao satisfazer às exigências do mesmo (evasão ou defesa).

Nesta análise podemos constatar que a linha filosófica gerou a linha psicológica e esta retorna à mesma para aplicar a teoria do conhecimento à educação.

Conclusão

A ideia de canalizar o trabalho desta monografia pela análise das correntes filosóficas que serviram de respaldo à proposta da Dança e os parâmetros de estruturação das dimensões corporais e suas relações afetivas- uma proposta para a Dança/Educação foi com intuito de tentar responder a uma indagação pessoal: Quais as ideias e correntes filosóficas que extrapolaram ou foram permeadas? Qual o meio usado para expressar uma realidade subjetiva aplicada a realidade objetiva e veicular a dança na educação?

Após o estudo detalhado das correntes filosóficas e um mergulho profundo nas raízes das mesmas, percebo que o trabalho elaborado brotou espontaneamente, conduzindo-se à cada etapa o que nos faz crer que as correntes, escolas filosóficas se inter-relacionam e servem de subsídios entre uns e outros.

A evidência mais forte de que algumas correntes serviram de aporte mais consistente às ideias e concepções elaboradas na linha do trabalho proposto, decorrem do conteúdo que se emaranhavam com a operacionalidade prática entre uma e outra, crescendo em circuitos que ora se fecham, ora se abrem em qualidade, quantidade. A amplitude dos conteúdos servem  de estímulos ou ictus iniciais, o outro que renascem em sucessões e crescem, quase que infinitamente.

Tomando por base Commenius, as correntes filosóficas se manifestam no homem como se fossem “arquétipos divinos” facultando ao mesmo programar suas necessidades e organizar suas ideias para encontrar o significado no domínio global do pensamento e da ação.

O filosofar é inerente ao homem e a moralidade é um fator indispensável à sua vida: a moralidade e a beleza desempenham um papel vital na vida das pessoas, uma vez que a moral e a beleza são inerentes ao homem. A filosofia lembra na linha de Yung como os arquétipos diversos manifestaram no homem de forma a orientá-lo. Nesta análise percebo que todas as correntes filosóficas têm pontos comuns. Uma serve de subsídio ao início da outra e elas coexistem para apoiar à educação.

Para o nosso atual propósito – a conscientização das correntes filosóficas que serviram de aporte ao trabalho - foram questionadas e examinadas com atenção as correntes filosóficas tradicionais, os pensamentos mais recentes e as teorias educacionais contemporâneas, cujos conteúdos são expressões nas sínteses a seguir mencionadas.

A filosofia prescritiva e normativa, recomenda valores e ideias, qualidades inerentes ou próprias às próprias coisas ou se são projeção de nossa mente. Os filósofos prescritivos avaliam os fatos, analisam os processos de “natureza” global do homem como universos materiais, mundo das relações sociais, mundo das artes, drama.

A filosofia especulativa serve de aporte à busca do ser humano impulsionado pela curiosidade intelectual e pelo desejo de ordem, de busca de verdades; é a tentativa de pensar de modo mais genérico e sistemático em tudo o que existe no universo – planejado ou sem significado.

A filosofia crítica ou analítica examina os conceitos com a mente, ou, causa; esclarece o que sabemos e assinala a incoerência em expressões e termos do discurso corrente como as expressões adaptadas, necessidade e conceitos morais e juízo de valores.

O ciclo de mudanças sociais muda também o desejo e aspirações do homem. Esta influencia a escola – instituição social – que serve na dinâmica deste ciclo social. A maneira com que nos posicionamos neste ciclo determina a nossa concepção filosófica e consequentemente a nossa aspiração valorativa.

Concluímos que a maneira com que julgamos os valores determina a nossa postura axiológica que veiculam as correntes pedagógicas fundamentais em uma só verdade. O cerne de uma filosófica é que direcionam a maior compreensão do fenômeno educacional para situá-lo na educação de modo a veiculá-la de forma mais eficaz em abrangência qualitativa e quantitativa.

A partir do estudo analítico-crítico das correntes filosóficas que influenciaram o discurso educacional em pauta, podemos apreender a principal finalidade do mesmo e buscar, através da originalidade do trabalho, uma educação mais autêntica no encontro e relação interna dos dois serem, educador e educando. A busca da verdade deve atrair educando emocional e intelectualmente, na tentativa de proporcionar a conquista de sua liberdade e torná-la parte integrante dele próprio, mais social uma vez que é auto-limitação da liberdade através da conscientização de verdade que leva à socialização.

Pautando, após a nossa análise crítica, no estudo das linhas filosóficas abordadas, concluímos que os conceitos elaborados no trabalho em tela contêm conceitos:

Antológicos, pois enfocam o mundo das coisas sensíveis e, portanto, dos seres reais, cujo aporte seria as teorias metafísicas;
Epistemológico, através da teoria do conhecimento, aborda o mundo nas ideias, dos seres ideais;
Axiológico, através da teoria de valores cuja relação sujeito x objeto e afetiva cuja característica é a consciência e o sentido (significado) que um dos seres tem dessa relação.

O pensamento Kantiano, através de seu imperativo categórico, fecha o círculo das linhas de pensamento, pois, em nossa visão, parece encerrar em si o substantivo, a essência mais significativa de todas as linhas filosóficas: não estará contido em todas elas de forma camuflada o princípio da finalidade do homem, da universidade e da socialização através do impulso moral?

Ao educador cabe conduzir ao aluno através do imperativo categórico de ser-no-mundo-com-os-outros.

O presente enfoque é muito dialético e profundo. Dado estes dois principais aspectos, há uma dificuldade em delimitar sua essência. Entretanto, a análise do mesmo clareou alguns aspectos ainda dúbios para nós.

O resumo do mesmo, compreende a delimitação da essência epistemológica da arte/educador; ação de se conhecer e apropriar do objeto e de sua reconstituição e sua relação afetiva com sujeito/objeto. Neste modo de veicular a educação, através da Dança, buscamos nos apropriar da linguagem específica. A linguagem veicularia a possibilidade de renovar e reestruturar e ligar a proposta à visão, palco de processo de crescimento da humanidade que passa a SER e ESTAR no mundo. Portanto, a proposta permitiria promover o engajamento interior e exterior de nível de grupo, através da linguagem de corpo.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Fundamentos Filosóficos

O que é Filosofia

A palavra filósofo, que significa aquele que ama a sabedoria, foi criada por Pitágoras. A filosofia também pode ser entendida como a busca pelo ouro, sendo o saber o ouro tão desejado. E o método para se encontrar esse ouro seria o raciocínio lógico, racional.

Ao filosofar, perguntamos “o quê”, “como” e “por que”. E não podemos ter em mente que a filosofia irá encontrar a resposta de todas as coisas. E tampouco podemos dizer “eu acho”. Muito menos viajar em pensamentos aleatórios.

Algumas considerações sobre a sabedoria, objetivo máximo da filosofia: Ela pode ser ensinada, não é privilégio de alguns poucos e só é obtida através de raciocínio lógico. A sabedoria também busca o porquê de todas as coisas.

Antes de Sócrates, temos os filósofos da natureza. Tais filósofos se preocupavam em buscar um princípio universal de todas as coisas. Os mais notáveis são Pitágoras, Tales de Mileto e Heráclito.

O mais antigo de todos, Tales de Mileto, acreditava que a água fosse o princípio básico de tudo, o ponto de partida para o surgimento de todas as coisas. Depois dele, Pitágoras dizia que os números são o princípio fundamental do universo. Heráclito acreditava no dinamismo das coisas, no devir, na mudança constante.

A partir de Sócrates, há mudança de foco na filosofia. Os mais importantes filósofos da era antiga são Sócrates, Platão e Aristóteles.

Exigências da Reflexão Filosófica


O objetivo fundamental do estudo de filosofia é aprender a pensar. Não aprender uma série de definições e conceitos, mas sim aprender a filosofar.

Podemos resumir filosofar como retomar, analisar cuidadosamente, refletir com rigor, ponderar e examinar detidamente e globalmente. Todos esses como passos do processo filosófico de pensamento.

A filosofia é antes uma reflexão radical sobre os problemas sociais. Enquanto que a ciência estabelece leis, a filosofia é um método de raciocínio que pode ou não levar à formulação das leis da ciência. A filosofia da educação, por exemplo, vai refletir sobre os problemas do meio educacional.

No estudo da filosofia, encontramos três tipos de conhecimento. O primeiro é o conhecimento vulgar, que decorre da observação popular do mundo a sua volta. Não tem rigor nem método em suas conclusões. Temos também o conhecimento científico, que utiliza uma metodologia sistemática para a produção do conhecimento. O conhecimento filosófico também utiliza rigor em seu conhecimento, porém não formula leis e nem chega a uma conclusão final.

A reflexão filosófica se assemelha a afirmação de Descartes, penso, logo existo (Cogito Ergo sum).

Contrária a Descartes, a doutrina ceticista afirma que conhecimento nenhum pode ser alcançado pela mente humana. Toda observação e conclusão humana é fruto de aparências e ilusões segundo tal doutrina.

Hume, por sua vez, acreditava que a realidade que vivenciamos é produto de nossas reflexões psicológicas. Já Immanuel Kant colocava a realidade acima dos nossos próprios pensamentos. Para Hegel, a razão é o fundamento da realidade: “todo real é racional e todo racional é real”.

Período Clássico da Filosofia Antiga


Retomando o que já foi dito anteriormente, as três principais mentes filosóficos do período antigo são de Sócrates, Platão e Aristóteles, em ordem cronológica. Vamos falar em sequência de cada um deles.
Sócrates nasceu em Atenas, no ano de 470 A.C. e foi condenado a morte em 399 A.C., por conta de seus ensinamentos. Foi mestre de Platão.

Sócrates rompeu com a preocupação de estudar o mundo físico, recorrente nos filósofos anteriores. Seu maior objetivo eram os conceitos metafísicos. Uma vez que não escreveu nada, tudo o que sabemos sobre é graças aos escritos Platão.

Sócrates praticava a filosofia em locais públicos, conversando com que aparecesse no momento. Seu método de ensino consistia na ironia e maiêutica. Era basicamente o seguinte: Sócrates indagava a pessoa sobre algo específico e questionava sobre aquilo que acreditava como certo. Essa era a ironia. Depois de mostrar à pessoa, através de perguntas, que ela poderia não estar certa, vinha o nascimento interior sobre o que poderia ser mais correto, ou seja a maiêutica.

Maiêutica significa o nascimento, surgimento das ideias.

Só sei que nada sei era uma das afirmações de Sócrates. Apesar disso, foi acusado de zombar dos deuses e de corromper a juventude e por isso foi condenado pela sociedade ateniense a beber veneno de cicuta. Acredita-se que o seu conflito com os sofistas também tenha contribuído para sua morte.

Os sofistas eram sábios que na época cobravam para ensinar seus conhecimentos, ao contrário do que Sócrates fazia. Ensinavam principalmente oratória e retórica. Prótagoras, expoente sofista, afirmava que o homem era a medida de todas as coisas, ou seja, que o homem estava ao centro do universo. Górgias, da atitude ceticista, também era um sofista.

O atrito entre Sócrates e os sofistas estava justamente na relatividade com que estes tratavam a verdade. Para Sócrates, e para a filosofia atualmente, os conceitos deveriam ser universais.

Vamos falar agora de um dos discípulos de Sócrates, Platão, o filósofo das ideias.

Para Platão, o mundo em que vivemos é apenas uma sombra de outro mundo de formas perfeitas, o mundo das ideias. Nesse mundo, cada ideia é como que o molde original de onde os outros materiais surgiram, como por exemplo a ideia da cadeira consiste na cadeira perfeita que deu origem as outras cadeiras que existem em nossa realidade.

Esse mundo ideal seria o objetivo do conhecimento cientifico e filosófico, episteme. O mundo sensível, nosso mundo, é a doxa, fruto de aparências. O célebre mito da caverna, de autoria de Platão, retrata esse conceito, onde cada sombra na caverna é como que uma representação da realidade em que vivemos, mera sombra do real mundo das ideias.

Platão também criou a cidade/estado (pólis) perfeita. Nela, cada um teria sua função, de acordo com o conceito de justiça criado por ele, e a cidade seria governada por filósofos.

Platão também teve um discípulo de impressionante genialidade: Aristóteles (384-322A.C.).

Aristóteles discordou de seu mestre quanto ao mundo das ideias. Para Aristóteles não existe um mundo de formas ideais como propôs Platão, mas cada ser tem em si mesmo sua própria essência. Dessa forma, cada ser teria sua existência dividida em dois planos: o essencial, que dá a cada um sua característica de como ele é; e o acidental, que está no indivíduo mas não é essencial. Podemos usar de exemplo o fato de uma cadeira ser verde, outra amarela, etc.

Apesar de ter estudado 20 anos na Academia de Atenas, Aristóteles era da Macedônia. E isso o impediu de substituir Platão na direção da mesma após a sua morte, pois os atenienses não gostavam de estrangeiros. Fundou mais tarde outra academia, chamada de Liceu.

Outra característica da filosofia aristotélica é a divisão da matéria em ato e potência. Segundo ele, toda ser existente contém em si o ato, que representa seu estado atual, e a potência, que é o que ele pode vir a se transformar posteriormente. O barro é o ato de barro e a potência de se transformar em tijolo. O tijolo por sua vez é o ato tijolo e a potência de se transformar em casa, etc.

Ideologia


A ideologia também faz parte do estudo da básico de filosofia. De acordo com o ponto de vista filosófico, existem três tipos fundamentais de ideologia: a falsa verdade, um saber cheio de lacunas.


A importância da ideologia é algo a ser refletido, pois muitas vezes ela é usada como meio de opressão e controle. Para esclarecer isso, podemos citar o comunismo, o nazismo e até mesmo o capitalismo como exemplos de ideologia de controle. O capitão América e o super-homem também podem ser vistos como exemplo de ideologias. 

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Filosofia Moderna III - Empirismo

Empirismo


A seguir veremos o que essa corrente filosófica que se denomina empirismo, seus principais fundadores e a época em que surgiu.

O empirismo conta com dois nomes entre os seus principais fundadores: John Locke e David Hume. O primeiro era um inglês nascido em 1632 e morto em 1704, ardoroso defensor do liberalismo econômico. David Hume nasceu em Edimburgo no ano de 1711 e viveu até 1776. Além do empirismo radical, Hume também ficou conhecido pelo ceticismo filosófico.

O empirismo de caracteriza por ser uma corrente filosófica contrária ao Racionalismo, pois acredita que o conhecimento não parte do raciocínio logico e sim das experiências do ser humano com o mundo físico.

Segundo o empirismo, o ser humano nasce como uma folha em branco, que vai sendo preenchida de acordo com as experiências que ele tem na sua vida. A combinação de experiências vai gerando na mente do ser humano uma visão do mundo que aos poucos vai se tornando mais complexa e detalhada.

Hume também explicava que a experiência humana se baseia em dois tipos diferentes: as impressões e as ideias. As impressões são como que derivadas da experiência original e as ideias seriam recordações dessa sensação proveniente da experiência primaria.

Ainda de acordo com o Empirismo, todo o conhecimento gerado pelo ser humano em nossa mente é proveniente dos nossos sentidos. Com outras palavras, os nossos sentidos são as ferramentas usadas pelo corpo para a ocorrência das experiências que irão gerar conhecimento em nós.

Hume tinha a preocupação de examinar as ideias geradas pelos nossos sentidos pois o ser humano pode juntar experiências diversas e com elas criar a ideia complexa de algo que na realidade não existe. Sua análise consistia em descobrir se as ideias formadas têm ou não uma experiência correspondente para, a partir daí, determinar se elas são verdadeiras ou falsas.

De acordo com tal raciocínio, Hume afirmava que a ideia de Deus, por exemplo, é falsa, pois não existe nenhuma experiência sensível que comprova Sua existência.

De maneira sucinta, podemos dizer que o empirismo afirma que o ser humano nasce sem conhecimento algum e tudo o que ele aprende se dá através de experiências como o meio externo, que ocorrem através dos nossos sentidos.

A seguir, teremos uma visão resumida do que é o racionalismo para facilitar os estudos. Lembrando que o racionalismo foi tratado anteriormente nesse mesmo texto.

Para compreensão do racionalismo é necessário primeiro entender a mudança de estrutura que permitiu o surgimento de tal corrente filosófica. Uma dessas mudanças está na forma de pensar: enquanto o homem medieval acreditava num mundo onde Deus estava no centro de todas as coisas, o homem moderno crê no que chamamos de antropocentrismo, no qual o homem é o centro de tudo.

No racionalismo, a verdade está presente no raciocínio do próprio homem. Existem, porém outras teorias gnosiológicas (chamamos de gnosiologia o estudo da origem do conhecimento):

·         Dogmatismo: baseia-se na crença da verdade pela fé

·         Ceticismo: nega há possibilidade de se obter conhecimento

·         Relativismo: prega que não existem verdades universais, apenas verdades baseadas no ponto de vista das pessoas

·         Pragmatismo: toma como verdade aquilo que é útil no momento.

O racionalismo, que prega o conhecimento a partir da razão, afirma que existem duas formas de se obter o conhecimento: inatismo, que correspondem as ideias que nascem com o indivíduo; e o conhecimento a priori, derivada da razão e que não participa do conhecimento sensível.

O racionalismo cartesiano tem algumas características específicas, como por exemplo a divisão do método de estudo em 4 regras fundamentais: evidência, análise, síntese e enumeração. Tal método para Descartes deveria partir de princípios matemáticos.

Outra característica cartesiana importante para se guardar é a de que a existência do ser humano é provada pela capacidade de pensar (cogito, ergo sum).

Descartes também conclui que Deus existe a partir da ideia de um ser perfeito, capaz de conhecer todas as coisas, diferentemente do homem, que apesar de pensar não é capaz de conhecer tudo.


Filosofia Moderna: Empirismo e Iluminismo



Enquanto que no Racionalismo moderno, que teve com Descartes seu maior filósofo, o ponto de partida era o ser pensante, O empirismo nega toda essa ideia, afirmando que o conhecimento da verdade não parte do raciocínio interno das pessoas e sim da experiência sensível.

De uma maneira mais detalhada, tal experiência ocorreria de duas formas: a percepção do mundo externo através de nossos sentidos e o exame interno de nossas atividades mentais.

No iluminismo, temos Jean Jacques Rousseau como o seu maior filosofo. Ele nasceu na Genebra em 1712, mas na França que escreveu suas principais, entre elas O contrato Social e O discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens.

No contrato social, Rousseau descreve a maneira como um soberano deve comandar a nação, que segundo ele é de acordo com a vontade geral do povo. Já no Discurso, Rousseau valoriza os valores de uma vida natural e critica a corrupção.

De acordo com Rousseau, é a educação que vai determinar o caráter de um homem. Segundo ele, o homem nasce naturalmente e é corrompido pelo artificialismo da civilização.

Tal corrupção aconteceria pela pressão social exercida sobre o indivíduo desde o seu nascimento e pela corrupção que, se for malfeita, pode desvirtuar uma pessoa. De acordo com Rousseau, a natureza educa os sentidos enquanto que o ensino educa a mente e a experiência molda o comportamento.

Rousseau ainda dizia que o homem nasce acorrentado a normas e valores impostos pela civilização, sendo tarefa da filosofia dar liberdade ao homem fazendo-o voltar a sua instintividade natural. Rousseau acreditava que história da humanidade seria na realidade uma degeneração ao invés de evolução, e que a única vantagem da vida em sociedade era a união das forças individuais.

Na sua obra O contrato Social, ele defende a liberdade e o respeito as normas comuns, dizendo que as leis de tal contrato deveriam ser impessoais para garantir o direito de todos. Ainda na obra, Rousseau afirma que cada indivíduo deve renunciar à própria liberdade em prol da liberdade dos outros.

Ao longo da história da humanidade, os direitos naturais do ser humano vêm sendo ofuscados pela artificialidade da vida em sociedade. Direito natural corresponderia a um direito garantido pela natureza aos seres humanos e válido em qualquer lugar. Ao passo que os direitos civis regulariam as relações das pessoas em situação de equilíbrio.

O direito civil teria surgido para estabelecer mais justiça nas relações interpessoais e para que possa ter validade é necessário que haja igualdade e respeito entre os homens.

Rousseau dizia que a corrupção se inicia no momento em que o homem começa a viver numa solidão bucólica. E ainda de acordo com ele, um Estado maior e com mais eficiência seria o responsável por ter um povo maior e mais eficiente.


Por último, Rousseau dizia que a justiça somente seria possível com a participação popular, até mesmo para evitar o sufocamento da população com a soberania do Estado. E que as injustiças sociais derivam da tentativa de falsear a lei e a justiça.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Filosofia Moderna 1 - Rousseau

Os posts da seção Filosofia Moderna destinam-se a complementar os estudos sobre a matéria para estudantes do Ensino Médio e alguns cursos que tenham Filosofia Básica em sua grande curricular.

O presente artigo tem a finalidade de aprofundar os conhecimentos acerca de um dos mais importantes pensadores do período moderno. Antes de falarmos de Rousseau, porém, vamos recapitular um pouco sobre o racionalismo e o empirismo. O racionalismo, que teve René Descartes como seu maior expoente, prega que o ponto de partida conhecimento é o sujeito pensante. Já o empirismo nega tal afirmação e a existência de ideia inatas.

De acordo com o empirismo, o conhecimento depende da experiência sensível, e provem de duas fontes: a percepção do mundo exterior e o exame interno de nossa consciência.

Jean Jacques Rousseau nasceu em Genebra, Suíça, em 1712. Transferiu-se para a França em 1742, local de grande parte de suas obras, entre elas o famoso contrato social.

No contrato social, Rousseau afirma alguns preceitos para que o a população de uma nação viva com equidade e justiça. Entre esses preceitos, ele afirma que um soberano deve conduzir sua nação de acordo com a vontade geral do seu povo. Uma outra obra importante de Rousseau e que trata de tema parecido se chama O discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens.

Neste, Rousseau fala sobre a diferença entre a vida natural e a vida artificial. Para ele, a educação tanto pode ensinar valores corretos para o homem como também pode corrompe-lo. Por último, Rousseau acredita que a civilização é responsável por tornar a vida artificial, pois ela exerce pressão sobre a mente do indivíduo desde o seu nascimento.

Entre os ensinamentos de Rousseau, é constante o enfoque na educação, que tanto pode moldar o homem para o bem como para o mau. De acordo com o que acreditava, a natureza e a experiência seriam responsáveis por educar os sentidos e o comportamento, enquanto que a educação formaria a mente.

Em seu estado natural, o homem nasce livre. Dentro da sociedade, ele se acorrentado a normas, leis e valores morais. A filosofia tem a função de libertar o homem dessas correntes e trazer o homem de volta ao seu estado natural.

Rousseau desacreditava tanto na civilização que a história da humanidade não como uma evolução, mas sim como uma degeneração. Para ele a única vantagem de viver em sociedade é a possibilidade de unir as forças individuais.

Voltando na obra o contrato social, nela encontramos preceitos que garantem ao homem a liberdade, o respeito a igualdade ás normas estabelecidas. Entre tais preceitos, está a reciprocidade, que deve ser a base de uma sociedade. Também afirma a impessoalidade que deve ter as normas do contrato.
Rousseau também discute um pouco sobre os direitos naturais e os direitos civis. Para ele, o direito natural é constantemente sufocado pela artificialidade da sociedade ao longo da história.
Direito natural representa tudo aquilo que é permitido ao homem de acordo com a natureza e que em razão disso é válido em qualquer lugar.

Já o direito civil existe para regular as relações entre indivíduos que estão em situações de equilíbrio.
O direito é criado para permitir mais justiça nas relações entre as pessoas. E sua obediência somente se dá se for fundada na igualdade e respeito entre os pares.

A solidão bucólica é a causa da corrupção para Rousseau. Ele também acreditava que um Estado maior e mais eficiente terá uma população mais eficiente também.

A aplicação da lei e da justiça dependem primordialmente da participação popular. Também é com a participação popular que se evita o excesso de soberania do Estado. Finalmente, devemos saber que toda injustiça decorre da tentativa de falsear a justiça.


Poder


O poder é representado pelo direito de mandar ou agir. Também pode ser entendido como a capacidade, possibilidade ou autoridade de para fazer algo ou mandar, que impera mesmo sem a vontade de ambas as partes.

Resumindo, o poder é exercido sobre pessoas subordinadas e consiste em impor a vontade própria sobre os demais.

Poder e autoridade são conceitos diferentes e não devem ser confundidos. Enquanto o poder obriga a pessoas a agirem por dever, a autoridade influencia os outros a agirem espontaneamente.

O Estado é a organização que mais concentra poder atualmente. O poder dos Estado é dividido em três categorias: poder executivo, legislativo e judiciário.

Historicamente, o poder sempre esteve presente na humanidade, com variações ao longo do tempo. As formas de poder de antigamente são distintas das atuais.

Os agrupamentos sociais mais primitivos tinham seu poder baseado na força e na experiência. Já o poder das civilizações antigas até as atuais tem seu poder baseado na economia, ciência, religião ou família dominante.

Algumas das principais formas de poder encontradas atualmente: poder político, social, econômico e religioso. A seguir vamos estudar cada um deles detalhadamente.

O poder político é o poder do Estado. Conforme já foi dito, divide-se em três esferas e poder visar os interesses de todos ou de alguém particular que está no comando.

O poder político pode se manifestar de forma violenta, através de guerras, revoluções ou golpes de estado; ou de forma pacifica, por eleições ou plebiscitos. A forma violenta é característica de sociedade mais primitivas, atualmente há uma predominância pela democracia e sua forma pacífica de poder.

O Estado pode exercer diferentes gêneros de poder. O poder não dominante é um desses gêneros, e está presente em sociedade que não tem um estado consolidado. Por não ser coercitivo, esse poder não tem muito afirmação e rapidamente se desmancha.

O poder dominante é o mais utilizado nas nações. Caracteriza-se por ser imperativo e exclusivo, sem concorrentes. Utiliza-se de violência e é encontrado no poder político e no poder jurídico.
O poder social tem a função de controlar e conduzir as sociedades. Sua prerrogativa é de que é necessário, pois toda a sociedade pode ser comprometida com a imposição de interesses particulares sobre os interesses públicos.

O poder social só é exercido de maneira justa quando reconhece o interesse coletivo. Para Marx, o poder social atinge os resultados pretendidos quando está de acordo com as leis da sociedade.
Aliás, Karl Marx era um sociólogo alemão que publicou teorias importantes a respeito das formas de poder na sociedade.

O poder econômico se refere à capacidade de influenciar outras empresas ou nações a agirem conforme vontade própria através de especulação financeira. Está ligado a outras formas de poder, como o político.

Não é apenas o poder econômico que está ligado ao poder político. Historicamente também notamos a correlação poder e política em diversos momentos, como na Alemanha de Adolf Hitler e ou no poder religioso, como o vaticano e a igreja católica.

Através do IDH, índice de desenvolvimento econômico, é possível perceber que as nações com melhores qualidades de vida são as nações com maior poder econômico.

Empresas multinacionais são os maiores exemplos de poderio econômico. Uma empresa como o Wall Mart possui poder econômico maior que um país como o Brasil.