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terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Estudo Introdutório às 95 Teses de Martinho Lutero

 "Segundo a tradição luterana que celebra a persona Lutero (1483-1546), as 95 Teses foram afixadas na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg em 31 de outubro de 1517."...






Clique aqui para acessar o texto completo, de autoria de Alexander Martins Vianna, publicada na Revista Espaço Acadêmico - Nº34 - Março/2004. ISSN: 1519.6186

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

A história da Dança - parte 4

Finalizando nossa série sobre a história da Dança

Nova era na História da Dança

A consciência do homem como senhor de si mesmo e do mundo, sepultou os padrões medievais e revolucionou o pensamento e a estética.

Em Florença, Lourenço de Médici lança a moda dos “trionfis” que duravam vários dias.

A coreografia dos triunfos era majestosa e os próprios nobres serviam de intérpretes. Imitando a antiga Grécia, a dança passa a fazer parte da educação dos nobres. Tornava-se necessária a figura do mestre de dança que ensinasse os passos e fizesse a remarcação da coreografia em torno do tema escolhido pelo nobre que o empregava; geralmente eram judeus convertidos.

Batalha analisa que por volta do século XIII, iniciou-se a distinção entre as danças dos camponeses e a dança dos nobres. Basicamente, consistiam nas mesmas danças, contudo, os cavaleiros cultivavam a galanteria e com roupas mais refinadas modificaram os movimentos para adaptá-los à limitação de movimentos no tronco e eliminação das danças altas (executadas com saltos). Este é um ponto de partida para a separação entre as danças populares dos camponeses e as danças eruditas praticadas pelos nobres. As classes camponesas continuavam a ser ensinadas pelas famílias e comunidades e os da corte iniciam um processo de ensino específico de aperfeiçoamento de movimentos, tornando-se cada vez mais complexo seu aprendizado (Batalha, 1928: 28).

De acordo com o gosto vigente, os ballets assim chamados se desenrolavam em torno de temas da antiguidade clássica grega e seu cunho educacional além da educação dos passos e gestos requintados, ora tinham conotações pejorativas ora de exaltação da nobreza. O tema “Circe”, feiticeira lendária, identifica Catarina de Médico como a mesma: ambas tinham o poder de transformar pessoas naquilo que desejassem.

A distinção de danças para indivíduos de diferentes classes sociais proporcionou um acréscimo de contribuições e conhecimentos para os da classe aristocrática que causaram ao ensino um afastamento cada vez maior dos objetivos renascentistas de integrar globalmente o ser humano.

Com o virtuosismo italiano e a finesse francesa, a dança que já se academizara, transforma-se em dança teatral, para espetáculos. Estabelece, assim, um hiato entre a Dança/Educação e a Dança/Arte.
Após a definição do academismo, o ballet se desenvolveu acrescido de novos estilos e influências no estilo.

Segundo Knackfuss (1988, 31), os primeiros estudos científicos aplicados à dança foram efetuados por John Weaver que, em 1721, ao escrever Anatomical and Mechanical Lecture upon Dancing forneceu os primeiros fundamentos para que a instrução de dança se beneficiasse dos conhecimentos do corpo humano.

Em pleno reinado Romântico, no século XIX, a Itália tornou-se centro do ballet e contribuiu com inovações no vestuário para a criação de um código mais completo: são criadas as sapatilhas de pontas e os tutus românticos (saias de gaze leves) que revitalizam os conceitos técnicos pela possibilidade de maior amplitude de movimentos e de leveza na execução.

Baseado na geometria, Carlos Blasis cria o “Code de Terpsicore”. A estrutura do código permitia aos bailarinos executar com precisão os passos e sequências dos movimentos. Os bailarinos, dentro de linhas e ângulos elaboravam as formas do corpo com bases nas cinco posições do pé “en dehore”.

Foi o ensino da Escola Imperial Russa que ligou os elementos tradicionais do ballet aos elementos do folclore russo, espanhol e de outros países permitindo enriquecer o ensino da dança de novos estilos, graças ao genial Petipa e Cocchetti. Assim, o repertório coreográfico exercia exuberância e a criatividade.

Com os Ballets Russos de Diaghilev excursionado pela Europa, Estados Unidos e América do Sul, desencadeia como consequência novas tendências à dança do nosso século. Entretanto, o ensino do Ballet como arte teatral sempre objetivou a preparação de profissionais para espetáculos, exigindo de seus executantes determinada somatotipologia que deveria atender as características dos métodos, cuja nomenclatura é ensinada em francês.

A partir do século XIX começa um movimento contra a formalização do aprendizado da dança. As duas correntes, a moderna, que surgia, e a acadêmica tradicional, passam a possuir divergências estruturais em suas teorias fundamentais filosóficas onde são exigidos aos professores competências diferentes de ensino. É que o Impressionismo, que influenciava outras manifestações artísticas também se estabelece entre a arte de dançar. Com características bem diversas, a nova tendência da Dança se originou de princípios filosóficos a partir das teorias Rousseau, Marx, Darwin e convergem para o movimento expressivo do homem, introduzindo ao ensino da dança outros valores e atitudes e, consequentemente, habilidades e conhecimentos mais abrangentes das possibilidades do movimento.

Nesse panorama do século XIX, surgem vários inovadores, dentre os quais se destacam três principais precursores desde movimento de dança.

Jacques Dalcrose, que criou o método denominado “Eurritmia”, descoberta da reprodução dos sons e ritmos reproduzindo-os no corpo que dava liberdade de criação aos alunos. A eurritmia influencia a dança fortemente devido ao preparar, com essa influência, certas correntes do nosso século.

Isadora Duncan (americana), de inspiração filosófica em Platão, cujo ideal era o bem-estar comum através da arte e em Witman cuja ideologia nacionalista previa para o americano ser a civilização do futuro. Com bases no naturalismo de Rosseau, Isadora assim antevia a dança com os movimentos partindo do interior de cada ser de forma impressionista.

Rudolf Laban, que integrando a dança a outras artes, estudou o domínio dos movimentos, criou um sistema de anotações e incluiu elementos interpretativos ao processo de ensino da Dança.

Assim, o ensino da Dança Moderna, segundo as diretrizes de seus precursores, deve ter como base as leis que regem a mecânica corporal; deve ser uma expressão global do corpo, onde a emoção, sensibilidade e criatividade se tornam o foco central, ou seja, se convertem em uma expressão máxima ensejando a possibilidade de se auto realizar e de se autoconhecer exercida de forma contextual pelos que a exprimem.

Dessa forma, a Dança, não mais privilégio de uma classe, se torna uma forma de desenvolvimento e aprimoramento do homem, possibilitando enveredar para os caminhos de sua auto-realização. Assim, o Ensino da Dança Moderna se permitirá integrar o Currículo Escolar.

Para tal, ousamos propor e sugerir alguns princípios, fundamentos e aspectos que cerceiam a Dança da Pré-Escola à Universidade.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

História da Dança - parte 1/4


A Dança na Índia Milenar

Sempre existiu, através do tempo e do espaço, conflitos que se traduziam pela necessidade da disciplina pretendida pelo educador e a liberdade reclamada pelo educando. Foram os filósofos que trouxeram ao campo da pedagogia as influências do Hedonismo. Segundo Penna Marinho, esta visão educacional nasceu após o Renascimento, quando “especialistas especularam sobre os fundamentos da Educação e advogaram para as crianças mais liberdade, mais alegria, mais felicidade, reagindo contra situações em que elas se encontravam perenemente ameaçadas, amedrontadas e castigadas” (Penna Marinho, 1984:42).

Se estudarmos a vida de qualquer povo, das civilizações mais primitivas até nossos dias, encontraremos sempre como expressão de uma cultura e como educação das crianças aos jogos, os desportos e a dança.

As Danças, em todas as épocas da história e/ou espaço geográfico, para todos os povos é representação de suas manifestações, de seus “estados de espírito”, permeados de emoções, de expressão e comunicação do ser e de suas características culturais. É ela que traduz por meio de gestos e movimentos a mais íntima das emoções acompanhadas ou não de música e do canto ou de ritmos peculiares.

Como toda atividade humana, a Dança sofreu o destino das formas e das instituições sociais. Assim, estas perspectivas abrem uma relação entre as peculiaridades, características e o caráter dos movimentos dançantes e o desenvolvimento sociocultural dos povos em todos os tempos.

Desde tempos imemoráveis, a Dança como atividade humana é forma de manifestação, a primeira, também como comunhão mística do homem com a natureza e com os deuses. As expressões dinâmicas das emoções do homem primitivo – dança-ritmo – procuravam estabelecer um encontro consigo, com os outros e com as forças da natureza. Pressionada pelo ritmo natural, a dança na vida do homem primitivo presidia a todos os acontecimentos – nascimento/morte; guerra/paz; cerimônias religiosas e de iniciação; tinham emocionalmente um caráter ritualístico. Esse sentido da dança-magia do homem primitivo, que presidia a todos os acontecimentos de suas vidas visava sempre o mesmo fim: a saúde, a vida, a fertilidade, o vigor físico e sexual marcado pelo caráter religioso, terapêutico, estético e educativo.

Como educação das crianças entre povos primitivos ainda hoje a Dança deve proporcionar situações que lhes possibilitem desenvolver habilidades várias de possibilidades de movimento, exercer possibilidades de autoconhecimento e ser agente efetivo da harmonia entre a razão e o coração.

A dança dos hindus, irmanada aos atributos de Shiva, que juntamente com Brham e Vishnu foram a trindade básica do hinduísmo, é uma concepção filosófica e religiosa. A dança de Shiva foi considerada por Rodin como a mais elevada concepção do corpo em movimento onde quatro braços simbolizam o poder: os dois da direita têm função criativa, estendem-se para abraçar e tocar o “damar” – tambor para despertar a vida; os dois da esquerda manifestam destruição, aponta o inimigo vencido e o outro exige o fogo imolador.

Com o mesmo sentido de criação-destruição-recriação há também a Dança de Krishna, outro deus hindu tido como a oitava encarnação de Vishnu. O jovem Krishna aniquila com sua dança a serpente que envenenava a água do rio.

Sempre inspirado na atividade divina, a Dança na Índia segue os conceitos de energia, sabedoria e a arte brotam de uma mesma raiz divina que produz e coordena a vida. Esses conceitos se relacionam dentro de um raciocínio que nada tem a ver com a lógica ocidental. Expressam a integração de elementos opostos – espírito e matéria – gerando o ritmo da natureza que tanto passa pela contemplação mística quanto pela sensualidade; não separa o sagrado do profano. Tem assim a dança do povo hindu um caráter de intervenção e volta-se sobre este prisma para o caráter educacional.

Os pioneiros da dança moderna, como François Delsarte, Ruth Saint-Denis e Ted Shaw, usaram-na para a educação corporal e espiritual.

Na Índia milenar, a Dança segue quatro estilos ou correntes coreográficas com concepção de drama: “Bharat, Natyam, Kathakali, Manipuri e Kathak”. No momento, cumpre esclarecer a última citada a contar “histórias educativas” e mostra uma forte influência islâmica nos temas dançados. O intérprete deve ser hábil em expressar a narrativa linear bem como todas as sensações que a mesma desperta nos educandos.

Essas danças na Índia permanecem arraigadas à cultura hindu graças à permanência de danças vinculadas às tradições milenares, resguardadas em seus temas e as suas formas de execução.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Handebol – história e elementos de formação

A criação do handebol não tem um criador preciso, mas há registros de sua pratica em vários momentos da história. Como exemplo disso, temos o jogo urânia, praticado na Grécia antiga e citado por Homero na Odisseia. No império romano, também havia um jogo parecido, chamado de hasparton. E na Idade Média também há relatos de jogos parecidos.

Mais recentemente, há registros de um jogo denominado haddbold criado na Dinamarca em 1848. Também registra-se o Sallon, praticado no Uruguai, mas o fato é que o handebol praticado hoje em dia deriva do Raftball, criando em 1912 pelo alemão Hirschmann. 

No período da primeira grande guerra, de 1915 a 1918, criou-se o Torball, jogo decisivo para o desenvolvimento do handebol. O Torball era praticado por operárias que tinham perdido seus maridos para a guerra.

Em 1919, o torball foi reformulado pelo alemão Karl Shelenz, passando a incluir também homens e com um novo nome: Handball. Karl Shelenz era educador físico, o que contribuiu para que o esporte novo fosse rapidamente difundido em países como Áustria, Suécia, Dinamarca e Checoslováquia.

As regras do esporte eram promulgadas pela Federação Alemã de Ginástica até 1927, quando foi criada a Federação Internacional de Handebol. Ele foi introduzido nos jogos olímpicos em 1936, na cidade de Berlim. No Brasil, a primeira partida data de 1930.

O primeiro campeonato mundial de handebol foi disputado na Alemanha em 1932. Em 1939, a sede da Federação Internacional de handebol foi transferida para Copenhague, em virtude da segunda guerra mundial. 

Uma curiosidade é que até 1966 eram realizados campeonatos de handebol de campo e de quadra. Porém, o clima europeu desmotivava a prática no campo, passando a ser somente realizado na quadra.

Desde 1972 no masculino e 1976 no feminino, o handebol vem realizando seus campeonatos mundiais e jogos olímpicos a cada quatro anos. No brasil, as primeiras partidas oficiais são de 1940, promovidas pela Federação paulista.

Handebol no Brasil

O handebol ficou restrito ao estado de São Paulo até 1960, quando foi apresentado a vários professores em um curso ministrados pelo professor Augusto Listello. A partir disso, o handebol rapidamente se espalhou por todo o Brasil e em 1971 foi declarado como um dos jogos estudantis e universitários brasileiros.

O primeiro campeonato nacional de handebol surgiu na cidade de Niterói, voltado para o público juvenil; os adultos tiveram seu primeiro campeonato no ano seguinte. A primeira taça Brasil ocorreu em 1980, na cidade de São Paulo.


Desde os jogos pan-americanos de 1999, o Brasil vem ganhando medalhas tanto no feminino quanto no masculino; em 2007, ambos ganharam a medalha de ouro e em 2011 foi a vez feminino ganhar o ouro e o masculino a prata. Atualmente, o handebol é muito praticado pela comunidade estudantil e tem jogos transmitidos para todo o Brasil pela ESPN-Brasil.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Civilização Inca


A civilização Inca desenvolveu-se nas regiões que hoje correspondem a partes do Peru, do Equador, da Bolívia e do norte do Chile, alcançando seu período de maior esplendor por volta do século XV. O império Inca, com capital na cidade de Cuzco, chegou a ter uma população de 20 milhões de habitantes, governada por um imperador considerando um deus, o filho do Sol (o Inca). Para governar, o imperador contava com chefes militares, governadores de províncias, sacerdotes e muitos funcionários.

A economia dos incas baseava-se no cultivo de milho, batata e tabaco. Desenvolveram a tecelagem, a cerâmica, a metalurgia do bronze e do cobre; sabiam trabalhar metais preciosos, como ouro e a prata, e utilizavam a lhama como animal de carga. Construíram palácios, templos, estradas pavimentadas, aquedutos e canais de irrigação. Não desenvolveram um sistema de escrita, mas sabiam registrar números e acontecimentos por meio dos quipos[1].

A conquista do império Inca foi iniciada a partir de 1531, por Francisco Pizarro. Em 1533, Pizarro conseguiu invadir a capital inca, desestabilizando todo o império.

Fonte: Almanaque Abril




[1] Quipos – cordões coloridos nos quais davam nós como forma de registro de informações.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Filosofia Moderna III - Empirismo

Empirismo


A seguir veremos o que essa corrente filosófica que se denomina empirismo, seus principais fundadores e a época em que surgiu.

O empirismo conta com dois nomes entre os seus principais fundadores: John Locke e David Hume. O primeiro era um inglês nascido em 1632 e morto em 1704, ardoroso defensor do liberalismo econômico. David Hume nasceu em Edimburgo no ano de 1711 e viveu até 1776. Além do empirismo radical, Hume também ficou conhecido pelo ceticismo filosófico.

O empirismo de caracteriza por ser uma corrente filosófica contrária ao Racionalismo, pois acredita que o conhecimento não parte do raciocínio logico e sim das experiências do ser humano com o mundo físico.

Segundo o empirismo, o ser humano nasce como uma folha em branco, que vai sendo preenchida de acordo com as experiências que ele tem na sua vida. A combinação de experiências vai gerando na mente do ser humano uma visão do mundo que aos poucos vai se tornando mais complexa e detalhada.

Hume também explicava que a experiência humana se baseia em dois tipos diferentes: as impressões e as ideias. As impressões são como que derivadas da experiência original e as ideias seriam recordações dessa sensação proveniente da experiência primaria.

Ainda de acordo com o Empirismo, todo o conhecimento gerado pelo ser humano em nossa mente é proveniente dos nossos sentidos. Com outras palavras, os nossos sentidos são as ferramentas usadas pelo corpo para a ocorrência das experiências que irão gerar conhecimento em nós.

Hume tinha a preocupação de examinar as ideias geradas pelos nossos sentidos pois o ser humano pode juntar experiências diversas e com elas criar a ideia complexa de algo que na realidade não existe. Sua análise consistia em descobrir se as ideias formadas têm ou não uma experiência correspondente para, a partir daí, determinar se elas são verdadeiras ou falsas.

De acordo com tal raciocínio, Hume afirmava que a ideia de Deus, por exemplo, é falsa, pois não existe nenhuma experiência sensível que comprova Sua existência.

De maneira sucinta, podemos dizer que o empirismo afirma que o ser humano nasce sem conhecimento algum e tudo o que ele aprende se dá através de experiências como o meio externo, que ocorrem através dos nossos sentidos.

A seguir, teremos uma visão resumida do que é o racionalismo para facilitar os estudos. Lembrando que o racionalismo foi tratado anteriormente nesse mesmo texto.

Para compreensão do racionalismo é necessário primeiro entender a mudança de estrutura que permitiu o surgimento de tal corrente filosófica. Uma dessas mudanças está na forma de pensar: enquanto o homem medieval acreditava num mundo onde Deus estava no centro de todas as coisas, o homem moderno crê no que chamamos de antropocentrismo, no qual o homem é o centro de tudo.

No racionalismo, a verdade está presente no raciocínio do próprio homem. Existem, porém outras teorias gnosiológicas (chamamos de gnosiologia o estudo da origem do conhecimento):

·         Dogmatismo: baseia-se na crença da verdade pela fé

·         Ceticismo: nega há possibilidade de se obter conhecimento

·         Relativismo: prega que não existem verdades universais, apenas verdades baseadas no ponto de vista das pessoas

·         Pragmatismo: toma como verdade aquilo que é útil no momento.

O racionalismo, que prega o conhecimento a partir da razão, afirma que existem duas formas de se obter o conhecimento: inatismo, que correspondem as ideias que nascem com o indivíduo; e o conhecimento a priori, derivada da razão e que não participa do conhecimento sensível.

O racionalismo cartesiano tem algumas características específicas, como por exemplo a divisão do método de estudo em 4 regras fundamentais: evidência, análise, síntese e enumeração. Tal método para Descartes deveria partir de princípios matemáticos.

Outra característica cartesiana importante para se guardar é a de que a existência do ser humano é provada pela capacidade de pensar (cogito, ergo sum).

Descartes também conclui que Deus existe a partir da ideia de um ser perfeito, capaz de conhecer todas as coisas, diferentemente do homem, que apesar de pensar não é capaz de conhecer tudo.


Filosofia Moderna: Empirismo e Iluminismo



Enquanto que no Racionalismo moderno, que teve com Descartes seu maior filósofo, o ponto de partida era o ser pensante, O empirismo nega toda essa ideia, afirmando que o conhecimento da verdade não parte do raciocínio interno das pessoas e sim da experiência sensível.

De uma maneira mais detalhada, tal experiência ocorreria de duas formas: a percepção do mundo externo através de nossos sentidos e o exame interno de nossas atividades mentais.

No iluminismo, temos Jean Jacques Rousseau como o seu maior filosofo. Ele nasceu na Genebra em 1712, mas na França que escreveu suas principais, entre elas O contrato Social e O discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens.

No contrato social, Rousseau descreve a maneira como um soberano deve comandar a nação, que segundo ele é de acordo com a vontade geral do povo. Já no Discurso, Rousseau valoriza os valores de uma vida natural e critica a corrupção.

De acordo com Rousseau, é a educação que vai determinar o caráter de um homem. Segundo ele, o homem nasce naturalmente e é corrompido pelo artificialismo da civilização.

Tal corrupção aconteceria pela pressão social exercida sobre o indivíduo desde o seu nascimento e pela corrupção que, se for malfeita, pode desvirtuar uma pessoa. De acordo com Rousseau, a natureza educa os sentidos enquanto que o ensino educa a mente e a experiência molda o comportamento.

Rousseau ainda dizia que o homem nasce acorrentado a normas e valores impostos pela civilização, sendo tarefa da filosofia dar liberdade ao homem fazendo-o voltar a sua instintividade natural. Rousseau acreditava que história da humanidade seria na realidade uma degeneração ao invés de evolução, e que a única vantagem da vida em sociedade era a união das forças individuais.

Na sua obra O contrato Social, ele defende a liberdade e o respeito as normas comuns, dizendo que as leis de tal contrato deveriam ser impessoais para garantir o direito de todos. Ainda na obra, Rousseau afirma que cada indivíduo deve renunciar à própria liberdade em prol da liberdade dos outros.

Ao longo da história da humanidade, os direitos naturais do ser humano vêm sendo ofuscados pela artificialidade da vida em sociedade. Direito natural corresponderia a um direito garantido pela natureza aos seres humanos e válido em qualquer lugar. Ao passo que os direitos civis regulariam as relações das pessoas em situação de equilíbrio.

O direito civil teria surgido para estabelecer mais justiça nas relações interpessoais e para que possa ter validade é necessário que haja igualdade e respeito entre os homens.

Rousseau dizia que a corrupção se inicia no momento em que o homem começa a viver numa solidão bucólica. E ainda de acordo com ele, um Estado maior e com mais eficiência seria o responsável por ter um povo maior e mais eficiente.


Por último, Rousseau dizia que a justiça somente seria possível com a participação popular, até mesmo para evitar o sufocamento da população com a soberania do Estado. E que as injustiças sociais derivam da tentativa de falsear a lei e a justiça.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

A história da educação parte III - A educação física no Brasil

O texto abaixo serve apenas como introdução ao tema. À medida que for avançando em meus estudos, matérias complementares com relação a esse assunto serão criadas.

A evolução da educação física no brasil

Educação física no brasil império, enxergando mais do passado

No século XVI, o Brasil era formado apenas pela costa litorânea. O relevo era plano e o clima ameno, havia muitas arvores, o que proporcionava sombra e agua fresca. Tais condições favoreciam as atividades aquáticas.

As atividades que predominavam eram de cunho prático, como a construção de fazendas, abertura de estradas, domesticação de índios, etc.

A população brasileira foi sendo formada a partir do cruzamento de três grupos étnicos claramente evidenciados: o branco, o negro e o indígena. Tal miscigenação deu origem a um povo forte, resistente, sadio, habilidoso e com muita agilidade.

As atividades realizadas pelos grupos indígenas eram variadas, com grande ênfase no movimento. Destacam-se as atividades de sobrevivência, como caça, pesca, defesa do território com uso de lanças, arco e flecha, luta corporal; e também atividades de cunho religioso, como dança e sacrifícios.


A população negra tinha como atividades a predominância do trabalho braçal, capinar carregar, etc. e os trabalhos da casa grande, lavar, passar. Também tinha grande ocorrência trabalhos culturais, como dança e capoeira.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

A história da educação física - parte II

A atividade física no século da luzes


A aplicação racional da educação física foi maior nos séculos XVI, XVII e XVIII, com destaque para alguns teóricos:

·         Francis Bacon (1561-1626): afirmou que a atividade física era capaz de corrigir qualquer tendência do homem para o mau. Dizia ainda que a educação física era capaz de melhorar a saúde e até curar algumas doenças.

·         Giovanni Comenio (1592-1670): sacerdote autor de Escola Materna, no qual pregava a necessidade de iniciar a educação nos primeiros anos de vida. Ressaltou a importância da atividade física na compostura hormonal, indicando ainda que devia haver um horário para educação física na escolástica.

·         John Locke (1632-1704): representante do empirismo que acreditava na relação entre educação física e psíquica. Locke acreditava que a educação física era uma atividade recreativa que ajudava no desenvolvimento mental.

·         Claude Fleury (1640-1723): foi tutor de muitos príncipes. Afirmava a importância do cuidado corpóreo no processo educativo. Entre tais cuidados ele citava a pratica de exercícios físicos, recomendando corridas, natação, esgrima, etc.

·         François Fenelon (1651-1715): foi arcebispo e preceptor. Ocupou-se da educação da mulher e da criança, afirmando que a educação domestica deveria prevalecer sobre a educação convencional.

O século das luzes


Os países europeus desenvolveram-se no século XVIII, como prova a exploração colonial, a realização de novos empreendimentos, etc. Esse período ficou marcado pela ascensão da burguesia na França e Inglaterra e do absolutismo iluminado na Áustria e Rússia.

Todas essas mudanças político-econômicas promoveram um clima de animação filosófica e cientifica, que resultara no Iluminismo. O iluminismo é uma filosofia que crê na possibilidade de melhora do homem e na busca da verdade pelo exercício racional.

O iluminismo surgiu primeiramente na Inglaterra e desenvolveu-se rapidamente na França, onde havia mais condições adequadas. Os mais ilustres iluministas são franceses, como Voltaire, Rousseau e Montesquieu.

O iluminismo se opõe fortemente a educação eclesiástica e está mais voltado em promover a personalidade do educando. Eles submeteram a crítica e revisão todas as institucionais tradicionais daquela época, como o feudalismo, absolutismo, etc.

Os iluministas afirmavam que nada no homem se encontra desde o nascimento e seus estudos são importantes pois fixam a vida em bases puramente humanas e racionais. A seguir veremos os principais filósofos do Iluminismo:

·         Jean-Jacques Rousseau (1712-1778): importante figura do iluminismo, dividiu a educação em quatro estágios, sendo o primeiro de 1 a 5 anos, voltado para fortificação do corpo; o segundo de cinco a 12 anos, voltado estudo do mundo físico, o terceiro de 12 a 15 anos e voltado para a educação intelectual. O último estágio é de 15 a 20 anos, com foco na educação moral e religiosa.

·         Denis Diderot (1713-1789): contribui para a educação física e afirmou que era necessário a educação gratuita para todos sob responsabilidade do Estado.

·         Gaetano Filangieri (1752-1788): também adepto da educação para todos sob tutela do estado. Dizia ainda que todo exercício capaz de fortificar o corpo deveria ser prescrito sob forma de lei.

O Filantropismo


·         Johann Bernhard Basedow (1723-1790): pedagogo alemão responsável pela divulgação da importância da educação em seu país. Fundou uma escola na Dinamarca com largo espaço para a educação física, pregada de forma mais formativa que utilitarista.


O Filantropismo foi uma corrente de pensamento da escola de Basedow. Baseado no Iluminismo e nas ideias de Rousseau, ela coloca a razão como guia da conduta da sociedade.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

A história da educação física - parte I

A atividade física na Idade Média e Renascimento

No auge do Império Romano, a educação física havia perdido seu caráter atlético e estava limitada a festas e espetáculos. Tal acontecimento se deu devido ao declínio que o Império Romano estava começando a sofrer.

Com as invasões barbaras, a decadência dos costumes e o crescimento do cristianismo, O império Romano ruiu por completo. A religião cristã passou a ser dominante, e condenava a prática da ginastica, pois fortalecia o corpo, que era considerado pecaminoso em vista da alma.

 A Igreja também condenava as atividades físicas devidos aos espetáculos romanos, que eram considerados perversos, com derramamento de sangue e ocorrência de apostas entre a plateia. Com ascensão do cristianismo, aos poucos as atividades foram suprimidas até que as Olimpíadas foram banidas por completo.

Com a queda do Império Romano, inicia-se o período medieval. Sua maior característica é o domínio da Igreja Católica na Europa. A atividade motora foi condenada, mas permaneceu ativa em ambientes particulares, como a cavalaria por exemplo.

Aos poucos, a igreja Católica tomou para si a cavalaria, que usada nas Cruzadas, por exemplo. Com isso, a cavalaria foi se torando popular e começaram a surgir os torneios, realizados nos castelos dos senhores feudais. Dentre as atividades realizadas, podemos citar a Quintana ou giostra, na qual um cavaleiro tentava acertar um alvo, e a corrido do arco, corrida de cavalo na tentativa de passar uma lança dentro de um arco. Em 1139, a Igreja condena os torneios pelas mortes que causavam. Com a invenção da pólvora, a cavalaria declina totalmente.

Dentre as principais atividades físicas da Idade Média, citamos tiro ao alvo, lançamento de bolas, lutas, esgrima, caça, etc. Com o surgimento da burguesia, apareceram as primeiras escolas, que lecionavam educação e ensinamentos profissionais.

No século XI apareceram as primeiras Universidades, que difundiram os jogos e manifestações para preparar seus jovens.

O último período da Idade Média é caracterizado pelo surgimento do Renascimento. O Renascimento inicia-se no século XI e traz consigo o Humanismo, uma nova forma de conceber o homem. O humanismo surge na Itália, em 1401.

O Renascimento e seu Humanismo trouxeram consigo o aumento das escolas e Universidades. 
Também houve uma revalorização do corpo, com a utilização das atividades físicas para a formação da moral e personalidade do homem.

Entre os principais nomes do Humanismo, citamos Vergerio Pier Paolo (1370-1444), considerado o primeiro humanista; Vitorino de Feltre (1378-1446), criador da educação física; e Vegio Maffeo (1407-1458), que ressaltou a importância do exercício para a psique. Outros nomes também merecem destaque, como Michel de Montaigne (1533-1592), que revalorizou o corpo a atribuiu grande responsabilidade a educação física.

O humanismo e o Renascimento, porém, alavancaram a atividade física apenas nas classes mais dominantes, excluindo as classes mais pobres. Este e outros fatores levaram a criação de uma reforma protestante, que questionava os valores da Igreja Católica.

Martinho Lutero (1483-1546) foi o promotor da Reforma. Do ponto de vista educacional, sua principal preocupação foi com a inexistência de escolas para pessoas de menos condições.

A igreja Católica instaurou um movimento de Contrarreforma, que tinha como objetivo impedir o avanço do protestantismo. Foi realizada de duas maneiras, com a inquisição, repressora e negativa, e a educação, um ponto positivo.

No século XVI, o pensamento cientifico foi o responsável por proporcionar uma recuperação dos valores da atividade física. Agora, o homem não se preocupava mais com o pensamento religioso como objetivo principal na vida, e a educação física ganhou notoriedade ao permitir a proporção de saúde.

No renascimento, a educação física foi mais praticada de forma higienista do que terapêutica, e teve grande apoio da medicina. Girolamo Mercuriali foi inclusive o primeiro a escrever um tratado-médico da ginastica, intitulado De Arte Gymnastica.

Apesar de tamanho avanço, o Renascimento foi mais teórico que prático. Conceitos de educação física como preparação para a vida e também para atividades militares se consolidaram, com pouca prática realmente.


Os países europeus tinham maneiras diferentes de lidar com a prática física entre eles. Os exercícios de maior destaque foram a paume, que deu origem ao tênis; a crosse, que era jogada com um bastão curvo e que consistia em acertar um alvo, deu origem ao golfe. O Mais conhecido foi o calcio italiano, que se propagou pela Europa e na Grã-Bretanha deu origem ao futebol.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Ciências auxiliares da História

Conheça algumas da ciências mais importantes no estudo trabalho da história.

·         Antropologia: é a ciência que estuda as principais características dos agrupamentos humanos, como por exemplo, sua história, obras, comportamento, etc. Exemplos de grupos: gregos, romanos, etc.

·         Geografia: estuda os aspectos físicos da Terra (relevo, clima, p.ex.), as transformações naturais da Terra (terremotos, furacões) e as transformações feitas pelo homem (desvio de um rio, cidades, etc.).

·         Numismática: ciência que estuda as moedas utilizadas no passado, observando-se principalmente o ano em que foram cunhadas e o rosto do governante de quem mandou fazer.

·         Arqueologia: ciência que estuda todo e qualquer vestígio humano de tempos passados, seja restos de construções, cerâmicas, enfim, qualquer vestígio.

·         Paleontologia: é a ciência que estuda os fosseis de espécies animais, ou seja, os restos de seres vivos que foram encontrados petrificados em rochas, gelo, etc.

·         Sociologia: analisa as relações de pessoas entre si, entre o grupo social a que pertencem e também as relações entre grupos sociais distintos.

·         Paleografia: é a ciência que estuda os modelos de escritas deixados pelos homens ou pelas sociedades antigas.

·         Diplomática: a diplomática ajuda a história analisando documentos escritos e verificando sua autenticidade, integridade e data de emissão.

·         Genealogia: elabora a arvore genealógica de uma família e verifica sua participação em eventos históricos.

·         Papirologia: estuda a ocorrência de escritos históricos em materiais como papiro ou similar.

A importância destas ciências auxiliares é vista no estudo de sítios arqueológicos. Nestes locais, faz-se necessária a presença de grande parte destas ciências para que haja um estudo profundo e completo das sociedades do passado.