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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Consciência Corporal – Estágios Operacionais em Dança


1° estágio – consciência das partes do corpo.
2° estágio – consciência das articulações, ligamentos e grupo musculares – aparelho locomotor.
3° estágio – consciência dos principais fluxos energéticos (plexo solar, externo, outros).
4° estágio – consciência da dinâmica de movimento – concentração de energia para produção do movimento com qualidades, nuances, vibrantes.

Graduações – forte, fraco, intensos, vigorosos.
Alternâncias – dinâmicos, brandos, diluídos.

Processo criativo aplicados a nível dos quatro estágios citados são: oficinas, laboratórios exploratórios e experienciais e experimentais.

Aplicação

I Estágio – Consciência das partes do corpo

Aplicação de descondicionamento de modelos pelo processo criativo através do LÚDICO para reconhecimento de recursos que encorajam:

Atenção isolada as partes do corpo pela decodificação (leitura corporal);
Observação da dimensão espacial de seu corpo;
Descobrimento da importância da unidade do corpo através de suas partes para o desenvolvimento integral;
Construção de formas plásticas com o corpo pela reação de seu corpo com
o corpo do outro;
Aproveitamento dos sons internos e intercâmbio com sons produzidos intencionalmente pela capacidade vocal ou por partes do corpo.

Exercícios:
     o      “Marionetes”
     o      “Decorando a janela”
     o         “Espelho”
     o         “Dueto das mãos, pés, etc.” (Haselbach, 1988)

Características das atividades

As atividades lúdicas proporcionam a redescoberta resultando uma abertura para o novo, através:
Vivências de atividades que estimulam a imaginação e a invenção;
Conviver com o imprevisível pelo confronto com situações problemas;
Experienciar o “mundo” pelas sensações facultando a suspensão de automatismo.

Utilização de Recursos

Mergulhos nas sensações para reativação dos sentidos e recuperação do mundo sensorial através:
Pequenas situações problemas para liberação de emoções e sentimentos;
Retomada do ritmo natural e individual;
Uso do conhecimento sensitivo na apreensão da realidade.

II Estágio – Consciência do Aparelho Locomotor

Aplicação consciente dos recursos corporais sensoriais e mecânico na execução de movimentos total ou parcial para reorganização do universo pessoal pela:
Percepção das possibilidades do corpo (cinestesia, propriocepção, exterocepção) em relação aos objetos, espaço circundante e distante;
Integração de formas e movimentos do corpo em várias conotações de espaço, sons (internos e ambientais) na criação da evolução corpo/espaço/tempo;
Retomada das formas interiores e sua exteriorização plástica no espaço para conscientização de si mesmo e da relação grupal.

Exercícios:
o “Fraseado”
o “Câmara lenta”
o “Reação e cadeia”
o “Tricô”
o “Cartas de Baralho” (Haselbach, 1988)

Características das Atividades

A expressão consciente pelo uso integral e parcial do corpo voltadas para o pensamento criador:
Práticas das possibilidades expressivas do corpo (estáticas e dinâmicas) pelas explorações das partes do corpo e partes dos segmentos.

Utilização dos Recursos

Aproveitamento do espaço pela conscientização dos espaços internos e externos:
Exploração de formas no espaço físico circundante;
Inter-relação entre o espaço físico disponível e seu próprio corpo;
Composição de formas com os vários corpos e o espaço.

III Estágio – Consciência dos Principais Fluxos Energéticos e da Dimensão Transcendente do Movimento

Aplicação consciente de recursos corporais (sensoriais e mecânicos) e possibilidade de amplitude e qualidade do movimento no tempo e no espaço:
Exploração da retomada das formas interiores e sua exteriorização plástica no espaço;
Inter-relação entre o espaço físico disponível e a situação corporal de extensão, concentração do eixo principal do corpo;
Projeção no corpo, no espaço circundante (consciência kinesférica) ou em relação ao espaço do outro (consciência relacional) ou em relação ao universo pela consciência transcendental do movimento.

Características das atividades

Estabelecimento de relação do seu corpo com o corpo do outro;
Uso integral do corpo em várias direções e sentidos;
Reorganização dos movimentos pelo uso gradual e contínuos do fluxo energético;
Interação da dinâmica própria com a dinâmica circundante;
Projeção e distribuição da dinâmica corporal no tempo dado e espaço circundante;
Vivência de atividades que possibilitam expressões corporais pela variação dinâmica.

Utilização dos Recursos

Composição de formas em sequências graduais de intensidade e alternância;
Utilização de movimentos ricos em qualidades na composição das sequências coreográficas;
Coerência entre a dinâmica expressa e o tema desenvolvido.

IV Estágio – Consciência da Dinâmica do Movimento

Aplicação de graduações, intensidade e alternância do movimento:
Percepção das potencialidades do corpo referendada pela qualidade do movimento do corpo em relação com os outros;
Relação entre intensidade do ritmo interno e externo e as nuances e vibrações do movimento;
Uso de alternância da dinâmica do seu movimento em relação a intensidade do movimento próximo e distante.

Características das atividades

Conscientização de energia própria em relação a dos outros;
Experienciação do movimento em relação as suas nuances graduações, alternâncias de vibrações e de progressões de intensidade;
Vivência de atividades que estimulam a percepção da dinâmica.

Utilização de recursos

Organização do espaço interior em integração com o espaço exterior dos corpos e dos objetos;
Inter-relação da potencialidade corpo-mente-emoção em relação as possibilidades do corpo do outro;
Composição da variedade de formas do corpo com a qualidade e amplitude de formas dos outros corpos.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

A história da Dança - parte 4

Finalizando nossa série sobre a história da Dança

Nova era na História da Dança

A consciência do homem como senhor de si mesmo e do mundo, sepultou os padrões medievais e revolucionou o pensamento e a estética.

Em Florença, Lourenço de Médici lança a moda dos “trionfis” que duravam vários dias.

A coreografia dos triunfos era majestosa e os próprios nobres serviam de intérpretes. Imitando a antiga Grécia, a dança passa a fazer parte da educação dos nobres. Tornava-se necessária a figura do mestre de dança que ensinasse os passos e fizesse a remarcação da coreografia em torno do tema escolhido pelo nobre que o empregava; geralmente eram judeus convertidos.

Batalha analisa que por volta do século XIII, iniciou-se a distinção entre as danças dos camponeses e a dança dos nobres. Basicamente, consistiam nas mesmas danças, contudo, os cavaleiros cultivavam a galanteria e com roupas mais refinadas modificaram os movimentos para adaptá-los à limitação de movimentos no tronco e eliminação das danças altas (executadas com saltos). Este é um ponto de partida para a separação entre as danças populares dos camponeses e as danças eruditas praticadas pelos nobres. As classes camponesas continuavam a ser ensinadas pelas famílias e comunidades e os da corte iniciam um processo de ensino específico de aperfeiçoamento de movimentos, tornando-se cada vez mais complexo seu aprendizado (Batalha, 1928: 28).

De acordo com o gosto vigente, os ballets assim chamados se desenrolavam em torno de temas da antiguidade clássica grega e seu cunho educacional além da educação dos passos e gestos requintados, ora tinham conotações pejorativas ora de exaltação da nobreza. O tema “Circe”, feiticeira lendária, identifica Catarina de Médico como a mesma: ambas tinham o poder de transformar pessoas naquilo que desejassem.

A distinção de danças para indivíduos de diferentes classes sociais proporcionou um acréscimo de contribuições e conhecimentos para os da classe aristocrática que causaram ao ensino um afastamento cada vez maior dos objetivos renascentistas de integrar globalmente o ser humano.

Com o virtuosismo italiano e a finesse francesa, a dança que já se academizara, transforma-se em dança teatral, para espetáculos. Estabelece, assim, um hiato entre a Dança/Educação e a Dança/Arte.
Após a definição do academismo, o ballet se desenvolveu acrescido de novos estilos e influências no estilo.

Segundo Knackfuss (1988, 31), os primeiros estudos científicos aplicados à dança foram efetuados por John Weaver que, em 1721, ao escrever Anatomical and Mechanical Lecture upon Dancing forneceu os primeiros fundamentos para que a instrução de dança se beneficiasse dos conhecimentos do corpo humano.

Em pleno reinado Romântico, no século XIX, a Itália tornou-se centro do ballet e contribuiu com inovações no vestuário para a criação de um código mais completo: são criadas as sapatilhas de pontas e os tutus românticos (saias de gaze leves) que revitalizam os conceitos técnicos pela possibilidade de maior amplitude de movimentos e de leveza na execução.

Baseado na geometria, Carlos Blasis cria o “Code de Terpsicore”. A estrutura do código permitia aos bailarinos executar com precisão os passos e sequências dos movimentos. Os bailarinos, dentro de linhas e ângulos elaboravam as formas do corpo com bases nas cinco posições do pé “en dehore”.

Foi o ensino da Escola Imperial Russa que ligou os elementos tradicionais do ballet aos elementos do folclore russo, espanhol e de outros países permitindo enriquecer o ensino da dança de novos estilos, graças ao genial Petipa e Cocchetti. Assim, o repertório coreográfico exercia exuberância e a criatividade.

Com os Ballets Russos de Diaghilev excursionado pela Europa, Estados Unidos e América do Sul, desencadeia como consequência novas tendências à dança do nosso século. Entretanto, o ensino do Ballet como arte teatral sempre objetivou a preparação de profissionais para espetáculos, exigindo de seus executantes determinada somatotipologia que deveria atender as características dos métodos, cuja nomenclatura é ensinada em francês.

A partir do século XIX começa um movimento contra a formalização do aprendizado da dança. As duas correntes, a moderna, que surgia, e a acadêmica tradicional, passam a possuir divergências estruturais em suas teorias fundamentais filosóficas onde são exigidos aos professores competências diferentes de ensino. É que o Impressionismo, que influenciava outras manifestações artísticas também se estabelece entre a arte de dançar. Com características bem diversas, a nova tendência da Dança se originou de princípios filosóficos a partir das teorias Rousseau, Marx, Darwin e convergem para o movimento expressivo do homem, introduzindo ao ensino da dança outros valores e atitudes e, consequentemente, habilidades e conhecimentos mais abrangentes das possibilidades do movimento.

Nesse panorama do século XIX, surgem vários inovadores, dentre os quais se destacam três principais precursores desde movimento de dança.

Jacques Dalcrose, que criou o método denominado “Eurritmia”, descoberta da reprodução dos sons e ritmos reproduzindo-os no corpo que dava liberdade de criação aos alunos. A eurritmia influencia a dança fortemente devido ao preparar, com essa influência, certas correntes do nosso século.

Isadora Duncan (americana), de inspiração filosófica em Platão, cujo ideal era o bem-estar comum através da arte e em Witman cuja ideologia nacionalista previa para o americano ser a civilização do futuro. Com bases no naturalismo de Rosseau, Isadora assim antevia a dança com os movimentos partindo do interior de cada ser de forma impressionista.

Rudolf Laban, que integrando a dança a outras artes, estudou o domínio dos movimentos, criou um sistema de anotações e incluiu elementos interpretativos ao processo de ensino da Dança.

Assim, o ensino da Dança Moderna, segundo as diretrizes de seus precursores, deve ter como base as leis que regem a mecânica corporal; deve ser uma expressão global do corpo, onde a emoção, sensibilidade e criatividade se tornam o foco central, ou seja, se convertem em uma expressão máxima ensejando a possibilidade de se auto realizar e de se autoconhecer exercida de forma contextual pelos que a exprimem.

Dessa forma, a Dança, não mais privilégio de uma classe, se torna uma forma de desenvolvimento e aprimoramento do homem, possibilitando enveredar para os caminhos de sua auto-realização. Assim, o Ensino da Dança Moderna se permitirá integrar o Currículo Escolar.

Para tal, ousamos propor e sugerir alguns princípios, fundamentos e aspectos que cerceiam a Dança da Pré-Escola à Universidade.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Os fundamentos do Handebol

Por fundamentos queremos dizer os movimentos técnicos do handebol, ou seja, os gestos realizados de acordo com orientação prévia e que possuem uma forma correta de execução. A seguir, analisaremos cada um deles.

Empunhadura

A empunhadura é a forma corretar de se segurar uma bola no handebol. Consistem em segurar a bola com os cindo dedos, de maneira firme, com a palma da mão um pouco côncava. O dedo polegar o mínimo são os mais importantes durante a empunhadura.

Recepção

É o recebimento da bola, que pode ser realizado com uma das mãos ou com ambas. Pode ser alta, médio ou baixa. A recepção é consequência direta dos passes, que somente são realizados com a presença de dois atletas. Os passes recebem diferenciações, que serão mostradas a seguir.

Passes

  • ·         Passe acima do ombro: para frente ou oblíquo, divididos em retificado e bombeado (peito). Passe em pronação: para o lado e para trás.
  • ·         Passe atrás da cabeça e passe atrás do corpo: ambos podem ser em lateral ou diagonal.
  • ·         Passe para trás: é realizado na altura da cabeça e precisa da extensão do punho. Passe quicado: ocorre quando a bola toca no solo uma vez antes de chegar às mãos do receptor.

Nem todos os passes estão incluídos na literatura especifica. O passe de ombro, por exemplo, não tinha distinção entre retificado e de peito (bombeado).

Arremesso

O arremesso é sempre realizado em direção ao gol. Os cotovelos ficam acima da linha do ombro e a bola é lançada com um movimento do úmero. Recebe algumas classificações diferentes, a saber:
  • ·         Com apoio e em suspensão: no primeiro, um dos pés do arremessador está em contato com o solo; no segundo, nenhum pé entra em contato.
  • ·         Com queda e com rolamento: o arremesso com queda significa que logo após o arremesso o jogador realiza uma queda ao solo; no arremesso com rolamento, também ocorre uma queda, mas o jogador faz um rolamento no chão.

Drible

É nada mais que o quique da bola no solo com uma das mãos. No ritmo trifásico, o quique é executado após três passadas. Mais passadas sem tocar a bola no solo configuram uma falta.

Há também o duplo ritmo trifásico, ou a dupla passada, que é o toque da bola no chão entre dois conjuntos de três passadas. Atenção para não confundir o drible com a finta, que nada mais significa do que estratégias para enganar o adversário.

Finta


As mais comuns e permitidas pela regra são: mudança de direção, giro de braço, giro de corpo e dois tempos ou quebra de ritmo.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Metodologia do Handebol

Posicionamento dos goleiros

O goleiro é a segurança da equipe de handebol não apenas pelas defesas, mas também porque ele atua como orientador da própria equipe e é peça chave na reposição de bola e contra-ataques.

O bom goleiro traz segurança para seu próprio time e preocupação para o time adversário, principalmente para os atacantes.

Além disso, um bom goleiro se dedica aos treinos e jogos com afinco maior que todos, tem coragem, dinamismo e é detalhista. Recupera-se rapidamente de uma bolada e consegue ligar um contra-ataque eficientemente.

Outras características: agilidade, flexibilidade, força, velocidade de reação, coordenação motora, etc.

Taticamente, o goleiro tem de ser capaz de lidar com situações de emergência, saber como enganar os atacantes adversários, usar com sabedoria o sistema de defesa da sua equipe e lançar mão de estratégias diferentes para cada tipo de arremessador.

São 4 as principais posições a serem trabalhadas com goleiros: defesa alta, defesa baixa, defesa de braço e perna, defesa em X e a reposição/ligação.

Elementos e condições para o aprendizado do handebol

Todas as modalidades esportivas têm como pré-requisito as seguintes condições: habilidades motoras, relações sociais e condições psicológico-psíquicas.

Com o handebol não é diferente. Entre as principais características psicológicas necessárias para a prática da modalidade, destacamos: determinação, perseverança, garra e sacrifício.

Já com base no relacionamento social, o handebol exige que o atleta seja companheiro, realize trocas de vivencias e experiências e que seja próximo dos outros atletas e da torcida.

Por fim, as qualidades físicas e motoras necessárias são: resistência, força, ritmo, descontração, equilíbrio, coordenação, entre outras.

Vejamos agora, detalhadamente, cada habilidade motora exigida na prática do handebol:
  • ·         Capacidade de deslocamento (andar, correr, saltar, rolar) em todas as direções;
  • ·         Capacidade de pegada e soltura com ambas as mãos;
  • ·         Capacidade de arremesso ou força;
  • ·         Capacidade de adaptação e reposicionamento postural.

Classificação das qualidades físicas

  1.   Força: é a habilidade muscular de produzir tensão e vencer resistência, seja para empurrar, tracionar, etc. Existem três tipos diferentes de força, e a primeira delas é a força isotônica, ou dinâmica. Esse tipo de força ocorre apenas quando houver movimento, seja horizontal ou vertical.Os outros dois tipos de força são a isomérica e a explosiva. A força isomérica também é chamada de força estática e tem a ver com a força realizada sem movimento, seja suportando algum peso ou qualquer outro tipo de pressão. Já a força explosiva (potência) é aquele gasto máximo de energia em um ato explosivo. Potência = força dinâmica X velocidade.
  2. Flexibilidade: reflete a amplitude dos movimentos e é muito dependente da elasticidade muscular (grau de estiramento dos músculos envolvidos) e da mobilidade articular, que varia de acordo com o tipo de articulação envolvida.Uma alta flexibilidade permite maior extensão dos movimentos, diferentemente da resistência, que se refere à capacidade de suportar o movimento por um período maior de tempo.
  3.   Resistência: pode ser anaeróbica ou aeróbica. A resistência aeróbica se refere a exercício de curta ou moderada intensidade, no qual a capacidade de absorção de O2 é equilibrada com o consumo. Já na resistência anaeróbica, o consumo de O2 é maior do que a absorção, o que ocorre em exercícios de grande intensidade.Além desses dois tipos, existe ainda a resistência muscular localizada, que se refere à resistência especifica de um determinado grupo muscular num exercício único, repetido diversas vezes. De maneira geral, a resistência é a capacidade de realizar exercícios com baixos recursos de energia e por um longo período de tempo.
  4. Velocidade: é capacidade de execução de movimentos em um período de curto breve e com intensidade máxima. Quando ocorre a movimentação de um lugar para outro, chama-se velocidade de deslocamento.Além da velocidade de deslocamento, temos também a velocidade de reação, que corresponde a capacidade de responder a um determinado estímulo, e a velocidade de membros, que é a velocidade de movimentação de um ou outro membro em separado.
  5. Equilíbrio: é capacidade de se manter em posição ante a força da gravidade. Temos o equilíbrio estático, dinâmico e recuperado; o equilíbrio estático acontece quando o corpo não está em movimento.O equilíbrio dinâmico ocorre quando o corpo entra em movimento. E o recuperado quando ele termina em movimento e entra no repouso.
  6.  Coordenação: é uma habilidade muito importante na educação física. Consiste em realizar movimento complexos com o menor esforço possível. A coordenação pode ser sempre melhorada com a realização de trabalhos repetitivos, numa atuação em conjunto do sistema nervoso com o muscular.
  7. Agilidade e Ritmo: a agilidade é a habilidade de mover o corpo no espaço, ou um determinado membro. Pode ser melhorada com o treino. Já o ritmo corresponde a uma organização dos movimentos, de forma equilibrada e harmônica.
  8. Descontração: capacidade neuromuscular de recuperar-se da tensão na musculatura esquelética. A descontração total é a capacidade de recuperar todos os músculos após um exercício.Há também a descontração diferencial, que corresponde à capacidade de relaxar os músculos que não são necessários em um determinado exercício.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Atividades - Escolas Gímnicas - Alemanha

Escola Gímnica Alemã

Descrição das atividades elaboradas para uma aula baseada no ensino da escola gímnica alemã

A escola gímnica alemã sempre priorizou muito a postura e preparação do corpo para a luta e defesa pela nação e pátria. Seus movimentos foram muito baseados nas ciências biológicas, pois tinham o objetivo de alcançar a prática perfeita da atividade em consonância com o desempenho total do aluno.

Com base nesses princípios, elaboramos sum roteiro de atividades que visa demonstrar como funcionava a escola gímnica alemã na prática. Dividimos os exercícios em atividades individuais, 
atividades coletivas e atividades femininas em separado, tal como era na escola alemã.

Roteiro de atividades:

  •     Atividades individuais: exercitar os membros superiores com polichinelos. Também serão trabalhadas a musculatura cervical com exercícios de pescoço e os músculos dos membros inferiores, com agachamentos.
  •          Exercícios coletivos: 1º exercício coletivo: um participante se abaixa e outro fica em pé de pernas abertas a sua frente. Revezando a cada ciclo, um terceiro participante deve pular por cima do que está abaixado, passar por debaixo do que está em pé e carregar um outro membro nas costas até a frente do que está agachado. O que estava sendo carregado é o próximo a fazer o exercício e quem estava carregando ocupa o lugar do que estava abaixado; segue assim sucessivamente até que todos tenham completado a atividade.2°exercicio coletivo: todos os participantes devem ficar em posição de flexão (prancha), do lado um do outro. Um membro irá pular todos os demais, que não podem se mexer. Assim que esse que estiver pulando terminar, ele se posiciona ao lado do último na mesma posição de flexão de braço e o primeiro começa a pular todos os outros. Assim que todos tiverem pulado, o exercício é encerrado.
  • Ginástica feminina: a ginástica alemã não via com bons olhos a participação feminina nos exercícios rudes e intensos dos homens. Por isso, havia um plano gímnico especial dedicado apenas às mulheres. Os exercícios que preparamos têm o mesmo foco da escola gímnica feminina alemã, ou seja, ressaltar a beleza e delicadeza das mulheres com movimentos harmônicos e não muitos intensos. A ginástica alemã também estava mais voltada para desenvolvimento dos membros inferiores femininos, em razão do parto.Devido a isso, vamos executar movimentos de salto, equilíbrio, flexibilidade e postura.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Conceitos Filosóficos #Exercícios

Mais alguns exercícios resolvidos em sala de aula.

Debates

1 – O conhecimento é limitado pelo “ponto de vista” do sujeito. Considerando isso, como podem ser avaliados os conhecimentos transmitidos pela escola?

O conhecimento escolar é notoriamente diferente entre o transmitido por uma instituição e outra. Muitas variáveis são as causadoras de tal diferenciação, mas entre as principais temos a mudança de visão entre um docente e outro. Mesmo as instituições podem influenciar no modo como seus professores enxergam determinada matéria e o modo como eles irão transmiti-la aos seus discentes. Desse modo, não podemos enxergar o conhecimento escolar como fidelíssimo à realidade ou possuidor de todo saber existente. O conhecimento escolar sempre sofreu influência ao longo dos tempos e sofre ainda hoje, seja do professor que está ministrando, da coordenação pedagógica, do diretor escolar, ou, principalmente, do governo que determina qual conteúdo deve ser ministrado e por quê.
Dizemos, portanto que o conhecimento escolar não pode ser avaliado como totalmente confiável. Antes, devemos avaliar se a instituição de ensino e a pessoa que irão ministrar tal conhecimento são confiáveis ou não.


2 – “O que importa não são os fatos, mas sua versão”.
Otto Lara Resende
. Qual é a opinião de vocês sobre essa frase?

Tal frase sintetiza o ceticismo quanto ao problema da confiabilidade dos dados repassados por outrem. Não se pode ter certeza a respeito da veracidade de um fato quando transmitido por terceiros, podemos ter certeza apenas do ponto de vista da pessoa que está repassando tal informação. Tudo sempre irá girar em torno daquilo que a pessoa enxergou e determinou mais importante em tal acontecimento, por isso a diferença de versões de um mesmo fato quando relatado por pessoas diferentes.

②. Tragam para o debate discursos ou declarações de pessoas públicas que a ilustrem.


Temos como exemplo a declaração do jogador de futebol Ronaldo de antes da Copa do Mundo de 2014, quando ele disse que uma copa não é feita com hospitais. Tal declaração expressa sua versão e opinião a respeito dos protestos que eram feitos naquele momento. Para Ronaldo, hospitais não tinham importância como a copa, o que diverge da opinião de outros, que consideram a saúde um primeiro lugar.


3 – Como seres racionais, cabe-nos o direito de dispor de dados objetivos para analisar. Os dados que nos são passados pelo meio social (família, escola, Igreja, meios de comunicação, etc.) são objetivos?

Não podemos considerar dados dessas fontes como objetivos, pois todos eles carregam em si a subjetividade da pessoa ou órgão que está repassando e a ideologia da organização por trás da elaboração de tais dados, como no caso da Igreja, por exemplo. Até mesmo no caso dos jornais, que tem em si o propósito de passar apenas as informações, encontramos a opinião de quem está elaborando o relato, ou pelo menos o seu ponto de vista da versão dos fatos.


4 – Muitas pessoas conduzem suas vidas pela aceitação passiva de explicações já prontas, renunciando ao direito de pensar por si mesmas. Que consequências tal atitude pode acarretar?

Uma atitude passiva quando às expectativas e entendimento da vida nos priva a possibilidade de refletir acerca dos acontecimentos ao nosso redor. Isso impede até mesmo de evoluir nosso bem-estar, a maneira de resolver os problemas do dia-a-dia e a forma de lidar frente as dificuldades cotidianas.
Uma vida passiva perante o entendimento dos acontecimentos do mundo também limita a capacidade de a pessoa ser condutora de seu próprio destino, já que alguns fatos não podem ser questionados, toldando nossos recursos frente a resolução de dificuldades. Até mesmo nossa comunidade e sociedade são impedidas de progredir, pois a aceitação de tudo o que é explicado não leva a pessoa a refletir sobre a própria condição de vida.



5 – Qual é a relação entre a passividade social e a falta de informações?

Uma pode ocorrer devido à outra. Ou seja, a falta de informações pode ser uma das principais causadoras da passividade social. Existem outras, mas a falta de informação é a principal delas.
Uma pessoa não informada devidamente não tem conhecimento de seus direitos, por exemplo, e não tem como ir em busca deles, de lutar pelo cumprimento de seus direitos.


6 – “A pressão psicológica é uma das formas mais interessantes de controle. Atua diretamente sobre os receptores, afetando suas capacidades de análise, para que recebam as mensagens da propaganda dentro de uma postura passiva e submissa.
As pessoas, em condições normais, ao receberem uma informação ou assistirem a um fato, procuram compreender a situação, analisar os prós e os contras, verificar se se trata de algo que lhes diga respeito diretamente e assim por diante. É o que se chama de senso crítico. Todavia, em determinadas situações de envolvimento emocional, tensão nervosa, temor, cansaço físico e mental, os indivíduos tendem a ter o seu senso crítico diminuído. Nesses momentos, ouvem as afirmações ou assistem aos fatos sem avalia-los, aceitando passivamente o que se lhes apresenta. ”

. Que formas de pressão psicológica vocês conseguem detectar em seu dia-a-dia?

Nos momentos em que somos compelidos a comprar alguma coisa por influência da moda ou de alguma promoção “arrasadora”; quando somos influenciados a tomar determinadas formas de comportamento para agradar nossos chefes, amigos, ou até mesmo a Deus, conforme alguns discursos religiosos, etc.

.em que situações vocês notam a falta de senso crítico nas pessoas?

É possível notar a falta de senso crítico quando as pessoas são obrigadas a comprar presentes em épocas especiais, como por exemplo dia das mães ou natal. Existe uma pressão psicológica que obriga as pessoas a gastar dinheiro nessas épocas sob o risco de desagradar quem elas amam senão o fizerem.


7- “Górgias de Leontino*, filosofo grego (século V a.c.), defendia três proposições: ”


①. Por que a afirmação de que nada pode ser conhecido é falsa?

Porque a própria afirmação “nada pode ser conhecido” contem em si a determinação intrínseca de que ela própria pode ser conhecida, sob a pena de se tornar nula. Sendo assim, se nada pode ser conhecido, como que conhecemos a afirmação de que nada pode ser conhecido? Tal afirmação em si é falsa, como demostrado por raciocínio logico.


②. Por que um cético não pode ter opiniões?



Para expressar opinião sobre alguma coisa, a pessoa deve ter como crença algo que acredite para se apoiar. Ora, o cético defende a proposição de que nada pode ser conhecido, de sorte que nenhuma verdade pode ser afirmada também. Desse modo, se nenhuma verdade pode ser formulada, porque nada pode ter sua existência provada, como que ele vai exprimir uma opinião? Por isso que o cético não pode ter opinião formada, porque a impossibilidade de existir alguma coisa limita a formação de opinião. 

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A Sociologia de Durkheim #Exercícios

Voltando ao assunto de Durkheim, posto aqui algumas perguntas e respostas que trabalhei na faculdade.


.Quais as características dos fatos sociais para Durkheim?
            Os fatos sociais de Durkheim possuem três caraterísticas definidoras: eles são coercitivos (as pessoas se conformam a eles independente de sua vontade ou escolha), exteriores (existem antes mesmo da existência do indivíduo) e são gerais, aplicam-se a toda a sociedade ou grande parte dela.

➁. Como o sociólogo deve estudar os fatos sociais?
            Mantendo o maior distanciamento possível. Para Durkheim, o envolvimento com o fato social pode atrapalhar o estudo do mesmo, por isso ele aconselha a neutralidade como exigência principal. Além disso, o sociólogo deve evitar qualquer tipo de pré-julgamento, ou preconceito com relação ao fato a ser estudado.

. Durkheim considerava a educação formal e informal como elemento importante de integração à sociedade. Você concorda com essa posição? Argumente.
            Durkheim considerava a educação porque era nela em que os indivíduos se adaptavam às normas coercitivas da sociedade. Do meu ponto de vista, a afirmação de Durkheim se valida pois, realmente é a educação que possibilita aos indivíduos se adequar às normas de convívio social, seja na escola ou em casa. Aliás, o próprio significado da palavra educação pode representar o conjunto de regras que habituam as pessoas ao convívio em sociedade.

➃. O crime, para Durkheim, é um fato social normal ou patológico? Por quê?
            Para ele o crime é um fato normal, pois é encontrado em todos os tempos e em todas as sociedades. Além disso, ele reforça os valores de uma sociedade na medida em que sofre sanções ou punições.

➄. O que é consciência coletiva?
            Consciência coletiva é aquilo que corresponde ao pensamento universal de uma sociedade, os conjuntos de crenças e valores que se repetem padronizadamente nos indivíduos de um meio e que ultrapassa a consciência individual. A consciência coletiva se impõe sobre os indivíduos de um meio e ultrapassa as gerações e até os séculos.

. Defina a solidariedade mecânica e a solidariedade orgânica.
            A solidariedade mecânica é aquela na qual os indivíduos se unem pelos laços de consciência coletiva, pois a divisão do trabalho é fraca ou inexistente e os indivíduos são mais autônomos no que diz respeito a trabalho. A solidariedade orgânica predomina nas sociedades capitalistas e é caracterizada pela acelerada divisão de trabalho, maior interdependência profissional, frouxa consciência coletiva e forte autonomia pessoal.

. Qual a contribuição de Durkheim para o desenvolvimento da sociologia?
            Durkheim elevou a sociologia à categoria de ciência exata como ninguém havia feito antes dele. Através de seus métodos e pressupostos, a sociologia transcendeu a reflexão filosófica para encontrar seus próprios limites e campo de estudo, tornando-se uma ciência autônoma.

Utilizando-se de analise sistêmica qualitativa e quantitativa e da matemática, Durkheim permitiu que a sociologia tivesse uma maneira de observar os fatos sociais e coletar dados para maior estudo.